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Império de comunicação dos Sarney usa Rede Globo como moeda eleitoral

A eleição ao Governo do Maranhão tem gerado burburinho nos corredores do Grupo Mirante sobre a cobertura que a emissora vem fazendo do processo eleitoral. É que por lá eles têm usado de sua penetração no Estado para divulgar fake news sobre o atual cenário eleitoral: de que Flávio Dino (PCdoB) está inelegível, o que não é verdade.

A decisão sobre suposta inelegibilidade foi proferida pela juíza de Coroatá, Anelise Reginato, e está sendo amplamente divulgada pela TV Mirante.

Aqui no Marrapá noticiamos que a magistrada postou no Facebook que na TV dos Sarney ela se sentia em casa ao ponto de andar descalça.  Para a lisura do processo ela deveria, no mínimo, considerar suspeita para decidir sobre o caso após comprovada relação com o grupo político adversário de Dino.

Afinal, quantos veículos de mídia a família Sarney possui no Maranhão? 

É de conhecimento até do mundo mineral que a TV Mirante, afiliada da Rede Globo no Estado, é controlada pela família Sarney, oligarquia longeva e que tem como candidata ao governo neste ano a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), mesmo que a lei 4.117/62 proíba uso de concessões públicas para fins políticos.

Nesse domingo, 12 e Dia dos Pais, o jornal dos Sarney O Estado do Maranhão foi obrigado pela justiça a repor a verdade sobre a candidatura de Dino. Corrigiu a informação e informou a seus leitores que Dino está e sempre esteve elegível, e por conseguinte com a candidatura registrada e apta para concorrer na eleição que se aproxima.

A Mirante possui quatro geradoras no Maranhão e mais de 50 retransmissoras de conteúdo. Durante sua gestão como presidente da República (1985-90), José Sarney distribuiu 1.028 concessões de rádio e TV, e outras 65 foram aprovadas pelo Congresso.

Emissoras de rádio e de televisão exercem fascínio sobre coronéis da política porque são uma arma poderosa em uma campanha. Com o advento da internet, na última década o ciberespaço passou a influenciar e disputar audiência com os “grandes meios”, antes os únicos detentores da construção de narrativas, muitas delas usadas para atender a interesses políticos de seus controladores.

Em 2009, por exemplo, o grupo Sarney usou da mesma estratégia jurídica e conseguiu destituir Jackson Lago (PDT) do cargo de governador. A disputa por construção de narrativas mentirosas não é novidade nas eleições deste ano, infelizmente, o que pode mudar neste ano é o desfecho dessa história. E não tenho dúvidas que o maranhense saberá, em 7 de outubro, diferenciar a verdade da mentira.

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