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Volume de chuvas em São Luís é o maior em 16 anos

Wilson Lima, iG Maranhão

O volume de chuvas registrado durante o mês de janeiro em São Luís já é o maior dos últimos 16 anos, conforme dados da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Somente em função das chuvas que castigaram a cidade na noite de segunda-feira e manhã de terça, 70 pessoas ficaram desabrigadas. Pontes, ruas inteiras e trechos de encostas e barrancos também foram destruídos.

Segundo dados da Uema, entre os dia 1° e 25 de janeiro o índice pluviométrico na capital do Maranhão chegou a 474 mm – esse índice é 85% maior que a média histórica registrada no primeiro mês do ano. Somente em 12 horas, na madrugada de segunda para terça-feira, choveu em São Luís 117 mm. “Estamos sofrendo uma influência muito forte do fenômeno La Niña, por isso as chuvas estão mais intensas”, explicou o meteorologista da Uema, Márcio Elói Aquino.

O superintendente da Defesa Civil do Município de São Luís, Julio Cesar Correia, informou que até a tarde desta quarta-feira ainda estavam sendo retiradas famílias de áreas de risco em função das fortes chuvas. Até o momento, a Defesa Civil Municipal confirmou que 14 famílias ficaram desabrigadas, mas existe a possibilidade de que outras 90 possam também ser realocadas de áreas de risco. “O período chuvoso será mais intenso esse ano, principalmente nos meses de março e abril”, declarou Correia. A maioria destas famílias morava em áreas de encosta na periferia de São Luís.

A residência de Joseane Garcês Raiol, de 26 anos, não resistiu ao mal tempo de segunda-feira e desabou sobre outras duas casas no bairro Vila Lobão. Ela estava dormindo quando a casa começou a cair. “Tomei um susto danado”, disse. Joseane mora agora com vizinhos e ainda não sabe como recomeçar a vida.

Atualmente, aproximadamente 500 famílias ainda estão desalojadas em decorrência do período chuvoso de 2009 e 2010. Somente em 2009, foram 400 desabrigados. Nesse ano, como forma de minimizar os riscos, algumas medidas preventivas foram tomadas, como a instalação de pluviômetros caseiros nas maiores áreas de risco e o monitoramento destas regiões. “Nós também estamos buscando meios judiciais para obrigar pessoas que moram em áreas de risco a deixar essas áreas”, explicou o superintendente de Defesa Civil do Município de São Luís