A governadora Roseana Sarney, temendo os iminentes protestos que ocorrerão contra o seu governo – reflexos das manifestações que iniciaram em São Paulo e disseminaram-se em outras capitais brasileiras – já prepara uma ofensiva para enfrentar os insurgentes.
Na tarde desta terça-feira, a equipe de segurança do Palácio dos Leões, em uma grande força-tarefa, começou a montar cercas ferro em volta do Palácio. O gradeado é usado no intuito de impedir qualquer manifestação nas redondezas na sede do governo do Estado.
A Polícia Militar também já foi acionada e homens e camburões já estão a postos em frente ao Palácio dos Leões com a missão de reprimir qualquer manifestação. Ah, a PM maranhense parece que não dispõe do uso de balas de borracha.
O blog tomou conhecimento que veículos estarão, a partir de amanhã, impedidos de trafegar na área na praça Dom Pedro II. Um absurdo!
Com essa atitude, Roseana acusa o golpe de que os movimentos que estão sendo organizados por estudantes têm como principal alvo o seu governo, responsável por levar o Maranhão aos piores indicadores sociais, ocupando a posição de estado mais pobre e miserável da nação. Os maranhenses já não aguentam mais tanta insegurança, falta de emprego, caos na saúde, educação e corrupção generalizada na administração da Sarney, resultados de uma oligarquia que em quase cinquenta anos mostra-se incompetente para resolver os problemas do estado.
No dia 21 de setembro de 2010, milhares de estudantes de diversas cidades saíram em protesto contra os desmandos da família Sarney no Maranhão.
O movimento foi organizado na internet e ganhou às ruas de São Luís.
Sob gritos de “Fora Roseana Sarney” e “cadeia para Sarney e Roseana”, mais de sete mil jovens fizeram uma caminhada da Praça da Bíblia até a sede do governo estadual, o Palácio dos Leões. A caminhada foi de aproximadamente quatro quilômetros.
Na época, a governadora Roseana Sarney, então candidata à reeleição, ficou desesperada e mandou a Justiça Eleitoral censurar qualquer citação ao movimento em blogs e redes sociais.
Relembre:
Na cidade de Coroatá, centenas de pessoas se reuniram para protestar contra os desmandos da prefeita Teresa Murad:
Leia mais no site Coroatá de Verdade
Trabalhadores rurais protestam desde cedo por condições melhores de trabalho. Eles se reúnem na rotatória do bairro do São Cristóvão, em São Luís.
O trânsito ficou parado nas vias de acesso, como Avenida dos Franceses, Avenida Guajajaras e na BR-135. São cerca de 3 mil participantes, de várias partes do estado. Eles reivindicam melhorias no trabalho, saúde, educação e a restauração do Iterma (Instituto de Colonização e Terra Maranhão).
Chico Miguel, presidente da Fetaema (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Maranhão” disse que não há previsão de hora para saída do local. “Nós precisamos fazer um grito para que a gente possa negociar a pauta de reivindicação com governo do Estado”, disse.
Temendo a onda de protestos que toma conta das ruas do Brasil, a governadora Roseana Sarney (PMDB) resolveu se esconder em Brasília para não enfrentar a insatisfação do povo maranhense.
Foi a filha do senador José Sarney que inaugurou a onda de manifestações no país. No mês passado, ela foi confrontada por estudantes da cidade de governador Edison Lobão. Um deles chegou a arrancar o microfone das mãos da governadora para cobrar mais qualidade no ensino oferecido pela rede pública do Maranhão. O episódio foi destaque na imprensa nacional.
Desde então, Roseana vem enfrentando protestos de jovens e populares insatisfeitos com os principais problemas do estado. Os últimos foram realizadas em Barra do Corda, Presidente Dutra e na Raposa.
A governadora está na capital federal desde o último sábado – de onde acompanhou a abertura da Copa das Confederações – e foi aconselhada pelo pai a ficar por lá até a próxima sexta-feira, para não se desgastar com os três atos públicos programados ainda para esta semana.
Um travesti tem procurado sites e blogs do Maranhão oferecendo supostas fotos do seu relacionamento com um jornalista/blogueiro do Sistema Mirante de Comunicação.
A boneca – é assim que ela prefere se identificar – alega que foi abandonada pelo tal blogueiro e faz isso porque odeia hipocrisia.
- Ele costuma se apresentar pelo nome falso de Robson. Sai com casais e bonecas. É casado e tem um caso com um colega de trabalho” – informa a figura nos contatos que tem feito com a imprensa.
A greve dos educadores da rede pública estadual de ensino continua. Não foi assinado o acordo que contempla o resultado das negociações entre o governo do Estado e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), como estava previsto.
A assinatura estava marcada para acontecer na tarde desta segunda-feira (27), na Secretaria de Estado de Gestão e Previdência (Segep), mas depois de algumas horas de espera, a diretoria do sindicato foi informada, pelo secretário Fábio Gondim, que o acordo não poderia ser assinado ainda porque faltava finalizar alguns termos do documento. O secretário deu uma nova previsão de assinatura para esta terça-feira (28), mas não definiu a hora.
Foram realizadas 19 assembleias regionais, sendo aprovada a suspensão do movimento em 15 delas e aprovada a continuidade da greve em apenas quatro regionais. Embora a maioria tenha aprovado a suspensão da greve, o retorno às aulas acontecerá somente após a assinatura do acordo e o envio da proposta do estatuto para avaliação dos deputados estaduais, segundo o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro.
Júlio Pinheiro fez uma avaliação positiva da greve, até o momento. “Tratamos de questões estruturantes da carreira, que envolve a legislação atual, como a Lei do Piso e suas diretrizes com relação à correção de salários e à nova jornada. Também tratamos de resolver problemas históricos como o não pagamento de progressões, promoções e titulações, que até então não havia perspectivas de solução. Problemas que se acumularam ao longo de 19 anos porque o governo não cumpria o Estatuto do Magistério, aprovado em 94”, explica.
O salário médio mensal do brasileiro aumentou 2,5%, em termos reais, entre 2010 e 2011, ficando em R$ 1.792,61 (3,3 salários mínimos). Já o total de salários e outras remunerações aumentou 8%. Os dados fazem parte das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2011, divulgada ontem (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Maranhão tem um dos menores salários médios do país, com 2,5, ficando à frente somente do Ceará (2,3 salários), Alagoas, Paraíba e Piauí (2,4 salários).
Em São Luís, a média é de 3,3 salários mínimos. A capital maranhense apresentou uma queda de 7,3% na participação de pessoal ocupado na administração pública, o maior índice registrado no Nordeste. Por outro lado, houve um ganho de 3,8% na participação do setor de construção, com destaque para a área de construção de edifícios.
Os maiores salários médios foram identificados no Distrito Federal (6,3 salários mínimos), Rio de Janeiro (3,9 salários mínimos), em São Paulo e no Amapá (3,8 salários mínimos), e em Roraima (3,3 salários mínimos).
O levantamento considerou o valor médio anual do salário mínimo de R$ 510, em 2010, e de R$ 544, em 2011.
Com informações da Agência Brasil
Os professores da rede estadual de ensino continuam paralisados. A greve foi iniciada no dia 23 passado e segue por tempo indeterminado.
O motivo principal é a luta pela aprovação do Estatuto do Educador, cujo governo Roseana Sarney vem enrolando há exatamente dois anos, desde a última greve que aconteceu pelo mesmo motivo, no início de 2011.
Durante todo esse tempo, representantes dos profissionais da educação, através do Sinproesemma, juntamente com os técnicos do governo do Maranhão, se reuniram por diversas vezes e construíram juntos o texto do Estatuto.
Porém, mesmo depois dele estar pronto, a governadora Roseana Sarney nunca o enviou para apreciação e votação na Assembleia Legislativa. E mais: recentemente, numa atitude covarde e antidemocrática, deu ordens para que seus técnicos, sem a participação dos professores, alterassem o texto do Estatuto que, caso seja aprovado com essas alterações, vai prejudicar todos os educadores.
Na alteração do texto, foram identificados sérios prejuízos à carreira dos educadores, entre os quais estão a exclusão do mecanismo que garantiria as progressões automáticas; retirada de gratificação de risco de morte; da gratificação para os educadores que residem longe dos seus locais de trabalho – difícil acesso; do mecanismo de redução da carga horária por tempo de serviço; exclusão da Gratificação de Atividade do Magistério (GAM) aos trabalhadores que vão se aposentar; retirada da promoção e muitos outros itens prejudiciais aos trabalhadores e à educação pública.
De acordo com informações do Sinproesemma, representantes do Governo do Estado ficaram de enviar proposta para ser votada pelos professores ainda nessa sexta-feira.
Se aprovada nas assembleias regionais, a proposta do Estatuto do Educador deve ser enviada para votação na Assembleia Legislativa.
Com informações do Castro Digital
Paralisados desde o último dia 23, os professores da rede pública estadual do Maranhão ainda aguardam nova proposta do governo Roseana para submeter à avaliação das assembleias regionais.
De acordo com informações do Sinproessema, mais de 80% dos estudantes das escolas estaduais permanecem sem aulas.
Hoje será realizada uma passeata com os educadores na Cidade Operária. A concentração acontece no Centro de Ensino Justino Ferreira, na avenida principal da Cidade Operária, às 15 h.