O senador José Sarney ficou encurralado durante a manifestação que ocupou a cobertura do Congresso Nacional, na noite de ontem, em que mais de dez mil pessoas foram à Esplanada dos Ministérios protestar.
Em vídeo disponibilizado pelo site do Globo, o Sarney aparece com um semblante preocupado, sendo conduzido por um grupo de seguranças do Senado. Do lado de fora, manifestantes puxavam o coro “Sarney, ladrão, devolve o Maranhão”.
Além da preocupação com a própria integridade física, o senador do Amapá também se mostrava apreensivo com a presença da filha em Brasília, que estava nas proximidades do local das manifestações mendigando por apoio nos corredores dos ministérios.
Roseana Sarney fugiu do Maranhão na última sexta-feira para não enfrentar os três atos contra ela marcados para esta semana. Ela só não esperava encontrar protestos contra a sua família também na capital federal.
Veja o vídeo em que Sarney aparece encurralado:

O Globo divulgou hoje uma foto em que o decrépito José Sarney parece cantar no aniversário da filha sexagenária, Roseana Sarney. Segundo o jornal, o senador do Amapá balbuciou cantigas dos tempos do onça e fez força para dedilhar algumas notas em um violão, tentando mostrar algum vigor aos presentes na comemoração.
No alto da sua decrepitude, o senador José Sarney resolveu publicar, na edição de hoje do jornal O Estado do Maranhão (de sua propriedade), um artigo criticando os buracos de São Luís. Sem mais espaço para propagar suas sandices na Folha de São Paulo, Sarney teve que se adequar ao mesmo nível editorial baixo, rasteiro e torpe do jornal do qual é proprietário.
Num tom vil, peculiar a alguém que não pode mais disfarçar o ódio e o rancor enraizados no coração, José Sarney resolveu deixou de lado a imagem de literato, bom moço, escritor – de linhas mal traçadas – para falar de buracos. “(…) Os nossos buracos são tantos e, pior, não vi ninguém tapando buracos. Por que não se faz uma guerra para melhorar nossas ruas?”, diz ele em seu surrado escrito.
Dado o elevado grau de demência, o político em fim de carreira (desesperado com a iminente ruína da oligarquia que comanda há quase cinco séculos), só hoje percebeu que há buracos em São Luís. Bingo! Coisa de gênio.
A descoberta repentina, deduz-se, deve ser por que o meio de transporte que mais utiliza seja jatinhos e helicópteros alugados pelo governo da filha. Como as aeronaves estavam ocupadas levando membros para curtir o feriado na Ilha de Curupu, Sarney teve que recorrer a um táxi para se deslocar do aeroporto até o Palácio dos Leões.
Bom, sendo justos, não deixa de ter razão o Sarney. Os buracos realmente existem.
Continue lendo no blog do John Cutrim
No dia em que o decrépito José Sarney publica em sua coluna que “nunca viu tanto buraco”; na internet, o seu neto, Adriano Sarney – que percorre o interior do estado em pré-campanha para deputado estadual – publica foto em que aparece atolado na buraqueira da estrada que liga Amarante a Sítio Novo.
Veja:
Repercutiram na imprensa do país inteiro as duras críticas feitas pela governadora Roseana Sarney à presidente Dilma Rousseff.
Roseana se reuniu com outros governadores do PMDB – entre eles o do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral – para conspirar contra Dilma, em jantar na casa do vice-presidente Michel Temer.
Roseana lembrou que, enquanto o partido comanda a pasta do Turismo, com Gastão Vieira, o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), que é hierarquicamente subordinado à pasta, “conspira contra o partido no estado”. Ela também se queixou dos movimentos do PT nacional e local para apoiar a candidatura do comunista para o governo do Maranhão em 2014.
Tentando justificar a própria incompetência para os colegas de legenda, Roseana reclamou até da falta de investimentos do Governo Federal no estado. Segundo ela, essa é a razão para os baixos indicadores econômicos, sociais e educacionais do Maranhão.
José Sarney pediu calma à filha e tentou acalmar os ânimos dos correligionários. O pai da governadora defendeu a importância de não precipitar a discussão sobre um eventual racha da aliança PT-PMDB.
Os desembargadores da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal confirmaram nesta quarta-feira decisão que, desde julho de 2009, impede o jornal O Estado de S. Paulo de publicar notícias sobre a Operação Boi Barrica. Por unanimidade de votos, eles mantiveram a censura prévia imposta pelo desembargador Dácio Vieira a pedido do empresário Fernando Sarney, que é filho do senador José Sarney e foi investigado na Boi Barrica.
Numa sessão fechada ao público, os desembargadores concluíram que o jornal não pode veicular reportagens sobre o caso porque a investigação é sigilosa. Além disso, eles disseram que uma decisão anterior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), declarou ilícitas as provas da investigação.
“Lamento muitíssimo que uma decisão desse tipo coincida com o falecimento do dr. Ruy Mesquita, que sempre foi um incansável batalhador da liberdade de imprensa. A coincidência é infeliz”, afirmou após o julgamento o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, que defende o jornal.
O advogado informou que certamente recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Isso não vai passar em branco”, disse. O destino do recurso a ser protocolado pelo jornal deverá ser definido após a análise do acórdão do julgamento desta quarta. O acórdão, que é o documento oficial sobre o que foi decidido, deverá ser publicado num prazo de até 15 dias, conforme estimativa da assessoria de comunicação do TJ.
Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal deverão julgar hoje um recurso que definirá se será ou não derrubada a censura judicial imposta a O Estado de S. Paulo há quase quatro anos. Em julho de 2009, o desembargador Dácio Vieira – que hoje preside aquele tribunal – concedeu uma liminar atendendo a pedido do empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP), impedindo o jornal de veicular notícias sobre a Operação Faktor (ex-Boi Barrica). Fernando Sarney era um dos investigados.
Relatado pelo desembargador Luciano Moreira Vasconcelos, o recurso está na pauta de julgamentos de hoje da 5ª Turma Cível do TJ. Se a decisão for favorável aos argumentos do jornal, a censura finalmente deverá cair. Se for contrária, o jornal continuará impedido de publicar notícias sobre o assunto.
A origem do caso remonta a junho de 2009, quando o Estado publicou reportagem revelando a existência de atos secretos baixados no Senado, para criar cargos e nomear parentes de políticos.
Um mês depois, a Operação Boi Barrica encontrou suspeitas contra o grupo empresarial de Fernando Sarney. Segundo as investigações, ele teria usado o prestígio do pai para garantir acesso a ministérios e estatais. Fernando Sarney foi interrogado e, dias depois, protocolou uma ação na Justiça pedindo a proibição da veiculação de notícias sobre escutas telefônicas daquela operação da PF. Seu argumento era que a Justiça do Maranhão havia decretado o sigilo do caso.
O pedido foi rejeitado por um juiz de 1.ª Instância do Distrito Federal, mas, no final de julho, o desembargador Dácio Vieira o aceitou, daí decorrendo a proibição ao jornal. Vieira é amigo pessoal e velho conhecido da família Sarney.
Em dezembro de 2009, o empresário entrou com a desistência da ação, mas o jornal não aceitou, preferindo que a Justiça se pronunciasse sobre o mérito por entender que isso seria importante para toda a imprensa brasileira.
A blogueira Alcinea Cavalcante foi vítima da censura imposta pelo oligarca José Sarney (PMDB) no Amapá.
Por decisão do titular do Juizado Especial de Fazenda Pública e da 10ª Zona Eleitoral de Macapá (AP), juiz José Luciano Assis, a Justiça do Amapá determinou o bloqueio das contas bancárias da blogueira, por conta de um dos processos movidos pelo senador contra ela.
As ações de Sarney contra Alcinea já somam mais de R$ 2 milhões e foram motivadas por uma série de entrevistas publicada por ela durante as eleições de 2006. Foi ela a criadora do movimento Xô Sarney!
Além da blogueira, o pai da governadora Roseana processou outros cem jornalistas do Amapá.
Sarney se articula para concorrer à reeleição I
Engana-se quem acredita que José Sarney (PMDB) vai se aposentar com o fim do atual mandato de senador do Amapá. Nos bastidores políticos, o pai da governadora Roseana Sarney se movimenta para garantir o apoio do PDT e concorrer à reeleição.
Sarney se articula para concorrer à reeleição II
O ex-senador Gilvan Borges (PMDB) não vai colocar o seu nome na disputa para não atrapalhar a candidatura do aliado José Sarney. O vereador de Macapá, Lucas Barreto (PTB), deve ser a pedra no sapato do político maranhense, com o apoio do PSB e do Psol de Randolfe Rodrigues.
Marcos Silva detona Chiquinho
O chefe do PSTU maranhense, Marcos Silva, criticou o deputado federal Chiquinho Escórcio (PMDB) pelo episódio da humilhação de um bancário da Caixa Econômica Federal de Açailândia.
No Facebook, o criador do lema ‘só a luta muda a vida’ descatitou para cima do peniqueiro do Sarney: ‘Alguém tem que dizer para o deputado Francisco Escórcio que as pessoas não são obrigadas a saber quem ele é. Então é muita arrogância tratar alguém mal pelo fato de não ser reconhecido. São essas atitudes que deixam mais claro que essa Oligarquia é maligna aos interesses do povo’.
Marcos Silva é um dos que podem entrar na disputa pela vaga de Epitácio Cafeteira (PTB) no Senado.
Os aprovados no concurso da Polícia Militar criticam o secretário Aluísio Mendes por conta das inúmeras tentativas de protelar a contratação dos novos policiais que aguardam pela nomeação desde o ano passado.
De acordo com um grupo de classificados no concurso, a última da secretaria de Segurança nesse sentido foi adiar o prazo da entrega dos exames obrigatórios.
O grupo suspeita que a governadora Roseana Sarney queira anunciar os novos policiais somente em 2014, ano de eleição.
Flávio Dino recebe título em Chapadinha
Autoridades de várias vertentes da política maranhense estiveram reunidas neste sábado para entrega do título de Cidadão de Chapadinha ao presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB).
A solenidade de entrega da honraria que aconteceu na Câmara de Vereadores do município é fruto de propositura do presidente da Casa, vereador Nonato Baleco (PDT).
De Mary Zaidan, para o blog do Noblat
José Dirceu é mesmo o máximo. Ministro-chefe da Casa Civil e homem de confiança do presidente Lula, foi desapeado do Planalto em junho de 2005 quando as denúncias do mensalão começaram a esbarrar no chefe-maior, que o tinha como capitão do time. No fim do mesmo ano teve seu mandato de deputado federal cassado.
De lá para cá, mesmo com direitos políticos suspensos até 2015, Dirceu, ao contrário do que se poderia supor, só ganhou poder.
Aproximou-se da nata empresarial, para a qual presta serviços de consultoria, vendendo caro seu trânsito e influência. Embora visivelmente baqueado, não perde a pose.
Continua poderoso mesmo depois de condenado pela Suprema Corte. Dá ordens, manda e desmanda.
Na última semana de abril foi ele quem intercedeu em favor da governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) para que o PT suspendesse as críticas a ela nas inserções regionais do partido na TV.
Os 30 segundos de propaganda traziam elogios aos feitos de Lula e Dilma Rousseff em contraponto à triste realidade maranhense: “O Maranhão continua ostentando os piores indicadores sociais do país. Somos os piores na Saúde e na Educação. Vivemos num estado de profunda insegurança, medo e violência, que aterroriza todos nós. Com o PT, haveremos de inaugurar um tempo de mudança, renovação e esperança para o Maranhão”.
A filha de José Sarney não teve dúvidas: reclamou com Dirceu e, rapidamente, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, mandou suspender o comercial.
Parece uma questiúncula local, mas não é.
Dirceu dá as cartas em várias instâncias do PT. Em uma frente, percorre o País fazendo-se de vítima, encarnando o injustiçado por um julgamento político.
Na outra, interfere nas pautas do partido. Saem dele os discursos mais contundentes sobre reforma política – financiamento público de campanha e voto em lista – e de controle mais ferrenho da mídia, que o PT chama de democratização.
Chega ao cúmulo de querer escalar o papel dos ministros do Supremo Tribunal Federal, requerendo que o presidente da Corte seja afastado da função de relator no julgamento dos recursos do mensalão.
E, assim como fez no Maranhão, mete a mão também nas brigas locais.
Quando o País lutava contra a inflação galopante, buttons com os dizeres “Eu sou fiscal do Sarney” tomaram as ruas. Quem diria que 27 anos depois Dirceu passaria a ostentá-lo. Não como os brasileiros crédulos de 1986, que apostaram cegamente nas pirotecnias do Plano Cruzado. Mas para proteger o rei do Maranhão, que sobrevive da miséria de seu Estado natal.
Ao que parece a dívida com os Sarneys não é apenas alta. É impagável.