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Sem Michel Temer e Aécio Neves, o que será da candidatura de Roberto Rocha?

Acostumado a se eleger às custas de terceiros, o senador Roberto Rocha (PSB), que sonhava disputar o governo do Maranhão vai ter que repensar seus planos políticos para 2018 após explodirem acusações contra o presidente Michel Temer (PMDB) e contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ambos aliados de Rocha.

O parlamentar maranhense esperava contar com o apoio do PSDB de Aécio Neves e com a máquina do governo federal de Temer para disputar as eleições ao governo do Estado no próximo ano.

Roberto Rocha, eleito senador da República em 2014 ao pegar carona na chapa vitoriosa que consagrou Flávio Dino (PCdoB) governador do Estado. Após assumir o cargo de senador, Rocha rompeu com Dino e atualmente considera o governador seu adversário político.

O senador vislumbrava nas eleições de 2018, apoio do psdebista Aécio Neves para barrar a aliança já existente no Maranhão entre tucanos e o partido de Dino, já que o vice-governador do Estado, Carlos Brandão, é presidente estadual do PSDB e tem demonstrado interesse em dar continuidade à parceria com Dino.

Roberto Rocha também contava com o apoio local do grupo Sarney para atrair, por meio de Michel Temer, o uso da máquina do governo Federal para auxiliar sua campanha no próximo ano. Michel Temer é do PMDB, partido que é comandado pelo clã Sarney no Maranhão.

A grande questão é: o que fará Roberto Rocha agora que seus dois principais apoiadores (Aécio e Temer) foram duramente abatidos?

Histórico de dependência política

A campanha de Rocha ao governo do Estado deve vir ainda mais enfraquecida sem a ajuda desses aliados. Ele sempre contou com apoios de peso para eleger-se.

Assim foi quando ele se elegeu deputado federal pelo PMDB de Sarney e em outros dois mandatos pelo PSDB, sempre se alinhando a partidos da situação.

Ele tentou se eleger senador pela primeira vez amparado na campanha de Jackson Lago, mas só conseguiu quando Flávio Dino foi eleito governador em 2014. Coincidentemente, a vitória de Dino significou o fim de quase 50 anos de poder da oligarquia Sarney no Maranhão, da qual o seu pai, o ex-governador Luís Rocha, era integrante.

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