Política

Roberto Rocha ficará mais perdido ainda se PSB romper com Temer

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) se aproxima de uma encruzilhada. Rocha ensaia candidatura ao Governo do Maranhão em 2018 andando pelo estado numa campanha solitária. Nesse sentido, se desloca da base política pela qual se elegeu em 2014 e abre diálogo com legendas até adversárias de antigos aliados. Na disposição despudorada de realizar um projeto pessoal, Rocha estreitou relações com o grupo Sarney e flertou com um espectro de legendas nanicas.

Controlando o PSB no estado, com a anuência do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, o senador pelo Maranhão estará em breve numa forquilha, no caso de haver rompimento do seu partido com o governo Temer, como querem algumas lideranças socialistas.

Ex-tucano, Rocha votou pela cassação de Dilma. No entanto, na chapa pela qual se elegeu em 2014 pediu voto para a petista. Na fase inicial do governo Temer, pousou na foto com o presidente, pensando exclusivamente em ficar bem na República, angariar benesses para si.

Toda a capacidade de mimetismo do senador e seu DNA governista permitem relações confortáveis com os Sarney. Daí, o leme que observa está mais fora do PSB que no interior da lenda. O partido quer fechar questão contra as reformas trabalhista e da Previdência. São desses temas que senador quer distância, basta ver o que expõe nas redes sociais em fotos ao lado de lavradores, quebradeiras de cocos… tudo gente que será atingida diretamente com as reformas.

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