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Roberto Rocha deveria procurar voo solo, longe do PSB e PSDB

O senador Roberto Rocha (PSDB) deveria buscar uma terceira via partidária para se filiar visando as eleições do próximo ano. Insistir pelo comando do PSDB e do PSB é inútil diante da sua rejeição perante os membros das duas legendas.

Rocha atingiu uma façanha neste domingo (10), ao ser convidado a se retirar do PSB por unanimidade. O único socialista atualmente a favor do senador é o ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques, que teve sua ficha abonada pelo próprio senador. Roberto aposta na eleição do vice-governador de São Paulo, Márcio França, para a presidência nacional e assim sem manter filiado. Contudo, os principais líderes socialistas já prometeram uma debanda geral caso a sigla opte pela candidatura da autointitulada “asa de avião”.

No PSDB a situação não é diferente. Roberto deixou o partido em 2011 por divergências com os principais dirigentes, principalmente com o falecido deputado João Castelo. Sem clima, foi defenestrado da então presidência do ninho tucano, ocupava na época, para se filiar ao PSB e tornar-se vice-prefeito na chapa de Edivaldo Holanda Júnior. O problema é que os mesmos dirigentes de seis anos atrás continuam até hoje e apenas Sebastião Madeira deseja o seu retorno.

Caso consiga manobrar e assumir o controle do PSDB e do PSB, Roberto seria mais uma vez pivô de uma crise política com ambos partidos. Ele até ganharia tempo de televisão e exposição, porém não arregimentaria a militância e muito menos conseguiria unir candidatos proporcionais dispostos a ajudá-lo na eleição.

Portanto, a atitude mais sensata de Roberto Rocha seria procurar um novo abrigo eleitoral para agregar e recomeçar, porque tucanos e socialistas o querem bem longe. Quem sabe o PMN de Eduardo Braide, o partido, apesar de nanico, não pode sobreviver apenas em torno de um nome e o deputado tem implorado atrás de novas filiações. Seria como unir o útil ao agradável.

Fica a dica.

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