Por José Reinaldo Tavares
Roseana ser completamente despreparada para governar o Maranhão não é novidade. Ela é desinformada e nem tem interesse em se informar. Não sabe nada sobre indicadores sociais nem econômicos do estado, muito menos a realidade do estado, nem tem programa de governo ou de ações para enfrentar a terrível decadência que o estado enfrenta. Como poderia ter planos se não conhece, nem quer conhecer a realidade?
Quando se vê apertada por alguém, com qualquer questionamento por mais legítimo que seja, ela parte para a intimidação e para a desqualificação do questionador, visando intimidá-lo. Age com arrogância como se não devesse explicações a ninguém. Se cerca de gente que por esperteza abaixa a cabeça. E pensa que a sua mídia mete medo a qualquer um.
Quando está nervosa e pressionada por pesquisas ruins, como é o caso, então, ela se torna agressiva e destrambelhada. Acho que o termo certo é esse mesmo.
Não é isso o que está acontecendo?
Está tendo atitudes mesquinhas e raivosas em quase todas as viagens dos “itinerantes”.
Em Chapadinha quando soube que a Câmara de Vereadores iria votar uma proposição concedendo o título de cidadão para Flávio Dino tentou intimidar os vereadores para que negassem a honraria a Flávio Dino. O que leva uma governadora se rebaixar tanto? Só a raiva e a impotência. Entretanto, hoje comanda um governo sem credibilidade e, crença geral, deve ser o último da oligarquia. Já não tem o mesmo poder.
No dia seguinte em outro município quando soube que Flávio estaria lá no sábado, chamou a prefeita e a obrigou a antecipar a comemoração do Dia das Mães do domingo, como teria que ser, para sábado na mesma hora da reunião de Flávio tentando esvaziar a reunião do odiado adversário político.
Não adiantou nada, mas deu maior relevância a Flávio e virou o assunto mais comentado da cidade. Arrogância ou desespero?
Os dois!

Artigo do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB). Provável candidato a senador das oposições nas eleições de 2014.
Mas, o ponto máximo de coisas vexaminosas aconteceu esse final de semana em Edson Lobão. E se passou com um jovem, revoltado, com razão, por se sentir lesado ao ver que se nada mudar sofrerá um tremendo prejuízo em suas oportunidades no futuro, pois quer estudar e o governo lhe sabota. Um rapaz assim não se intimida facilmente, nada deve a Roseana, e sem medo e mantendo o respeito fez Roseana conhecer melhor a grande farsa que é o seu governo, principalmente na área da educação.
Vejam o diálogo entre o aluno e a governadora, transcrito da gravação feita no local: “ A governadora Roseana Sarney passou pelo maior vexame durante a passagem do governo itinerante por Governador Edison Lobão. Confrontada sobre a qualidade de ensino por um aluno da escola pública, Roseana se viu encurralada.
- Se as escolas não têm qualidade, você tem que cobrar isso dos professores – respondeu a governadora, se esquivando da responsabilidade.
Esperto, o estudante retrucou:
- Eu estou falando é de infraestrutura da sala de aula, escola com estrutura adequada.
Sem reação, ela tenta desviar do assunto:
- Ei, ei, ei, olha aqui. Eu quero saber qual foi sua nota do Enem.
Nisso o estudante desmascara Roseana mais uma vez e acusa a situação do ensino público oferecido pela rede estadual:
- Eu ainda não fiz o Enem, tô sem aula, e tô correndo risco de não fazer o Enem porque não tem professor na sala de aula.”
Diante da repercussão nacional ela deu uma nota, sem pé nem cabeça, e tenta atribuir o incidente ao tempo de disputa eleitoral, como se um questionamento legítimo pudesse ser confundido com disputa eleitoral. Se não fosse tão arrogante e despreparada poderia ter contornado a situação mandando tomar providencias urgentes. Mas a raiva não deixa. Na verdade ela é que está antecipando a campanha eleitoral.
É até engraçado o pavor que tem da candidatura do Flávio Dino ao governo do estado e querem impedir- ela e seus amigos- que ele venha nos seus finais de semana, quando visita o interior. É muito medo. Inventam umas coisas sem descabidas querendo causar embaraços a ele. Ele está fazendo tudo direito, não comete qualquer desliza ético e usa seus finais de semana como lhe aprouver. Quem abandonou tudo de vez é a governadora Roseana Sarney que em busca de um difícil mandato no senado largou tudo, não procura nem esconder as aparências, e não vai mais ao escritório de despachos do Palácio do Governo.
Acredito que está sendo muito penoso para ela viajar, sem parar, pelo interior e ver que as coisas mudaram. Ela não sente mais que as pessoas ainda se comovem com a sua presença. Na sua perplexidade ela não sente a solidariedade e o calor humano que já desfrutou.
As viagens seguidas a estão deixando frustrada pela falta de resultados. Aí apela para inaugurar tudo que vê pela frente e se especializou em entregar tratores do governo federal, inaugura agencias do INSS e entrega sementes selecionadas para pequenos agricultores fora do período em que podiam plantar e como são cobertas por fertilizantes nem para comer servem, pois se envenenariam com elas.
Chegou até a subir em uma colhedeira de soja de um produtor rural para tentar passar a imagem que tem alguma coisa com aquilo.
A última imagem que tirou em cima de um trator foi na montagem midiática da refinaria Premium da Petrobras, o maior factoide eleitoreiro já produzido no Maranhão.
O truque não empolga mais.
Coluna Falando com Franqueza, por Lígia Teixeira*
No twitter: @LigiaTex

Juiz Ney Bello: Responsável pela autorização da Operação Boi Barrica, agora é alvo de tentativa de cooptação do grupo Sarney
Assessores de Dilma Rousseff ficaram impressionados com o pedido feito pelo Senador José Sarney (PMDB-AP) para que a presidente da república nomeie o juiz Ney Bello Filho na lista tríplice de concorrentes à vaga de desembargador do Tribunal Federal da Primeira Região (TRF).
O pedido do senador chamou bastante atenção por um motivo:
Em setembro de 2007, o juiz Ney Bello Filho, titular da 1ª Vara Federal do Maranhão, atendendo a um pedido da Polícia Federal, ordenou à Receita que começasse a vasculhar as empresas de Fernando. Havia indícios de negócios irregulares feitos por elas.
A Receita começou a vasculhar o clã Sarney em setembro de 2007. Num desdobramento da Operação Boi Barrica da Polícia Federal, o juiz Ney Bello Filho (1ª Vara Federal do Maranhão) autorizou uma ampliação das investigações da Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor) – estavam sob auditoria da Receita as empresas da família Sarney, geridas por Fernando, filho de José Sarney (PMDB-AP).
Ney Bello Filho é filho do ex-secretário da Infraestrutura nos governos José Reinaldo e Jackson Lago, Ney Bello, que por sua vez é adversário político da família Sarney.
Diante disso, em tese, não faria sentido algum que o senador José Sarney defendesse a nomeação de Bello Filho para a vaga.
Trata-se, na verdade, de um exemplo clássico do modus operandi do modo como Sarney faz política.
É tentativa de cooptação.
Em Dezembro, Sarney se movimentou para impedir que Bello Filho constasse na lista tríplice de indicados à vaga de desembargador do TRF. Voltou atrás na estratégia.
Após deixar a presidência do Senado, Sarney trabalha para tornar-se ainda mais influente no judiciário, instituição a qual o senador recorre sempre que deseja interferir em questões de seu interesse.
Se a presidente Dilma Rousseff acatar o pedido de Sarney e nomear Bello Filho, o senador do Amapá calcula que terá mais um membro da cúpula do judiciário trabalhando para, digamos, facilitar as coisas para a família Sarney no Maranhão.
Resta saber é se Ney Bello Filho permitirá a tentativa de cooptação.
Com informações da Revista Época/CBN

Desembargador Fróz Sobrinho. Eleito este ano para o TRE com apoio de aliados do grupo Sarney, deverá assumir a instituição em 2014.
O recém eleito desembargador José Bernardo, ficará na presidência do TRE do Maranhão até o final de 2013. Isso significa que o vice-presidente Fróz Sobrinho assumirá a presidência do TRE em 2014 e comandará o processo eleitoral que elegerá, dentre outros, o futuro governador do Maranhão.
Mas quem é Fróz Sobrinho?
Nascido em Viana e graduado em Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Fróz Sobrinho é sobrinho de Raimundo Cutrim, ex-presidente do TRE, aliado fiel do grupo Sarney e que presidiu o pleito sob suspeição no qual Flávio Dino foi derrotado em 2010.
Portanto, Flávio Dino tem motivos de sobra para renovar a desconfiança a respeito da lisura do processo eleitoral no Maranhão.
A Herança maldita deixada por Luís Fernando em São José de Ribamar
A mídia do grupo Sarney não fala, mas todo morador de São José de Ribamar sabe que o município passa por uma grave crise financeira.
O prefeito Gil Cutrim encontra dificuldades até para pagar o funcionalismo público. O 14º salário dos professores, promessa de campanha do atual prefeito, ficou só na promessa e Gil Cutrim quase não conseguiu pagar sequer o 13º salário Dos servidores.
A crise é resultado direto da administração anterior. Quando prefeito, Luís Fernando Silva (PMDB), tocou obras sem planejamento na ânsia de tornar-se liderança de proa do grupo Sarney.
A falta de zelo nas contas públicas leva o sucessor de Luís Fernando e seu afilhado, Gil Cutrim, a passar pelo constrangimento de administrar um município semi-falido, sem poder abrir a boca para apontar o verdadeiro responsável pelas mazelas.
Para tentar cobrir o rombo deixado pelo antecessor, Gil Cutrim apela para a escorchante e ilegal cobrança do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), obrigando contemplados do programa Minha Casa minha Vida a pagarem R$ 1.230 para a prefeitura de São José de Ribamar sob pena de não receberem os imóveis.
Desesperados, os contemplados pelo programa de habitação do governo federal resolveram ir às ruas para exigir que o prefeito Gil Cutrim suspenda a cobrança, conforme noticiou o Blog Marrapá.
E assim, a herança maldita deixada por Luís Fernando, aos poucos vai minando as forças do município de São José de Ribamar.
E é esse homem que parte do grupo Sarney sonha em eleger governador do Maranhão.
*Lígia Teixeira, historiadora, é titular da coluna Falando com Franqueza, publicada no blog Marrapá aos domingos e articulista do Jornal Pequeno com textos publicados na versão impressa do jornal às sextas-feiras. Contato: ligiateixeira@live.com
Coluna Falando com Franqueza, por Lígia Teixeira*
No twitter: @LigiaTex
A oposição que dialoga
Até o governo anda maravilhado com as demonstrações de boa vontade dadas pelos gestores municipais da oposição, recém-eleitos. Roseana Sarney (PMDB) busca colher os louros com a nova postura dos administradores.
De Edivaldo Holanda Jr (PTC), primeiro a procurar o governo do estado para dialogar, passando por Léo Coutinho e Luciano Leitoa, prefeitos de Caxias e Timon, respectivamente, os líderes oposicionistas se mostram abertos ao relacionamento institucional com o governo, atitude rara num estado como o Maranhão, com tradição em disputas intestinas entre oposição e situação.
Surpreendida com a mudança de postura da nova oposição, Roseana tenta criar mecanismos para promover-se eleitoralmente. Para tanto, ela tenta confundir diálogo com adesão.
A governadora acionou todo seu aparato de comunicação para fazer parecer que os prefeitos ligados aos partidos que apoiam a candidatura do presidente da EMBRATUR Flávio Dino ao governo do estado, estão se movimentando em direção ao grupo Sarney.
Bobagem.
Edivaldo Holanda Júnior, Léo Coutinho, Luciano Leitoa, dentre outros, estarão no palanque do líder comunista com entusiasmo e empenho.
Mas, enquanto os palanques não são armados, os prefeitos de oposição se comportam com a responsabilidade que seus cargos exigem e buscam parcerias para as melhorias nos municípios que governam.
A postura dá bem o tom do modo como a oposição maranhense optou por fazer política, sintonizada com os interesses da população, acima dos projetos políticos unilaterais.
E essa nova forma de fazer política tem tirado o sono do Palácio dos Leões.
Estudante assassinada por colega não é caso policial, é educacional.
Viram o caso da adolescente de 14 anos que assassinou a colega de 13 anos a facadas em uma escola de São Luís? (LEIAM AQUI)
O caso já foi noticiado em todas as colunas policiais dos jornais, rádios e TV´s do Maranhão.
Deveria entrar também urgentemente na pauta de pedagogos, professores e dirigentes educacionais.
A violência na escola aos poucos vai ganhando status de endemia e ninguém parece estar seriamente comprometido em discutir o assunto.
Tenho colegas professores que confessam ter desistido da carreira por medo da insegurança. A violência nas instituições de ensino virou rotina.
E não é um problema exclusivo de escolas públicas
Há poucos meses, uma aluna do colégio Crescimento, uma das principais escolas da rede privada de São Luís, foi envolvida num complicado caso de bullying onde histórias de ameaças, constrangimentos e pais enfurecidos.
Faz tempo que a escola, como instituição, perdeu sua capacidade precípua de educar para se transformar num depósito deformador de personalidades.
Até quando?
Yglésio começa a pagar caro pelo excesso de visibilidade na direção do Socorrão I

Yglésio, sob o olhar inquisidor do parasitário Fábio Câmara, acompanha vistoria de vereadores no Socorrão !.
Propaganda é alma do negócio, mas tudo em excesso faz mal.
O Dr. Yglésio Moisés (PT), diretor do Socorrão I, tem aprendido na marra que nem sempre atrair a visibilidade para si de modo instantâneo, gera bons frutos ao homem público.
Desde que tomou posse na direção do hospital Djalma Marques, Yglésio se esforça para melhorar o atendimento com a mesma energia que tem demonstrado para divulgá-las.
O resultado até agora tem gerado mais polêmica do que resultados positivos para a imagem do diretor.
Yglésio foi duramente criticado ao pedir doação de alimentos aos pacientes e por ter firmado uma parceria com a construtora Franere para reforma do hospital. Da mesma forma, foi contestado ao anunciar a suspensão de serviços emergenciais para pacientes com quadro de baixa complexidade.
Agora, ao que parece, o médico petista amarga um velado descontentamento da cúpula da Secretaria Municipal de Saúde, já que por extensão, suas atitudes acabam respingando no secretario, Vinícius Nina
Para completar, o Dr. Yglésio tem sido vítima do parasitismo midiático dos vereadores Fábio Câmara (PMDB) e Rose Sales (PCdoB), que pegam carona na visibilidade conquistada pelo diretor do Socorrão I, para promoverem-se nem que seja às custas do sossego dos pacientes daquele hospital.
O tumulto protagonizado pelos dois vereadores na última sexta-feira (dia 08) dentro das dependências do Djalma Marques, foi grotesco para dizer o mínimo.
Tudo porque o Socorrão I, graças à superexposição na imprensa e nas redes sociais, dá IBOPE.
Seria a hora do diretor do Socorrão I rever sua política de publicidade e atuar de forma mais discreta, sob pena de desgastar-se ainda mais.
*Lígia Teixeira, historiadora, é titular da coluna Falando com Franqueza, publicada no blog Marrapá aos domingos e articulista do Jornal Pequeno com textos publicados na versão impressa do jornal às sextas-feiras. Contato: ligiateixeira@live.com
Grupo Sarney e o escandaloso caso da Lagoa da Jansen
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema), comandada pelo Deputado Estadual Víctor Mendes (PV), anunciou com estardalhaço ontem (dia 02) , que o governo Roseana Sarney lançou o “a primeira ação do plano de revitalização e recuperação do espaço físico e conservação ambiental na Área de Proteção Ambiental da Lagoa da Jansen”.
Primeira ação?
Em 1999, quando Sarney Filho (PV) assumiu o Ministério do Meio Ambiente – no segundo governo FHC – começou a romaria de recursos federais para para o Projeto de despoluição da Lagoa da Jansen em São Luís.
Em 1999, o ministro Zequinha enviou para a irmã Roseana Sarney 25, 5 milhões de reais; em 2000 foram 12,5 milhões, em 2001 18, 1 milhões e assim por diante.
Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a conclusão de que ao todo, a Lagoa da Jansen custou 70 milhões de reais aos cofres públicos, boa parte desse recurso, segundo o mesmo TCU , foi simplesmente desviada!
Na época, Zequinha e Roseana chegaram a inaugurar o Parque Ambiental da Lagoa, com direito a festa, foguetório e discurso dos irmãos Sarney. o que se sabe é que o resultado da obra foi levado pela chuva penas duas semanas depois da inauguração.
15 anos depois, o grupo Sarney anuncia mais um golpe às custas da Lagoa da Jansen.
A história se repetirá. Resta saber quantos milhões irão pelo ralo desta vez.

Edivaldo Holanda e Gardeninha. Gênios fortes e centralizadores com igual vocação para agir nas sombras do poder municipal.
Quem ouviu a entrevista concedida pelo prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, à rádio Mirante AM, deve ter se dado conta de uma questão que vem sendo explorada desde a época da campanha.
O papel de protagonista político do ex-deputado Edivaldo Holanda na gestão do filho, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior.
Ribamar Alves declarou que se afastou do prefeito por conta do tratamento recebido por Edivaldo Holanda pai durante as tratativas que definiriam o espaço do PSB na atual gestão municipal.
Político experiente, ex-chefe da casa civil do governo Luís Rocha, ex-deputado federal constituinte e líder do governo Jackson Lago na Assembleia Legislativa, o deputado Edivaldo Holanda age exclusivamente nos bastidores, desde que deixou o exercício relâmpago do mandato de deputado estadual em 2011.
Holanda Pai trabalhou dia e noite para viabilizar o nome do filho como o candidato a prefeito. Operou brilhantemente a manobra que possibilitou o afastamento dos dois da gestão Castelo, sem que isso significasse desgaste político.
Com o filho eleito, Holanda pai permanece nos bastidores como um dos principais articuladores do prefeito. Foi ele, por exemplo, o grande operador da tentativa fracassada de eleger da vereadora Helena Duailibe à presidência da Câmara Municipal. É dele também a responsabilidade por planejar espaços políticos dentro da administração, loteando cargos, distribuindo benesses e dialogando com setores próximos ao grupo Sarney.
Holanda Pai funciona como uma espécie de para-raios do prefeito, atraindo para si responsabilidades políticas que em tese podem desgastar o filho. Trata-se de uma espécie de moda na política. Lula funciona da mesma forma para Dilma Rousseff, sendo articulador do governo federal e blindando a presidente de eventuais desgastes.
Mas, o negócio pode não ser tão positivo assim para o prefeito Edivaldo Holanda Júnior.
Dizem holanda pai é candidatíssimo a deputado federal pelo (PTC), sigla de aluguel que controla com mãos de ferro.
A derrota de vereadora Helena Duailibe na Câmara Municipal e a entrevista concedida por Ribamar Alves são sintomáticas. Elas deixam transparecer que o pai do prefeito interfere negativamente na base de apoio responsável pela sustentação do filho na prefeitura.
Não custa lembrar que foi a ação desastrosa da deputada Estadual Gardeninha (PSDB), uma das principais causas do desgaste político e administrativo do ex-prefeito João Castelo.
Holanda pai age de maneira semelhante. O temperamento forte do ex-deputado beira a deselegância e não raramente, ele tem arroubos centralizadores muito parecidos aos de Gardeninha, que sufocou aliados e inviabilizou a reeleição do pai.
Durante a eleição do ano passado, Holanda pai permaneceu incógnito, apesar das tentativas de Castelo em mostrar para o eleitorado que era ele quem estava por trás da candidatura de Holanda Júnior.
Com uma possível candidatura à vista em 2014, fica a dúvida sobre os futuros efeitos da forte presença de Edivaldo pai na gestão de Edivaldo Jr.
Em 2002, o grupo Sarney entrou num dilema. Reeleita, Roseana Sarney não podia mais concorrer a um novo mandato de governadora na eleição daquele ano.
Dentro do grupo Sarney houve um racha. Lobão, discreto como sempre, corria por fora para tentar voltar ao cargo. João Alberto, manifestava interesse, embora desgastado. Roseana e Jorge Murad escolheram cedo: queriam o empresário João Abreu, nome de confiança do marido da governadora.
João Abreu foi empossado na chefia da Casa Civil por Roseana justamente para ter visibilidade e conseguir viabilizar seu nome.
Tudo corria mais ou menos bem, até o dia em que o Senador Sarney, chegou a São Luís e bateu na mesa para dizer que o candidato não seria João Abreu e sim o vice- governador ,José Reinaldo Tavares.
Roseana e Jorge Murad, insatisfeitos, ensaiaram uma reação, mas foi perda de tempo. O chefe do clã queria Zé Reinaldo e Zé Reinaldo foi o escolhido.
Onze anos depois, o grupo Sarney vive um dilema parecido.
Roseana Sarney , exercendo pela quarta vez o mandato, não pode se reeleger, mas ela e o marido, Jorge Murad, já escolheram o sucessor: Luís Fernando Silva.
A questão é que, assim como em 2002, a palavra final sobre o escolhido será do senador José Sarney. Desta vez, porém, o grupo não pode se dar ao luxo de “errar”como fez com José Reinaldo, que pouco tempo depois de eleito, rompeu com o sarneysismo.
Nesse cenário, o grande problema de Luís Fernando é sua incapacidade de tornar-se um nome viável.Mas, Sarney tem algumas cartas na manga.
Uma delas tem passado desapercebidamente pelos analistas políticos de plantão: o ministro do turismo, Gastão Vieira (PMDB)
Gastão pode não ser assim um primor de carisma, quando testado nas urnas para um cargo majoritário, mostrou-se medíocre, mas é de longe o nome com melhor reputação dentro do grupo Sarney.
Comanda a pasta que é responsável pela organização da infraestrutura turística da Copa de 2014 e tem feito isso de maneira competente, justamente com a ajuda do maior adversário do grupo Sarney, o presidente da EMBRATUR, Flávio Dino (PCdoB).
Se Gastão porventura fosse candidato ao governo, teria para mostrar um currículo muito mais convincente do que o do ex-prefeito de São José de Ribamar e, principalmente, poderia anular um dos principais motes do maior adversário do grupo Sarney.
Sendo oficialmente uma pasta subordinada ao ministério do Turismo, Gastão Vieira poderia, inclusive, absorver para si os sucessos conquistados pela EMBRATUR, dirigida por Dino. Anularia, portanto, a possibilidade de Flávio usar o importante cargo integralmente a seu favor
Tudo não passa de especulação, é claro, mas nas circunstâncias históricas e com a incapacidade de Luís Fernando para dar um único passo à frente, outros nomes no grupo Sarney podem estar por aí apenas se preservando discretamente para o momento certo.
Por que não, Gastão Vieira?

Prefeito Edivaldo Holanda Júnior na abertura do Campeonato Maranhense. Fôlego e disposição nos dois primeiros meses.
Ao completar dois meses na administração de São Luís, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior imprimiu um ritmo frenético de ações.
Não me lembro de um prefeito que tenha feito em tão pouco tempo uma administração tão rica de fatos e ações.
Edivaldo rompeu o círculo vicioso de silenciamento entre adversários políticos do Maranhão e mesmo fazendo politicamente oposição ao grupo Sarney, procurou a governadora Roseana e o prefeito de São José de Ribamar Gil Cutrim para dialogar e fazer parcerias.
Apesar dos enormes prejuízos deixados pela administração do ex-prefeito João Castelo, a nova gestão buscou soluções e inovou em várias áreas. Exemplo disso foi a inédita parceria entre sociedade civil e iniciativa privada para conseguir, por exemplo, manter em funcionamento o Socorrão I, onde o diretor Yglésio Araújo tem feito esforços gigantescos.
Edivaldo inovou ainda quando, em plena quarta–feira de Cinzas (13), se deslocou, junto com a equipe de secretários, para acompanhar a aflição das famílias atingidas por intensa chuva e determinar providências emergenciais.
Edivaldo se destacou ainda em outros setores da administração:
EDUCAÇÃO
Dentre as ações de maior repercussão na administração estão os avanços na educação com o início do período letivo no dia 25 de fevereiro, ratificando compromissos assumidos ainda em campanha. A regularização do calendário em salas de aulas de 250 escolas da rede municipal de ensino tranquilizou inicialmente mais de 93 mil alunos regularmente matriculados. Com objetivo de universalizar a oferta de ensino, também foi garantida matrícula aos alunos da lista de espera.
Um conjunto de medidas na educação tomadas ainda no primeiro semestre deve produzir mais avanço no setor como a implantação de 1/3 (um terço) de horas de atividades à remuneração dos professores, uma antiga reivindicação da categoria postergada pelo Executivo na gestão passada. A expansão da estrutura física de ensino com construções de escolas e creches está assegurada pelo Ministério da Educação, conforme negociações realizadas ainda no mês de janeiro.

Edivaldo em noite chuvosa vistoriando ruas da cidade para averiguar os efeitos da chuva. Ação inédita.
SAÚDE E TRANSPARÊNCIA
Na saúde, setor prioritário da atual gestão, uma das providências tomadas para sanar problemas crônicos estruturais foi o pagamento dos salários dos médicos dos hospitais de emergência, em atraso desde outubro do ano passado. O estabelecimento de metas do programa DST/AIS para 2013. A retomada de parceria com a Santa Casa de Misericórdia para a realização de cirurgias ortopédicas desafogou os corredores do Socorrão II.
Cumprindo o compromisso de transparência o prefeito Edivaldo Holanda Júnior oficiou junto à Câmara Municipal de São Luís solicitação para expor a situação do município que encontrou em 1º de janeiro. Equipe do governo municipal participou da audiência com presença de quase 100% dos vereadores. Na ocasião fizeram uma ampla exposição do quadro financeiro-administrativo de São Luís.
Paralelamente às soluções dos problemas mais emergenciais as secretarias deram encaminhamento a ações de rotina e renovadoras. No setor do turismo foram retomadas as conversas com o trade e consolidação do reggae como produto cultura a partir do fortalecimento da sua cadeira produtiva. A criação do Conselho Municipal de Esportes foi uma das mais comemoradas pelos desportistas.
COMUNICAÇÃO, URBANISMO E CULTURA
No âmbito da comunicação, a Prefeitura apresentou sua nova logomarca de gestão, que traduz, na sua essência, o movimento contínuo do trabalho e remete aos traços da cultura e da população de São Luís, nas suas mais variadas manifestações artísticas. Inspirada nas cores do brasão da Prefeitura de São Luís, a marca apresenta entre suas características o conceito de juventude e novo em sua forma.
A Prefeitura iniciou ainda a operação “Placa Legal” para fiscalização de publicidade em imóveis comerciais do Centro Histórico. A fiscalização tem como objetivo padronizar toda e qualquer publicidade utilizada em fachadas de lojas e pontos comerciais da área tombada pelo patrimônio. Também foi iniciada pela Secretaria de Urbanismo e Habitação (Semurh) a fiscalização de obras em vários bairros da cidade. O projeto “Obra Legal” fiscaliza a existência de irregularidades, como a falta de alvará, licença da obra vencida e operários trabalhando sem EPI’s (Equipamento de Proteção Individual) em desobediência ao Código de Obra (Lei n° 3.983) e a Lei de ocupação do Solo (Lei n° 3.523/92), que dispõem sobre o zoneamento, parcelamento, uso e ocupação do solo urbano.
Na cultura, vários encontros estão sendo realizados para a discussão do Plano Municipal de Cultura (PMC), que culminará com o seminário, no próximo dia 16, no Cine Teatro São Luís. O objetivo é ouvir a sociedade, os segmentos artísticos e grupos sociais representativos da diversidade cultural de São Luís para propor metas, ações e estratégias para o PMC.
Resta saber é se o prefeito terá fôlego para manter esse ritmo frenético de ações.
Com informações da SECOM-São Luís.
*Lígia Teixeira, historiadora, é titular da coluna Falando com Franqueza, publicada no blog Marrapá aos domingos e articulista do Jornal Pequeno com textos publicados na versão impressa do jornal às sextas-feiras. Contato: ligiateixeira@live.com
Os esforços da governadora Roseana Sarney para dar visibilidade ao Secretário Chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva (sem partido) não tem surtido o efeito desejado pelo Palácio dos Leões.

Luís Fernando: o preferido da governadora Roseana Sarney para substituí-la no Palácio dos Leões não consegue emplacar, nem mesmo sendo uma espécie de sub-governador.
É que não tem jeito. O preferido de setores do grupo Sarney para concorrer a sucessão da governadora, é um sujeito sem graça e sem brilho próprio
Nem mesmo o acúmulo desenfreado de cargos na estrutura do governo tem dado algum resultado. Luís Fernando continua um ilustre desconhecido da maioria dos maranhenses.
Para tentar reverter o quadro, a estratégia governista agora é tentar confrontar Luís Fernando com o maior adversário do grupo Sarney em 2014: Flávio Dino.
Luís Fernando se prestou ao papel de ser comentarista da entrevista que Dino concedeu à Rádio Capital AM na última sexta-feira (dia 22).
Na cabeça do chefe da casa civil, São José de Ribamar era uma cidade tomada pelo caos promovido pela “oposição”, e que foi ele quando prefeito daquela cidade, o responsável pelo saneamento das contas.
Luís Fernando se esquece apenas que o grande responsável pela falência administrativa de São José de Ribamar, foi o saudoso J. Câmara, que administrou a cidade por duas ocasiões e que era aliado de primeira e última hora do grupo Sarney.
Luís Fernando também deve ter esquecido que São José de Ribamar, administrada atualmente por seu pupilo Gil Cutrim, passa por uma grave crise financeira.
Para piorar, em pleno exercício de um cargo no governo Roseana Sarney, o chefe da casa civil teve a coragem de dizer que ele sim, representa a mudança no Maranhão.

Com o pupilo Gil Cutrim, Luís Fernando tenta usar São José de Ribamar como vitrine administrativa, mas o município passa por séria crise financeira.
A bem da verdade, o grupo Sarney enfrenta um grande impasse. Sem quadros, o grupo amarga a ausência de um nome consistente para disputar a eleição do ano que vem, que não seja da velha guarda sarneysista.
Num momento em que o eleitorado maranhense tem clamado por renovação na política, Luís Fernando poderia ser o nome a agregar a ideia de renovação, sem o peso da marca Sarneysista que outros nomes do grupo carregam.
O problema é que Luís Fernando é um picolé de chuchu cujo discurso não empolga e muito menos convence.

Domingos Dutra em 2010 durante greve de fome contra a aliança entre PT e PMDB no Maranhão. Dá pra levar a sério?
O Deputado Federal Domingos Dutra (ainda no PT), começou uma guerra para tornar-se o principal articulador no Maranhão do Rede Sustentabilidade, o partido com o qual Marina Silva sonha em ser candidata a presidente da República nas eleições do ano que vem.
Dutra, aparentemente é um anti-sarneysista de carteirinha, o que em tese, ajudaria a manter o partido de Marina Silva próximo a oposição liderada por Flávio Dino (PCdoB).
Aparentemente.
O “anti-sarneysista” Dutra, se elege fazendo uma artificial oposição ao grupo Sarney.
Em vez de fatos políticos para combater a oligarquia, o parlamentar cerca-se de factoides, cujo efeito prático acaba gerando mais alienação do que debate público.
Em 2010, Dutra elegeu-se deputado federal explorando ao extremo um jingle de campanha no qual prometia combater o FUTI. Andando a pé por municípios maranhenses dos mais pobres, o petista fazia graça e deboche, conquistando votos na base do riso.
Dutra gosta de ações teatrais. Lembro-me da famosa greve de fome que ele fez no plenário do Congresso Nacional, ao lado do líder camponês Manoel da Conceição, em protesto contra a aliança do PT com o grupo Sarney. O gesto fez pouco ou nenhum efeito do ponto de vista do questionamento da aliança, servindo apenas como mais uma vitrine para o parlamentar.
Quando vice-prefeito de São Luís, numa das três administrações de Jackson Lago, Domingos Dutra desentendeu-se com o então prefeito e não teve o menor pudor ao usar os meios de comunicação do grupo Sarney para atacar Lago e a administração pedetista.
Durante meses Dutra virou figurinha fácil das TV’s e rádios do Sistema Mirante ajudando a desgastar a imagem de Jackson.
Com o eterno discurso de “estar só pele e osso” na luta contra o Sarney, Domingos Dutra vai pavimentando caminho na política Maranhense, pouco fazendo na prática para amadurecer o debate em torno de um projeto para o Maranhão.
Com essa estratégia, ele espera eleger-se senador. Pode dar certo.
A questão é: Dá pra confiar num político que leva o anti-sarneysismo na brincadeira, para conseguir se eleger?

Logotipo da administração Holanda Júnior fere o princípio básico da impessoalidade na administração pública.
Segundo a Constituição de 1988, a administração pública é regida por cinco princípios básicos: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência. Servidores e instituições públicas são, portanto, obrigados por lei a praticá-los.
Edivaldo Holanda Júnior (PTC) se elegeu levantando a bandeira da mudança. Poderia começar seguindo a lei. No entanto, desde que assumiu, o prefeito tem tido arroubos de personalismo incompatíveis com o exercício do cargo.
Primeiro foi o excesso de gestos religiosos, alguns deles em sessão solene de posse no cargo.
Sim, o prefeito tem o direito de expressar sua fé, mas num estado laico como é o Brasil, não é de bom tom para o administrador, seja ele evangélico, católico, umbandista, etc., fazer repetidos gestos que remontem uma ou outra expressão de fé. O jornalista Ed Wilson escreveu um esclarecedor texto sobre o assunto (Leia AQUI)
Acusado de não ter financiado o carnaval por ser evangélico, o vínculo do prefeito com a religiosidade acabou dando munição para a imprensa alinhada ao grupo Sarney tentar promover uma divisão entre evangélicos e católicos na cidade.

Holanda Júnior agradece a Deus durante a posse. O grupo Sarney usou a religiosidade do prefeito para atacá-lo.
Outra prova de que a atitude foi excessiva, ficou registrada no esforço do prefeito para expressar a tolerância religiosa, ao divulgar fotos nas quais aparece cumprimentando religiosos católicos na abertura da campanha da fraternidade.
Esperava-se que o prefeito aprendesse a lição mas, outra vez o que se vê é mais um ato motivado pela mentalidade personalista do prefeito, com o lançamento do logotipo da prefeitura. Ele fere flagrantemente o princípio da impessoalidade na administração pública.
As administrações municipais das grandes capitais substituíram há muito o uso de logotipos que remetem a gestões deste ou daquele prefeito. Seguindo a lei de impessoalidade da administração, esses gestores usam o brasão das prefeituras em obras, prédios e demais ações do poder municipal.
O cumprimento da lei pouparia os cofres públicos do município com despesas extras de confecção de material de propaganda do novo logotipo. Serão alguns milhares de reais para produzir, placas, faixas, uniformes, banners, tinta, que deixem a administração municipal com a cara da nova gestão. Em resumo: desperdício de dinheiro para fazer propaganda do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.
Cumprir a lei, também evitaria o desnecessário desgaste pelo qual a prefeitura de São Luís passou ao lançar o logotipo. O assunto virou tema das redes sociais e muitos reclamaram das características do logotipo: Alguns questionaram a semelhança com Google Chrome, outros acharam colorido demais e houve até quem tenha notado o erro gramatical na frase “São Luís e você, construindo um novo caminho”. Afinal, não se separa com vírgula sujeito e predicado.
Infelizmente, a prefeitura perdeu mais uma oportunidade para dar o exemplo e fazer jus à promessa de mudar o jeito de governar.
Paciência.
Semana passada, escrevi comentando a inapetência de alguns líderes da oposição maranhense para o posto. Dois dias lá estavam os mesmos citados no meu texto, confirmando o que eu havia escrito.

Roberto Rocha e Eliziane Gama. O vice-prefeito dá sinais de que vai se lançar candidato da oposição ao senado nem que seja na marra.
O vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha e prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves (ambos do PSB) resolveram botar as manguinhas de fora.
Rocha começou a colocar o bloco na rua para articular sua candidatura ao senado e para tanto anda conversando até com a deputada Eliziane Gama (PPS) a líder do movimento de racha da oposição.
Ribamar Alves, por sua vez, reclamou da falta de espaço na administração Holanda Júnior, e pasmem, declarou que se sente desprestigiado já que foi ele o responsável pela eleição do petecista na capital.
A ação dos dois “socialistas”, confirma aquilo que defendi em texto anterior: muitos líderes da oposição só sabem fazer política olhando para o próprio umbigo.
*Lígia Teixeira, historiadora, é titular da coluna Falando com Franqueza, publicada no blog Marrapá aos domingos e articulista do Jornal Pequeno com textos publicados na versão impressa do jornal às sextas-feiras. Contato: ligiateixeira@live.com
Coluna Falando com Franqueza, por Lígia Teixeira*
No twitter: @LigiaTex
Holanda Júnior e a missão solitária de ser oposição e manter a governabilidade ao mesmo tempo

Prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC): só ele e Deus sabem a dureza de ser de oposição e administrar a capital de um estado dominado pela velha política.
Há uma tentativa clara no grupo Sarney de intrigar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior com as lideranças responsáveis por sua vitória nas eleições do ano passado, principalmente com o PCdoB de Flávio Dino, claro.
Edivaldo, recém-eleito, age com sabedoria. Busca equilibrar a responsabilidade do gestor público, com o lugar político que ocupa na oposição, trabalhando para não misturar uma coisa com a outra e sem perder a coerência.
Exemplo disso é a relação do prefeito com a Câmara de vereadores. Edivaldo tem trabalhado para manter o bom diálogo com o grupo de vereadores ligados ao grupo Sarney. Tem se aproximado desde o segundo turno da vereadora Helena Duailibe, recentemente escolhida para liderar o PMDB - o partido da governadora Roseana Sarney – naquela casa. Faz gestos simpáticos para o vereador Honorato, sondando-o para líder de seu governo. Honorato é afilhado político do vice-governador Washington Luis, o líder supremo do sarno-petismo maranhense.
O prefeito tem sido cordial até mesmo com Fábio Câmara (PMDB), afilhado de Ricardo Murad,que sempre usa o vereador para atacar as ações da prefeitura municipal.
É claro que não se trata de uma aproximação com o grupo Sarney. O que Holanda Júnior deseja é forçar o governo do estado a manter com ele uma relação institucional e não meramente política. O que é o correto e o esperado de gestores responsáveis. A prova disso foi a proposta de parceria que ele fez ao governo, na área de saúde. Gesto que pegou o grupo Sarney de surpresa e praticamente anulou a tentativa de politizar a delicada situação da saúde no município.
Inteligente, Edivaldo sabe o preço que se paga quando um prefeito decide colocar sua posição política acima dos interesses da gestão pública.
Grande parte do fracasso de João Castelo (PSDB), à frente da prefeitura, não é tributada apenas em função da incapacidade administrativa do ex-prefeito, mas do modo pouco hábil com que Castelo lidou com o governo do estado.
O tucano insistiu em comprar uma briga com Roseana na luta pelos recursos para construção de um viaduto na área da Forquilha e o resultado é que o governo trabalhou incansavelmente para impedir que ele conseguisse dar um passo adiante.
A batalha pela construção de um hospital de emergência, que Castelo jamais conseguiu tirar do papel, é um dos muitos exemplos do boicote que o ex-prefeito sofreu por parte do grupo Sarney. Tudo porque Castelo não soube separar política de gestão pública.
Mas, Edivaldo não está disposto a dar armas para o inimigo. Embora seja diariamente atacado como boneco de ventríloquo pela mídia sarneysista, é Edivaldo quem pauta a agenda administrativa, obrigando o governo a agir institucionalmente.
Portanto, não adianta tentar politizar a administração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior ou intrigá-lo com os aliados.
O candidato do prefeito em 2014 é o presidente da EMBRATUR, Flávio Dino, mas antes de qualquer coisa, Holanda Júnior é prefeito de São Luís.
E essa é a grande mudança que o atual gestor impõe ao grupo Sarney, que por sua vez, não sabe mais o que inventar para obrigá-lo a aderir a velha política de líderes que brigam pelo poder a qualquer custo.
Iziane e o parasitismo na máquina pública
Quando a jogadora maranhense Iziane foi expulsa pela segunda vez da seleção brasileira de basquete, às vésperas das Olimpíadas de Londres, fui das poucas a defendê-la publicamente. Por trás da expulsão, estavam em jogo interesses que nada tinham a ver com a postura reconhecidamente indisciplinada da atleta.

Jogadora Iziane e o secretário de esportes de São Luís, Raimundo Penha. A prefeitura vai cair no golpe?
Pois bem. Há alguns dias Iziane reapareceu. Foi visitar o secretário de esporte do município, Raimundo Penha. Motivo: Iziane quer uma parceria (ou seja, dinheiro) da prefeitura de São Luís para levar adiante um projeto com crianças no bairro da Liberdade.
Nada contra a boa intenção em ajudar crianças carentes. É muito importante que atletas bem sucedidos usem sua imagem para ajudar na expansão das práticas esportivas. O problema é que Iziane parece ter um apetite grande quando assunto é dinheiro público.
Vez por outra, Iziane arruma um jeito de atrair dinheiro oriundo do bolso dos maranhenses para suas atividades públicas ou privadas. É acostumada a contar com patrocínio do governo do estado do Maranhão.
Jogadora da liga feminina de basquete americano – a WNBA – e atleta das mais importantes da nova geração do basquete brasileiro, será que Iziane não poderia usar seu prestígio e contribuir para a sociedade maranhense buscando apoios em instituições privadas? Tudo tem que ser com dinheiro público?

China, maranhense, ex-jogador da seleção brasileira de handebol. Depois da aposentadoria, passou a sobreviver às custas de dinheiro público do governo do estado.
A Secretaria de Esportes do município ao que parece, já tem planos para reativar as atividades esportivas no bairro da Liberdade, projeto que faz parte do novo modelo de gestão da prefeitura de São Luís, com ações práticas já nos primeiros 120 dias de mandato do novo prefeito. Nesse cenário, qual seria então o papel da atleta Iziane no projeto?
É preciso mudar essa lógica perversa no Brasil de atletas bem sucedidos no esporte que se aproveitam de sua condição para viver parasitando dinheiro público. Nós lembramos do jogador maranhense de handebol, China, que após se aposentar, passou a viver às custas dos cofres públicos do Maranhão.
Espero sinceramente que Iziane contribua para atrair investimentos privados e ajudar as atividades da secretaria municipal de esportes, cujos recursos são escassos e que não seja apenas mais uma atleta privilegiada a receber dinheiro público para intermediar ações obrigatórias da prefeitura.
Enquanto isso, na blogosfera
Para condenar suposta ignorância de deputados da oposição, blogueiro miranteano “comedor” fala uma ignorância maior ainda.
Não resisti e caí na gargalhada ao ler post do jornalista Zeca Soares entoando, em tom professoral, um monte de bobagens como se estivesse dando uma aula de sabedoria.
Zeca deu um puxão de orelha nos deputados da oposição Bira do Pindaré (PT) e Marcelo Tavares (PSB) porque estes ousaram criticar as atrações culturais importadas pelo governo do estado para o carnaval.
Para Soares, Bira e Marcelo desconhecem aquilo que ele chama de “cenário multicultural”:
Olha o tom todo sapiente do blogueiro:
“Até onde vai a ignorância cultural de alguns dos nossos políticos? Este é o assunto que trago para debate com vocês nesta sexta-feira. A discussão travada entre deputados oposicionistas e governistas, ontem na Assembleia Legislativa trouxe à tona o completo desconhecimento de alguns dos nossos representantes sobre a nossa cultura.
Quem conhece os nossos músicos de longos carnavais ficou orgulhoso ao ver Alcione e Zeca Baleiro serem aplaudidos e festejados durante shows realizados no Marco Zero, em Recife. É sempre bom ver maranhenses brilhando no cenário multicultural – um caldeirão sonoro que abre espaço, sem qualquer discriminação a qualquer artista, venha ele de onde vier. Até os Titãs tocaram em Recife e nem por isso o mundo acabou por lá”
Pois bem, o leitor desavisado pode muito bem dar razão ao blogueiro sarneysista. Afinal, a prefeitura da capital pernambucana chamou os maranhenses Zeca Baleiro a Alcione para cantar no Marco Zero e “até os Titãs tocaram em Recife”. Olha que coisa multicultural, não?
Em outro trecho do post, Zeca Soares bancou o “comedor”, para dar mais legitimidade à sua tese: “Como jornalista e (como) produtor cultural sou obrigado a dizer que a gente ouve coisas que nos deixam sem palavras.”.
Então vamos lá refletir um pouco e mostrar que não basta ser comedor de jornalista e produtor cultural para dar uns pitacos a respeito de política cultural pernambucana.
Leia o trecho da notícia abaixo, publicada em sites de Pernambuco
Fiscalizalção proíbe Buguinha Dub de tocar em Olinda
“Além das batucadas de maracatu e do frevo, os carnavalescos de Olinda tiveram a satisfação de apreciar o som do DJ Buguinha Dub, nos Quatro Cantos, neste domingo (20). Mas não por muito tempo. É que Dub não tinha autorização para tocar suas radiolas inspiradas no ritmo jamaicano e maranhense e foi retirado do local pela Fiscalização de Controle Urbano de Olinda.” (Continue lendo AQUI )
Ok Lígia, mas isso não muda o fato invariável de que Alcione, Zeca Baleiro e Titãs cantaram no carnaval de Pernambuco, conforme Zeca Soares noticiou.
Aí é que está o xis da questão.
Baleiro, Alcione e Titãs estavam no carnaval de Pernambuco em contextos totalmente diferentes dos artistas exportados pelo governo Roseana, que se apresentaram no carnaval do Maranhão.
A lei que proibiu o DJ Buguinha de tocar o reggae maranhense em Olinda, existe há anos em Pernambuco e nasceu em função de um profundo investimento na padronização cultural daquele estado.
Padronização cultural sim , dentro de uma lógica que reconhecia “multiculturalismo” a partir de uma essência própria do que seria cultura pernambucana e não na lógica enviesada que o blogueiro de Sarney tenta transparecer.
Por mais de uma década, os políticos de Pernambuco investiram maciçamente no carnaval de ritmos considerados genuinamente pernambucanos, a exemplo do Maracatu e do Frevo. No auge dessa política cultural, o axé, praga musical dos últimos 20 anos no Brasil, foi duramente combatido (leia AQUI ).
Não fosse pela iniciativa da então prefeita de Recife, Luciana Santos (PCdoB), que barrou o avanço dos trios elétricos da Bahia, o carnaval de Recife não teria se tornado um dos mais importantes do Brasil. Exatamente o contrário do que aconteceu no Maranhão.
O que foi que o grupo Sarney que paga o salário de Zeca Soares fez, senão desprestigiar a cultura maranhense ao levar para o Maranhão o axé music que gerou milhões de lucros apenas para cantores baianos e o grupo Sarney, dono do evento?
Mesmo sendo carnaval fora de época, o Marafolia revelou-se uma praga para o período momesco maranhense.
Além de humilhar e desmotivar a produção cultural do Maranhão, o Marafolia ainda influenciou negativamente os blocos de bairros da capital e do interior, que abandonaram gradativamente as marchinhas, a Maizena e outras características culturais locais, para aderir ao famigerado “abadá”, uma indumentária horrenda e padronizadora que acabou com a espontaneidade do nosso carnaval. ( E que diga-se de passagem, já mostra os efeitos negativos também em Salvador)

Marafolia. Evento promovido pelo Sistema Mirante do grupo Sarney, que durante anos impôs a lógica de carnaval empresarial de micareta no Maranhão. Nada a ver com nossas raízes.
Em Recife, ao contrário, milhões de turistas são atraídos para prestigiar a cultura pernambucana, produzida por artistas do estado. Ninguém vai a Pernambuco pra ver Alcione e Zeca Baleiro ou Titãs. Artistas de fora em Pernambuco, não passam de efeito coadjuvante do crescimento gigantesco do carnaval daquele estado. Eles funcionam como diversão auxiliar aos quase mil grupos locais, maiores os responsáveis pela atração de turistas e dinheiro.
O que Roseana fez no Maranhão foi o contrário: desprestigiou a cultura local em função dos lucros que a Mirante ganhou com o Axé Music do Marafolia, descaracterizando a cultura local e o resultado é que se não fossem as atrações “de fora”, o carnaval promovido pelo governo Roseana não chamaria atenção nem mesmo dos maranhenses.
Ou estou mentindo?
Por fim, trata-se se de pura falácia querer dizer que o deputado Birá do Pindaré “falou mal”dos fofões, ao criticar a fantasia da governadora Roseana Sarney. Basta ler com calma o próprio texto de Zeca Soares para perceber que o argumento não se sustenta.
Leia o texto do blogueiro “comedor” AQUI
Num estado sem lideranças relevantes, partidos políticos sofrem com intervenção externa.
Responda rápido!
O que PT, PSB, PDT e PPS do Maranhão tem em comum?
Há dias acompanho o debate acalourado em torno da disputa frenética pelo controle do PPS no Maranhão. De um lado, a deputada Eliziane Gama e o presidente nacional da sigla Roberto Freire, unidos por um objetivo comum, que é a própria sobrevivência política. De outro, as demais lideranças do PPS que detém mandatos, todas descontentes com o rumo do partido.

Eliziane Gama e Roseana Sarney. A velha prática do jogo duplo em nome de interesses pessoais, tornou-se prática corriqueira na política maranhense.
Sejamos francos. O senador José Sarney (PMDB) e o presidente da EMBRATUR, Flávio Dino (PCdoB) são as duas únicas lideranças do estado com relevância e cacife para discutir com os maiores líderes políticos nacionais em pé de igualdade.
(Antes que eu fira a sensibilidade de algum oposicionista empedernido, estou querendo fazer entre Dino e Sarney apenas uma comparação do ponto de vista da visibilidade, não das práticas.)
No mais, até Lobão, titular da importante pasta que controla o setor energético no Brasil, não passa de um político regional sob o controle do PMDB e do próprio Sarney. Fora desse lastro, as lideranças locais são apenas e tão somente, lideranças locais.
Mas não é por isso que não podem ter grandeza política.
No grupo Sarney, os partidos que orbitam na base do governo Roseana, parecem ter se contentado com a condição de meras siglas de aluguel, mas na oposição, repleta de líderes personalistas e com pouca ou nenhuma vocação para o diálogo, o resultado é a sistemática intervenção dos presidentes nacionais, situação constrangedora para dizer o mínimo.
A situação do PT é a mais dramática, para não dizer humilhante.

PT do Maranhão: mais de duas décadas de luta contra o sarneysismo jogadas no lixo por imposição do diretório nacional do partido
Lideranças que durante décadas ajudaram a construir o Partido dos Trabalhadores como a maior trincheira de oposição no estado, foram atropeladas por José Dirceu e viram o partido cair nas mãos do maior adversário, sem levar em consideração o sangue e suor das dezenas de militantes que transformaram a luta política contra Sarney em questão de vida ou morte.
Nem mesmo a deliberação majoritária do partido, que em 201o decidiu apoiar o então pré-candidato ao governo, Flávio Dino, foi suficiente para manter o PT na oposição.
Encoleirado, o Partido dos Trabalhadores do Maranhão se transformou apenas em mais uma sigla de aluguel dos interesses sarneysistas.
PDT e PSB também foram submetidos a intervenção brutal
Em circunstâncias distintas, mas não menos indignas, PSB e PDT também passaram pelo enquadramento antidemocrático de lideranças nacionais.
No PDT, o racha agravado pela morte do ex-governador Jackson Lago, transformou a sigla num caldeirão de desentendimentos generalizados. Para piorar, a falta de atitude e liderança de pedetistas influentes, como o ex-ministro Edson Vidigal ( o que será que ele foi fazer no partido?) e Igor Lago, cuja incapacidade de liderança assusta, apenas agravou ainda mais a situação.
O resultado é que o PDT, autoritariamente e de cima para baixo, foi parar nas mãos de um dos mais corruptos quadros da política do Maranhão, o deputado federal Weverton Rocha. Única e exclusivamente por conta das relações de proximidade entre Rocha e Carlos Lupi (RJ), a época presidente nacional da sigla e ministro dos tranportes.

Roberto Rocha e José Reinaldo Tavares. Vaidade e pouca vocação para o diálogo dos dois, levou O PSB a sofrer intervenção do diretório nacional.
No PSB, a intervenção do diretório nacional se deu por conta da completa incapacidade de diálogo e vaidade política de duas raposas da oposição local. O ex-governador José Reinaldo e o ex-deputado federal e atual vice-prefeito, Roberto Rocha.
Brigados desde 2010, quando Rocha decidiu se lançar ao senado, rachando os votos da oposição com José Reinaldo e Edson Vidigal, também candidatos ao cargo; os dois caciques disputaram o controle do PSB até as vésperas do prazo final para o registro de candidaturas nas eleições do ano passado.
Na marra, o presidente nacional do partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, interviu e levou o PSB para a coligação que elegeu Edivaldo Holanda Jr. prefeito.
No PPS a história se repete como farsa
Há quem diga por aí que Eliziane Gama, por ser a deputada com maior visibilidade do partido e portanto supostamente a maior liderança do PPS, merece estar à frente do partido.
Mas, Eliziane tem a seu lado apenas duas lideranças de menor expressão do partido: o companheiro de fé protestante em Cristo, Pastor Porto e o ex-presidente da sigla, Paulo Matos. Contra Eliziane estão, nada mais nada menos do que TODOS os demais membros que possuem mandatos eletivos!
Convenhamos, se Eliziane não passasse de liderança de si mesma, ela enfrentaria tantas divergências internas no PPS? Se liderança fosse,a deputada precisaria da tutela antidemocrática do presidente nacional do partido para controlar a sigla na marra?
Não creio.
A verdade é que o Maranhão, talvez pela ordem oligárquica que impera por essas terras há mais de duzentos anos, tem sido incapaz de produzir lideranças que façam política não imediatista e para além dos interesses e vaidades pessoais. Inclusive na oposição, onde o único líder consistente, não por acaso, às vezes é visto erroneamente como solução messiânica.
Paciência.
*Lígia Teixeira, historiadora, é titular da coluna Falando com Franqueza, publicada no blog Marrapá aos domingos e articulista do Jornal Pequeno com textos publicados na versão impressa do jornal às sextas-feiras.
Contato: ligiateixeira@live.com
Imaginem vocês, em pleno século XXI, na era da internet e da sociedade de informação, ainda existem jornalistas no mundo achando que a informação é monopólio do jornalismo comercial.
Marco D´eça e Gilberto Léda, jornalistas de O Estado do Maranhão (EMA), estão furiosos com o secretário de comunicação do município, Márcio Jerry (PCdoB). Marco D´eça chegou a chamar o titular da SECOM de canalha.
D´eça e Léda acusam Jerry de agir com falta de ética na matéria principal da edição de ontem do EMA (dia 09), na qual a periódico acusa funcionários do Socorrão I de cobrarem propinas para garantir o atendimento a pacientes oriundos do interior do estado.
Tudo por que Márcio Jerry teria se antecipado à publicação da edição do jornal e “vazado” no twitter a suposta matéria exclusiva do EMA, acrescentando um relevante detalhe: O Jornal da família Sarney publicaria uma notícia que prejudicaria investigação policial, protegendo assim os suspeitos do crime.
Marco D´eça e Gilberto Léda correram para seus blogs no intuito de defender o Estado do Maranhão como o jornal que pratica o “bom jornalismo”. Léda fez questão de evidenciar a “a qualidade dos dedicados profissionais de O Estado, que não se contentam com releases e buscam sempre a informação que ninguém mais tem.”
Informação que ninguém mais tem, é?
Num mundo em que a internet e as redes sociais se popularizaram, instituições públicas e particulares, pessoas físicas, movimentos sociais, sociedade civil e afins, tem o direito de não serem mais reféns da “informação que ninguém mais tem”.
No “bom jornalismo” do EMA, a matéria conseguiu apurar todos os detalhes para bem informar seus leitores, menos o “detalhe” de que o assunto era objeto de uma investigação da polícia.
No “bom jornalismo” do EMA, a reportagem tratava como “exclusiva” uma informação que até o mais desinformado dos maranhenses que depende de hospitais públicos (inclusive das redes estadual e federal) estão carecas de saber, se tratar de prática corrente.
No “bom jornalismo” do EMA, Márcio Jerry é um canalha por não permitir que o Jornal da família Sarney faturasse política e economicamente às custas dos doentes do Socorrão I.
O que os jornalistas de O Estado do Maranhão não entendem é que acabou-se o monopólio dos barões do velho jornalismo que manipulavam e vendiam as notícias a seu bel prazer, chantageando governos e manipulando as pessoas.
Acabou-se!
O esperneio de Gilberto Léda e Marco D´eça é símbolo de um tipo de jornalismo que apodrece em praça pública. Felizmente.
Veja AQUI, AQUI, e AQUI o velho jornalismo apodrecendo.
O leitor atento deve lembrar que há apenas algumas semanas, a deputada estadual Eliziane Gama (PPS), reinava sozinha como articuladora da “terceira via”.
De uma hora para outra, Eliziane viu seu reinado de musa da terceira via ir por água abaixo com a movimentação do deputado Domingos Dutra (PT) para ir de mala e cuia em direção ao projeto de novo partido da ex-senadora e ex-companheira de partido de Dutra, Marina Silva.
Para piorar a situação, Eliziane agora corre o risco de ser a única representante do PPS a ter um mandato eletivo no Maranhão.
Os vereadores Batista Matos, Vieira Lima e os deputados estadual e federal, respectivamente, Othelino Neto e Simplício Araújo, já arrumaram as malas para deixar a legenda. Todos vítimas da ambição desmedida de Eliziane em mandar no PPS sozinha, sem apoio das lideranças do partido no estado e ancorada apenas pelo presidente nacional do partido, Roberto Freire, que usa Eliziane para garantir que o PPS do Maranhão siga refém do projeto pessoal dele.
Eliziane reagiu. Criou uma extemporânea e desproposital CPI da violência contra a mulher, única e exclusivamente para se manter sob os holofotes. Nos bastidores, se articula para atrair Clodomir Paz e sua esposa, a deputada Graça Paz (ambos do PDT) a comporem os quadros do PPS.
Gama quer controlar o PPS e a futura legenda a ser criada por Marina Silva a qualquer custo, mas a ambição desmedida pode deixá-la sem nada. Sobretudo porque Eliziane insiste em fazer política olhando para o próprio umbigo e política, como se sabe, é grupo.

Néscio discursando para porcos e gansos. De Albrecht Dürer. Há quem subestime a plateia com o falso debate . Eu prefiro respeitar a inteligência dos meus leitores.
Desculpem o texto longo. Um pouco de paciência.
Um Preâmbulo
O Jornalista Linhares Júnior escreveu um texto me agredindo.
De canalha à safada, ele usou mais termos grosseiros para se referir a mim, do que vírgulas para concatenar suas ideias.
Mostrei o texto a meu pai, um metalúrgico semiletrado e paciente renal crônico que paga às suas próprias custas, tratamento oriundo de um transplante de rins que fez em Fortaleza, já que no Maranhão ele não encontrou condições para fazê-lo.
É claro que mostrei o texto a meu pai para que ele não tivesse acesso por outros meios. Queria que lesse comigo por perto para me justificar, caso fosse necessário.
Encantado com o mundo recém descoberto da internet, meu pai passa os dias de ócio forçado, em função do tratamento, fazendo buscas pelo google. Quais os termos preferenciais que ele pesquisa? Isso mesmo: dentre outros, os nomes dos filhos.
Sou preconceituosa. Achei sinceramente que meu pai agiria conforme o clichê do homem nordestino de poucas letras e dissesse impropérios violentíssimos contra o autor do texto. Mas, ao contrário, ele me olhou ternamente como se quisesse me consolar e disse assim:
“- Mas ele falou mal de ti dessa forma para defender o Sarney? No tempo do meu pai, o velho Assuero (avô de Sarney) mandava capangas para perseguir os inimigos de Vitorino( Freire). Isso já vem de muito tempo assim. São muitos e muitos anos debaixo da chibata deles. Vocês jovens é que tem que acabar com isso mesmo, porque nós não conseguimos. Eu tenho muito orgulho de ti, estás certa.”
Gostaria de fazer uma confissão a vocês ( e a meu pai, que uma hora ou outra, encontrará isto aqui no Google..rs)
Minha relação com meu pai sempre foi dificílima. Antes dele adoecer, mal nos falávamos. Sempre fomos muito parecidos, com temperamentos fortes e os desentendimentos foram aos poucos criando barreiras quase instransponíveis entre nós. Não me lembro de ter trocado uma única palavra de afeto com ele nos últimos dez ou quinze anos. Elogios mútuos, muito menos!
Vocês podem imaginar qual foi a minha reação ao ouvir meu pai, um homem simples e duro, fazendo um argumento desse gênero para dizer que tem orgulho de mim.
Tive que fazer um esforço daqueles para não chorar. Foi dos dias mais emocionantes da minha vida, confesso.
Moral da história:
Devo a Linhares Júnior um dos momentos mais importantes da minha vida. Não fosse por esse texto dele, eu não faria ideia da percepção que meu pai tem a respeito de assuntos sobre os quais nunca conversamos, porque eu achava-os abstratos demais. Também, dificilmente, ouviria dele em circunstâncias comuns elogios e incentivos sinceros, depois de tantos anos de convivência difícil entre nós.
Mas, não posso deixar o texto de Linhares Júnior passar sem resposta, em respeito ao meu leitor, mas, sobretudo porque lendo-o, me lembrei imediatamente da antiga lição de um dos mais importantes filósofos da modernidade: Arthur Shopenhauer.
Shopenhauer viveu até meados de 1860 e deixou inacabada uma obra de 38 estratagemas, cujo objetivo era proteger as pessoas dos maus filósofos, aqueles que por meios sujos buscam persuadir o público. A obra convenientemente se chama: “Como ganhar um debate sem precisar ter razão”
Ao longo do tempo, a obra de Shopenhauer tornou-se referência para os interessados em entender como funcionam os sofismas desonestos.
O texto de Linhares Júnior contra mim é, em cada parágrafo, um exemplo perfeito de pseudo debate que Shopenhauer denuncia brilhantemente.
Estratagemas que visam reduzir a afirmação do adversário a uma categoria que supõe-se impopular e a associação a um termo um conjunto de significados diferentes do original. Com isso, o termo já conterá, em si, a conclusão a que se quer chegar.
“ Como as eleições estão aí, logicamente está aberta a temporada de caça a José Sarney aqui no Maranhão. Todo e qualquer assunto deve vir acompanhado de uma frase que reforce “a necessidade do Maranhão se livrar dos grilhões históricos dos últimos cinquenta anos impostos por esta oligarquia por cerca de cinco décadas de permanência do grupo oligárquico no poder”. Nada mais que falatório engana trouxa.”
Discurso incompreensível
Deve-se parecer o verdadeiro intelectual em relação ao adversário e aos ouvintes, basta que para isso nos coloquemos acima deles, explorando sua suposta ignorância
Ao longo de todo o texto, Linhares Júnior ironiza minha suposta condição de “intiliquitual da oposição” com o objetivo de me desqualificar. Usa, por exemplo, uma frase de efeito do universo da economia muito usada na imprensa de modo vago e desconexo com o objetivo de denunciar a minha suposta ignorância.
“ E é bom lembrar também que o FPE sofreu quedas nos últimos anos todas as vezes que o governo federal decidiu desonerar este ou aquele setor da economia. Mas, de economia Ligia Teixeira não deve fazer nem ideia. O negócio dela é demonizar Sarney.”
Tal afirmativa não ajuda a compreender o modo como Sarney centralizou as decisões do Congresso Nacional para si ( Pois é, esse é que é o tema do meu artigo. )
Essa estratégia discursiva de Linhares Júnior tenta na verdade “Desconcertar, aturdir com um caudal de palavras sem sentido. Isto baseia-se em que, ‘normalmente o homem, ao escutar apenas palavras, acredita que também deve haver nelas algo para pensar’
Uso intencional de premissas falsas e argumentum ad verecundian
Segundo Shopenhauer “[...] adota-se proposições que são falsas em si mesmas e verdadeiras ad hominem, e argumenta-se ex concessis, a partir do modo de pensar do adversário. [...]
Linhares tenta fazer parecer falsamente que é ele quem tem domínio do tema, uma tal “história factual” e não eu -“ a historiadora” – tentando levar a argumentação para um tema que não está sendo discutido no meu artigo.
Em vez de fundamentos, ele utiliza termos (história factual), deformando-os e falsificando-os, inclusive citando-os em contextos que são pura invenção.
“ Ocorre que essa crise no Fundo de Participação dos Estados (FPE) foi iniciada em 2010 quado o Supremo Tribunal Federal julgou e decidiu que os critérios de distribuição deste fundo (critérios de 1989, viu Lígia Teixeira?), eram inconstitucionais por não representarem mais a realidade do pais.”
Trata-se de uma proposição falsa, uma vez que a centralidade da questão que trato no meu artigo não diz respeito à trajetória da crise do FPE, tema usado apenas como exemplo para tratar de outro tema, qual seja: a centralidade do poder das decisões do congresso nas mãos do então presidente do Senado, José Sarney.
Várias modalidades de ofensas pessoais (argumentum ad hominem)
Para Linhares Júnior eu sou: burra, mentirosa, safada, delinquente intelectual , delinquente política, incapaz, papuda,imunda, porca.
Sem contar o uso dos termos canalha e canalhice, distribuídos pelo texto em farta quantidade.
Quanto esforço para contradizer alguém que para ele é praticamente a mosca do cocô do cavalo do bandido, não é mesmo?
Talvez por pobreza de estilo textual, Linhares sinta necessidade de realçar a cada parágrafo que ele é quem está cert,o mas em vez de usar argumentos para tal, ele usa insultos
Segundo o critério de Linhares , o fato de alguém apoiar um determinado partido ou grupo político de que ele discorda, já é razão suficiente para invalidar suas supostas conclusões científicas. E ele usa o meu suposto alinhamento a “oposição” , para fazê-lo
“ Li um artigo de um desses “estudiociosos” maranhenses que demonstra claramente até onde vai a delinquência política no Maranhão. Um destes textos vazios preenchidos por mentiras que vez ou outra um “intelequituau” da oposição publica por aí.”
Falsa reductio ad aburdum e falsa proclamção de vitória “ Da proposição do adversário tiram-se à força, através de falsas consequências e distorções dos conceitos, outras proposições que não estão ali contidas e que de fato não correspondam à sua opinião e que são, e, em contrapartida, são absurdas e perigosas”.
Proclama-se triunfantemente a conclusão que pretendia-se, ainda que de fato não se siga de suas respostas.
“O fato é que o texto de Lígia é um de muitos que estão por vir. Totalmente desprovidos de conteúdo factual, mas totalmente municiados contra o baluarte de todo o mal: Sarney. E não importa se essa munição seja forjada com mentiras ou com canalhice argumentativa. E os fatos? De que importam os fatos? É a mentira, a safadeza tentando acabar com a tirania da mentira e da safadeza.
Coisas como essa se travestem na bandeira da salvação, mas na verdade estão empurrando o nosso estado para o abismo da burrice. De que vale a nós enquanto povo sofrido trocar uma chibata de bigode por uma chibata papuda? De que nos vale enfrentar a imundície nos protegendo dentro do chiqueiro? Não nos vale de nada!”
Usar um possível argumento do adversário contra si próprio e para soar que triunfou, faz-se uma redução supostamente absurda.
“ PS: Vou poupar alguns de argumentarem contra meu texto na área de comentários e expor aqui o pensamento brilhante que desmente todos os fatos facilmente verificáveis que coloquei aqui: “Linhares é sarneísta”. Pronto, tudo o que eu disse sobre o STF em 2010 e os outros fatos foi apagado da realidade.”
Linhares não é Sarneysista, eu de fato acredito nisso. Até porque, acreditem, ele e eu temos muito mais afinidades do que discordâncias ideológicas . A questão é que isso apenas agrava a situação.
O que pensar de alguém que, não sendo Sarneysista, escreve um texto praticamente aclamando Sarney como salvador da pátria?
“Sarney foi chamado para apagar um fogo criado pelo Governo Federal e pela inanição de TODA a classe política brasileira.”
Perceba, segundo Linhares Júnior Sarney teria um nível de poder tão grande, que ele “foi chamado” para apagar o fogo criado pelo Governo Federal e “TODA a classe política brasileira”
A tese do meu artigo é justamente a de que Sarney tem muito poder, mas Linhares Júnior conseguiu me superar na percepção desse poder, declarando que Sarney tem poderes (tanto que teria sido chamado) para salvar o governo federal e os políticos do Brasil! Uau!
Se, não sendo Sarneysista, Linhares Júnior é capaz de arroubos dessa monta (e há outros espalhados pelo texto dele), imaginem vocês se fosse? Arrepiaria até o mais venal dos pistoleiros assassinos do velho Assoeiro.
Leia AQUI o meu texto, contraditado pelo texto de Linhares Júnior, que pode ser lido AQUI
*Lígia Teixeira, historiadora, é titular da coluna Falando com Franqueza, publicada no blog Marrapá aos domingos e articulista do Jornal Pequeno com textos publicados na versão impressa do jornal às sextas-feiras.
Contato: ligiateixeira@live.com
O ex-prefeito João Castelo (PSDB) está voltando, segundo alguns, para dar explicações a respeito dos escândalos diariamente descobertos a respeito de sua catastrófica passagem pela prefeitura de São Luís.
Os meios de comunicação ligados ao grupo Sarney já aguardam ansiosos pela volta do tucano, que a esta altura está em Brasília tentando blindar-se do mar de insatisfação que encontrará na capital Maranhense.
A mim, sinceramente, pouco importa o que o mitômano compulsivo João Castelo dirá. As palavras da realidade, que mostram claramente a miséria estrutural da cidade abandonada por Castelo, já me bastam.

Castelo: mitômano incurável prestes a usar os microfones do Sistema Mirante para espalhar mais mentiras.
Relevante mesmo é saber como agirá o monopólio de comunicação que grupo Sarney detém no Maranhão.
O grupo que manda no estado há quase meio século, provavelmente usará blogs, TV’s, rádios e jornais impressos para dar visibilidade espetacular ao amontoado de mentiras que Castelo, como sempre, dirá.
O leitor pode me perguntar: Mas Lígia, o ex-prefeito João Castelo não tem direito à defesa?
É claro que tem. Castelo não apenas pode como deve explicações aos ludovicenses. A questão imoral nessa história é o provável uso massivo dos meios de comunicação do grupo Sarney para ocultar a verdade óbvia até aos olhos dos mais leigos de que Castelo corrompeu a máquina pública em proveito próprio.
Nesse caso, Castelo não fez diferente da maioria de seus antecessores. Infelizmente, para Castelo, as coisas estão mudando e há uma opinião pública que não aceitará ser enganada por sua ladainha inverídica e repetida a exaustão nos meios de comunicação do Sarneysismo.
É disso que estou falando.
Com a volta de João Castelo a São Luís, cabe perguntar ao ex-prefeito como foram usados os recursos repassados à prefeitura. Ajudaria muito se a sociedade soubesse a origem e o modo como os recursos da prefeitura de São Luís são aplicados.
Dessa forma, aproveito para fazer uma cobrança ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que prometeu transparência no uso de recursos em sua gestão, ainda durante a campanha.
É preciso que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior disponibilize os resultados de auditoria interna e das contas do município, bem como mostre com clareza o modo como recursos serão aplicados e geridos daqui para a frente.
E espero que o prefeito faça isso logo, conforme prometeu durante a campanha.
Já disse aqui algumas vezes que acho Ricardo Murad (PMDB) uma das figuras mais excêntricas da política maranhense. Carismático, inteligente e capaz de tudo.
Capaz de tudo mesmo!
Muitos devem lembrar da eleição de 2002, ocasião em que, sem pudor algum, Ricardo usou a própria mãe no horário eleitoral para justificar sua “guinada ideológica” de líder da oposição para sarneysista convicto.
Acompanho com curiosidade cada lance das manobras políticas quase diárias que Ricardo Murad opera para se manter como um dos principais atores políticos do Maranhão. Ricardo é tão venal que chega a ser divertido.
Como não rir, por exemplo, da esdrúxula proposta de Ricardo Murad para o pedido de parceria do prefeito Edivaldo Holanda jr. (PTC) entre estado e município na área da saúde?
Ricardo aproveitou-se do apagar das luzes da desmoralizada administração João Castelo para fazer uma barulhenta campanha de apropriação do Socorrão II. Audacioso, o secretário de saúde imaginava que mataria três coelhos com uma paulada só:
1 – Brilharia como salvador da saúde de São Luís;
2 – Abocanharia a bolada referente ao repasse federal de manutenção do hospital;
3 – Constrangiria o novo prefeito, deixando-o refém do governo do estado na área de saúde.
Mas Ricardo Murad deu com os burros n’água nas três situações.
Logo ao assumir, Edivaldo agiu rápido. Se dispôs a conversar com a governadora Roseana Sarney (PMDB), adversária política do grupo do qual ele faz parte e deu um xeque mate no secretário.
A partir daí, todo o esforço de Ricardo para lucrar política e financeiramente com o Socorrão II foi por água abaixo. Sobrou até para seu lacaio, o recém eleito vereador Fábio Câmara (PMDB), obrigado a ocupar diariamente os blogs alinhados ao grupo Sarney tentando em vão desqualificar as ações do município para salvar o Socorrão II.
Mas Ricardo não desiste. Agora ele opera nos bastidores para, imaginem vocês, voltar a Assembleia Legislativa e acumular os cargos de vice-presidente daquela casa e de secretário de saúde do estado. Duas atividades claramente incompatíveis.
Alguém duvida de que mais essa do Ricardo será divertidíssima?
Haja venalidade!
Recado para quem acha que o leitor maranhense é idiota.
Leia os textos abaixo retirados do facebook dos autores. Já volto.
“OPINIÃO – “OS BLOGS E A FORMAÇÃO POLÍTICA”
Existe um grande problema na formação de uma consciência política da cidade. E eu aponto a Blogosfera como responsável. Tudo bem que eles conhecem os bastidores da política, mas não posso dizer que sejam profissionais da política. O fato de cada blogueiro ter uma opinião não justifica tantos descalabros editoriais e *barrigadas. Todo dia vocês me vêem criticando o Marco Aurélio D’Eça, não faço isso porque ele tem um posicionamento diferente do meu, mas porque ele corrompe, distorce e as vezes até omite informações que levariam o leitor a ter uma consciência política própria, e assim outros vem como Linhares Jr, Kenard, Caio Hostílio. A qualidade desses blogs é tão baixa que os titulares perdem a credibilidade mesmo com tanta gente acessando suas páginas e viram motivo de chacota pelas pessoas verdadeiramente conscientes. Resumindo, deveriamos ter cientistas políticos nas editorias, colunas e páginas de internet e não meros palpiteiros de plantão. *tipo de informação falsa divulgada por jornalistas.”
“Se somarmos o Blog do Luis Cardoso – Bastidores da notícia e o Blog do Gilberto Léda, temos quantos jornalistas? No meu cálculo – e olha que eu não sou bom de cálculo – não temos nem meio. A cada post fica claro o mar sem fundo (mas de um raso intelectual tremendo!) a que estamos submetidos. São exemplos típicos do pior analfabetismo que existe: o social. Não há um post sequer que discuta, critique ou desmistifique os problemas – seríssimos – de nossa cidade ou de nosso Estado. O que há de sobra – ao meus sob os meus olhos – é o desconhecimento total dos assuntos (mas comentam, afinal, quem tem boca…) sob uma pretensa liberdade jornalística.
“Notícias exclusivas dos bastidores da política” = fofoca. E eis o meu resumo sobre os dois espaços. De causar inveja ao Nelson Rubens. Tão certo e simples quanto 2 e 2… são 5.”
Voltei.
Os dois textos acima, são pequenas amostras da crescente insatisfação do leitor maranhense com a cobertura dos blogs locais de política.
Faz tempo que venho observando isso e defendido exaustivamente que o blog Marrapá cresça na insatisfação do leitor com os demais blogs, produzindo um conteúdo diferenciado.
Evidentemente que a insatisfação aumenta entre os leitores com maior nível de escolaridade e alinhados ao pensamento tradicionalmente oposicionista de São Luís. Isso não significa, no entanto, que a crítica parta principalmente em direção aos blogueiros ligados ao grupo Sarney apenas por que a maioria destes opere como jornalistas de aluguel do grupo.
Sou daquelas que acredita que, embora seja difícil, é possível defender inteligentemente os interesses políticos do grupo Sarney. O problema está justamente no fato de que aqueles que falam em nome do Sarney, o fazem geralmente de maneira emburrecedora.
E há ainda os blogueiros que não alinhados nem ao Sarney e nem a oposição, insistam em fazer o que chamo de “jornalismo de aluguel no varejo”, em vez de venderem a mercadoria bruta no atacado (todo o conteúdo do blog), se vendem em pequenas quantidades, no varejo (cada post vendido a quem pagar melhor). Estes são os piores, por que ainda por cima querem construir uma imagem de que são imparciais no trato da informação.
Felizmente, o leitor amadureceu e já percebe claramente a natureza e a finalidade do golpe.
Aos poucos, o destino de muitos blogs de política do Maranhão é o descrédito. E não adianta manter uma audiência relativamente alta. IBOPE e qualidade nem sempre andam de mãos dadas.
Para quem escreve num blog, a falta de credibilidade, a médio e longo prazo, será fatalmente catastrófica, sobretudo porque o principal cliente (leitor) que compra a mercadoria (informação), seja no varejo ou no atacado, não aceitará ser parte na negociação prévia da venda do produto a terceiros (políticos).
Fica o alerta.
Interessante…
A capacidade de trabalho da secretaria de comunicação do município de São Luís, capitaneada por Márcio Jerry (PCdoB) tem produzido um fenômeno que curiosamente pode beneficiar o grupo adversário.
Todas as ações da prefeitura municipal para reverter o quadro caótico em que se encontra a capital, são competentemente difundidas pela secretaria de comunicação do município.
Tais ações são amplamente difundidas e discutidas, principalmente nas redes sociais. O que é bom e ruim ao mesmo tempo.

Márcio Jerry tomando posse na secretaria de comunicação. A competência em abastecer a sociedade de informações monopoliza o noticiário.
É bom porque gera uma produção de debate e informa a população das ações da prefeitura, o que é um serviço de utilidade pública da mais alta importância.
Mas também é ruim porque enquanto se forma um amplo debate em torno das questões da prefeitura, inclusive do ponto de vista da crítica, isso acaba por monopolizar o debate público de forma unidimensional.
Mas por que isso beneficiaria o grupo político adversário, Lígia?
Simples.
Enquanto se debate quase exclusivamente as questões relacionadas ao município de São Luís, o governo do estado segue tranquilo e sem percalços para fazer o que melhor faz: propaganda.
Com exceção do abnegado líder da oposição Rubens Pereira Júnior (PCdoB), quase ninguém tocou no escandaloso assunto do empréstimo que o governo do Estado está fazendo como BNDES e da manobra de Ricardo Murad que deseja ser secretário de Saúde e vice-presidente da Assembleia Legislativa, ao mesmo tempo.
É claro que o recesso da Assembleia Legislativa reflete no esvaziamento da produção de notícia a repeito do governo do estado, mas reflete principalmente, a péssima constatação de que a mídia maranhense é profundamente pautada apenas pelos interesses da classe política.

Rubens Pereira Júnior: o líder da oposição é voz solitária no alerta para os desmandos do governo Roseana.
Justamente por isso, caberia à imprensa (principalmente a de oposição) buscar maneiras de manter o leitor informado à respeito do que acontece no governo do estado, em vez de deixá-lo refém apenas e tão somente da máquina de propaganda da governadora Roseana Sarney.
Continuar canibalizando informação apenas a partir do trabalho competente da assessoria de comunicação do município é que não dá.
A melhor forma de descobrir-se brasileiro é sair do Brasil.
Todo brasileiro deveria passar uma temporada fora do Brasil. Faria bem a todos, principalmente àqueles que aderem a campanhas toscas contra Nordestinos que vez por outra toma de assalto o twitter e outras redes sociais. (Leia AQUI)
Nós nos desconhecemos de uma maneira absurda e não creio que seja apenas porque o país tem dimensões continentais.
Assim como alguns sudestinos idiotas zombam do Nordeste por causa da suposta seca, há idiotas nordestinos, sulistas, nortistas e centro-oestistas que igualmente zombam do Sudeste, por exemplo, por causa da violência. Ninguém é apenas vítima ou algoz nessa história.
Mas o Sudeste talvez seja a maior vítima, sobretudo porque a região mais rica do país, além de ignorar as demais regiões, ignora a si própria de uma maneira dramática.
Nós nordestinos conseguimos formar uma imagem que, em última instância, significou investimentos e transferência de recursos financeiros para a região, embora seja extremamente discutível o modo de construção da imagem muitas vezes vitimizadora do nordestino e mais ainda a destinação final desses recursos.
Os Sulistas, por sua vez, investiram num projeto mais autônomo de desenvolvimento. Não é raro ouvir um gaúcho, por exemplo, reclamar que o governo se importa apenas com o Sudeste e o Nordeste, relegando a região Sul a segundo ou terceiro planos. Seguindo essa lógica, eles se sentiram desprestigiados e buscaram alternativas próprias de autoestima regional.
As Regiões Norte e Centro-oeste optaram pelo desenvolvimento regional endógeno. Talvez o isolamento e o modelo desenvolvimentista do Brasil, que começou pelo litoral e ignorou o interior por séculos, ajude a explicar isso.
A Região Centro-oeste, não está tão preocupada em marcar signos de brasilidade. Tenho amigos goianos e sul-mato-grossenses, conheço Goiânia e Campo Grande. São duas cidades, do ponto de vista da infraestrutura, muito à frente do Rio de Janeiro ou de São Luís, por exemplo.
Goianos e sul-mato-grossenses não estão nem um pouco preocupados se são vistos como brasileiros de primeira ou segunda categoria.
Já cariocas, paulistas e mineiros… Meu Deus! (Excluo os capixabas, porque o Espírito Santo, de certa maneira, também é vítima da megalomania dos vizinhos)
Bom, moro no Rio há alguns anos. Não tenho nenhum dado científico, o que vou escrever aqui é, portanto, carregado das minhas próprias marcas pessoais de preconceito. Então não me venham os acadêmicos de plantão encher o saco com cantilena cientificista, por favor.
No Rio de Janeiro é comum ouvir de cariocas da classe média educada, a teoria de que a responsabilidade pela explosão de violência nos Morros é um problema cultural em função do caráter violento do nordestino (herdeiro de Lampião), que migrou em massa para os morros cariocas.
Uma parte significativa da população do Rio imagina que a cidade seria melhor se os recursos oriundos do desenvolvimento do estado fossem investidos integralmente aqui, em vez de repartidos com o restante do país.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) tem usado essa percepção coletiva para mobilizar a população do Rio a apoiar a permanência dos royalties de petróleo sob o controle dos estados produtores.
Vem aí a Grande Rio no carnaval 2013, uma das principais escolas de samba carioca. Patrocinado pelo governo do Rio, o samba enredo da Escola é a prova maior de exploração de um sentimento de carioquice usado em favor da causa do Rio de Janeiro. Trecho da letra do samba diz assim:
“… se faltar vira o caos…Não posso deixar! PELO RIO EU VOU LUTAR. Um grande Rio de amor sou eu. VEM CÁ ME DÁ O QUE É MEU!”
Tenho a sensação de que a Grande Rio será a campeã do carnaval deste ano, embora eu seja fã ardorosa da Vila Isabel de Noel Rosa e Martinho da Vila….rss
Paulistas são ainda mais ostensivos em responsabilizar a migração (principalmente de nordestinos) pelas mazelas urbanas da cidade. Os cariocas ainda nutrem um certo pudor para responsabilizar terceiros pelo caos urbano do Rio, preferindo transformar tudo em festa, mas paulistas fazem disso quase uma bandeira de luta.
Em parte, eles estão certos!
Não deixo de dar uma certa razão a insatisfação paulista com a invasão de nordestinos. Comparemos com a situação de São Luís. Quem de bom senso já não percebeu que grande parte do problema da capital maranhense está relacionado à diáspora de degredados do campo que se apinham em ocupações irregulares na periferia de São Luís, inviabilizando hospitais, escolas e o transporte público?
Com um pouco de sensibilidade, é possível perceber que os desvalidos do campo que invadem São Luís não são os responsáveis diretos pelo caos da cidade. É a insensibilidade do governante que abandonou o interior do estado, sem dotá-lo das condições mínimas de sobrevivência?
O mesmo se aplica à diáspora de nordestinos em São Paulo. Em última instância, o problema não são os nordestinos, mas a cruel desigualdade social e regional histórica que assola o Brasil.
Infelizmente, precisamos sempre colocar a culpa dos nossos problemas nos outros. Tenho a sensação de que, principalmente, alguns cariocas e paulistas, resolveram curar suas mágoas resultantes dos graves problemas urbanos das duas grandes metrópoles, no Nordeste.
Mas, afinal, todos nós somos brasileiros. Por isso eu disse no início do texto que faria bem a todos os brasileiros uma viagem ao exterior. Se todos soubessem o modo como somos vistos lá fora, acabaríamos de vez com essa nossa mania de dar as costas a nós mesmos.
O brasileiro que já saiu do Brasil, sabe muito bem do que estou falando.
Contato: ligiateixeira@live.com
(no Twitter: @LigiaTex)
Ninguém ousa falar, mas em números percentuais, a violência em São Luís, levando-se em consideração a taxa de homicídios, é maior do que em São Paulo, cidade que ocupa todos os meios de comunicação do país, por conta da onda de violência.
Basta dar uma rápida olhada no Mapa da Violência 2012 (VEJA AQUI) para constatar a triste realidade.
No ápice da ausência do governo Roseana Sarney, a população se volta contra a violência endêmica usando as armas que pode.
Veja as informações abaixo:
Assaltante é morto por mulher no Calhau
Valquíria Ferreira
O assaltante Auclines de Meneses Costa, o “Piauí”, de 38 anos, especialista em “saidinhas” bancárias, foi morto por uma mulher, na manhã de ontem (7), na porta da agência do Bradesco do Calhau. Ele foi atingido com dois tiros na cabeça, pela acompanhante de outra mulher, que acabara de assaltar. A polícia suspeita de que a atiradora seja uma policial. (…)
G1 Maranhão
Homem é morto após tentar assaltar posto de combustível em São Luís
Um homem, ainda não identificado, foi morto a tiros, no início da manhã deste domingo (13), na Avenida dos Holandeses, em São Luís. Ele teria tentado assaltar um posto de combustível e acabou sendo baleado.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, dois homens assaltaram frentistas e clientes do posto. Ao tentar fugir, um cliente efetuou os disparos, matando um dos assaltantes.
Sempre foi comum que nos bairros mais pobres de São Luís, a população reajisse violentamente a criminosos que atacam moradores.
Os exemplos das notícias acima, mostram que parece ocorrer um movimento de classe média contra a enxurrada de violência que apenas aumenta na capital Maranhense.
É sintomático.
Primeiro porque a classe média em todos os lugaares representa o projeto iluminista de sociedade ocidental, onde a violência é um monopólio do estado e onde as pessoas em tese, tem a consciência de que é errado fazer justiça contra as próprias mãos.
Segundo porque, nos Estados Unidos, templo de uma tradição de armamento da população civil, cresce um sentido contrário e patrocinado pelo Estado, de desarmamento. Exemplo seguido disciplinadamente pelo Brasil e um projeto antigo do Partido dos Trabalhadores.
Terceiro porque a ação da advogada e do cliente de posto que mataram assaltantes à queima roupa, parece ser apoiada pela maior parte dos ludovicenses.
A mim, tudo está claro e cristalino.
Cansada de ficar acuada pela violência que se espalha sem que o governo Roseana Sarney consiga sequer reagir, a população de São Luís resolveu agir ela própria, à revelia do estado.
Em termos práticos, isso significa que voltamos ao Estado de barbárie.
Mas quem questionará a legitimidade do gesto diante de um poder público ausente?

Fábio Câmara, como bom pupilo de Ricardo Murad, o vereador age com canalhice e desumanidade na oposição irresponsável ao prefeito.
Sinceramente, a palavra certa para descrever o que senti nos últimos dias é NOJO.
Ao acompanhar o tiroteio contra a campanha feita pelo diretor do Socorrão I Yglésio Moysés, pela doação de alimentos aos pacientes daquele hospital, fiquei chocada com a cara de pau de uma pessoa da estirpe do recém-eleito vereador Fábio Câmara (PMDB), criticando da maneira mais tacanha e ignorante, a proposta.
Ok, Vamos criticar os homens públicos por sua postura pública.
Se tivesse o mínimo de decência política, Fábio Câmara ficaria quieto. A cidade inteira sabe que ele foi eleito à custa de uma imoral e desenfreada compra de votos.
Em tempos de lei da Ficha Limpa, caberia uma investigação profunda a esse alpinista político que misteriosamente transforma-se em vestal da moralidade pública, quando é para atirar pedras nos adversários políticos.
No auge da última greve da Polícia Militar, no ano passado, escrevi um texto apoiando a decisão da governadora Roseana Sarney ao convocar tropas da Força Nacional de Segurança para manter, pelo menos, a percepção de ordem em meio à nascente explosão de violência da qual o Maranhão não se livrou até hoje.
Pra quê!!
Fui acusada de usar malabarismo linguístico para defender a oligarquia Sarney. Teve leitor do blog Marrapá dizendo que eu tinha me vendido para o sistema Mirante. Ora vejam!
Em muitas mentes maranhenses prospera a percepção maniqueísta de que, se um grupo político é do bem, logo o outro grupo político é do mal.
Numa conversa pelo twitter com o neto do Senador José Sarney, o Adriano, ressaltei que o problema maior do Maranhão não é a família Sarney, mas o que ela representa.
Adriano Sarney ficou chateado comigo e me acusou de atacar a família dele.
Calma lá. Sarney deve ser combatido por ser o operador de uma lógica nefasta para o Maranhão, não porque é Sarney. Há muita diferença entre uma coisa e outra.
Faço esse adendo para dizer que a oposição ao prefeito Edivaldo Holanda é mais do que justa, é um instrumento legítimo da democracia.
Mas, Fábio Câmara e seus congêneres oposicionistas na Câmara Municipal e na imprensa, equivalem-se a animais de estábulo quando ignoram a mais primitiva das necessidades humanas.
Sim, porque ficou muito claro que o apelo feito por Yglésio ocorreu porque não houve licitação da administração anterior para compra de alimentos e nesse caso, mesmo com dispensa de licitação, a atual administração não poderia fazer compra alguma sem ferir gravemente a legislação.
Ou seja, não existe a hipótese de que a prefeitura estaria fazendo demagogia.
Sendo assim, o que deveria falar mais alto mesmo na oposição, seria um sentido mínimo de humanidade com pessoas que passam fome.
Em todas as cidades civilizadas do mundo, é assim. Durante o Furacão Sandy, que arrasou a cidade de Nova Iorque no fim do ano, ninguém acusou o prefeito Michael Bloomberg de incompetente porque ele pediu aos moradores que ajudassem seus vizinhos em situação de risco.
Parece exagero, mas que ocorre em São Luís é ainda pior. Ou alguém discorda que a cidade está destruída? Trata-se de uma catástrofe que infelizmente não foi protagonizada pelas forças da natureza, mas por homens públicos que deveriam cuidar da cidade e das pessoas.
Segundo a Polícia Federal, a mais leve das acusações contra o ex-prefeito João Castelo (PSDB) é a de que ele deixou que pessoas morressem à míngua em casa para desviar combustível dos veículos do SAMU para sua campanha eleitoral.
Fábio Câmara (apoiador ferrenho da reeleição de Castelo) deveria se envergonhar do gesto mesquinho, das declarações equivocadas, da pequenez de espírito, inclusive público, e do claro desprezo que nutre pela população, ao se aproveitar de uma situação calamitosa para fazer proselitismo político.
Francamente, vergonhoso.
É preciso que aprendamos a criar uma cultura na qual homens públicos passem a se comportar como estadistas.
Lamento o pensamento mesquinho de uns poucos picaretas da imprensa que só conseguem enxergar na atitude de Holanda Jr. um prefeito de pires na mão pedindo arrego para a oligarquia.
A população, maior interessada, cobra há anos que oposição e grupo Sarney deixem as diferenças para a arena política.
Sim, Sarney não serve, mas o governo do Estado não é propriedade de Roseana Sarney, como gestora, ela pode e deve ser provocada pelo município a atuar favoravelmente aos interesses da população.
Alguns idiotas por aí se ressentem do fato de que Edivaldo não cerrou fileiras em um seminário ridículo, patrocinado no fim do ano passado pelo governo do Estado com o único objetivo de fazer política para divulgar o pré-candidatura de Luís Fernando (Sem Partido) ao governo do Estado.
Bom, se o governo do Estado não sabe diferenciar interesses político-partidários do interesse da população, isso não é um problema do atual prefeito de São Luís.
Institucionalmente, governo do Estado e prefeitura Municipal tem que dialogar sim.
Pelo bem de São Luís.
Escrevo há quase dois anos no Blog Marrapá e sim, sempre o fiz por desencargo de consciência e crença em um projeto.
Não faço da minha atuação neste blog um meio de ganhar a vida, mas tenho tido sorte. Ao longo desse tempo, minhas colunas no blog ganharam leitores, que modéstia à parte, são diferenciados.
Não tenho a pretensão de informar as pessoas pela lógica do jornalismo tradicional. Minha vontade sempre foi a de provocar um debate mínimo no jornalismo em torno de questões que a maioria dos blogueiros não se interessa em discutir. Por ignorância algumas vezes, ou por rabo preso em outras.
Essa característica rendeu a mim o primeiro bom fruto, do qual me orgulho muito.
Fui convidada pelo Jornalista Lourival Bogéa a escrever no Jornal Pequeno.
Tenho uma relação afetiva com o jornal, o mais antigo em circulação, ao lado do Jornal O Imparcial.
Passei anos enterrada na biblioteca Pública Benedito Leite por horas a fio, vasculhando tudo que pude acerca do Jornal Pequeno e do jornalismo impresso em São Luís na segunda metade do século XX. Escrevi sobre o assunto umas boas 200 páginas de meu ensaio dissertativo na graduação, que teve indicação para publicação pela banca. Coisa que certamente farei em um futuro próximo. Vem daí meu afeto pelo JP.
Agradeço imensamente a lealdade dos leitores pelo apoio e também nos de crítica. Vocês sempre me incentivaram carinhosamente a fazer essa tarefa e são os responsáveis por essa nova etapa na minha rotina de “escrivinhações” e angústias compartilhadas.
Muito, muito obrigada.
Vemos-nos agora também as sextas-feiras, no Jornal Pequeno.
Contato: ligiateixeira@live.com
(no Twitter: @LigiaTex)
Leia abaixo trecho de informação publicada com estardalhaço na mídia Sarneysista:
Lobão será consultor da ONU
O programa do Governo Federal Luz para Todos deve ser a base para um programa mundial que será proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), será o consultor para a implantação desta ação em outros países da Africa, Ásia e América Latina. O convite ao ministro foi feito pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.
FONTE: Jornal O Estado do Maranhão

Lobão na ONU: Ontem processado por irresponsabilidade, hoje escolhido como como conselheiro da organização. Vá entender.
Não, querido leitor, este não é um texto para fazer (apenas) duras críticas ao Ministro e Senador Edison Lobão ( PMDB-MA). Quero aproveitar essa oportunidade para expor uma certeza que já nutro há anos a respeito da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial a respeito de sua atuação no Brasil.
Em 2001, a ONU processou o Maranhão. Motivo: A inoperância do estado na apuração das mortes no caso dos meninos emasculados. Entre 1991 e 2002, 47 crianças entre 9 e 14 anos foram assassinadas de modo bárbaro na periferia da região metropolitana de São Luís, sem que as autoridades de segurança pública do Maranhão conseguissem prender o responsável pelos crimes (Leia AQUI)
Adivinhe quais foram os governadores do Maranhão alvos do processo da ONU?
Sim. Roseana Sarney e ele, Edison Lobão, que governou o estado justamente nos primeiros quatro anos de maior ação do assassino em série, que tirou a vida de dezenas de crianças maranhenses (entre 1991 e 1994).
Agora pasmem! O mesmo Edison Lobão que foi processado pela ONU por lavar as mãos com sangue de crianças, é alçado à condição de consultor da instituição para “melhorar” as condições de vida da população em outras partes do terceiro mundo.
A ONU se associou a Rede Globo, através da UNESCO (organismo da ONU que cuida de questões ligadas a educação) para dar credibilidade ao suspeitíssimo “Criança Esperança”, justamente no momento em que pipocavam suspeitas e denúncias do desvio de verbas das doações feitas à emissora
(Leia AQUI como funciona a falcatrua do programa de doação da Rede Globo)
A ONU, por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI), passou anos escravizando o Brasil ao impor uma lógica perversa de geração de fundos para pagar a dívida do país, o que obrigava governantes a retirar recursos destinados à saúde, educação, segurança, etc, com a finalidade de gerar um tal superávit primário, capital especulativo para enriquecimento de especuladores globais.
A ONU é uma das instituições com a imagem mais positiva do planeta. Criticá-la é quase uma heresia aos olhos de grande parte da sociedade.
Mas…
Francamente, caro leitor, você confiaria numa instituição com esse retrospecto?
Pois é. Eu não.

Alcione cantando o hino nacional em manifestação feita no Rio de Janeiro, contra a lei dos royalties. Onde está o pecado?
Já dizia o príncipe prussiano Otto Von Bismarck, o unificador da Alemanha no século XIX: “Se o povo soubesse como são feitas as leis e as salsichas, jamais dormiria tranquilo.”
Estendo as palavras de Bismarck para me referir também à imprensa maranhense. Duvido muito que os jornalistas alinhados ao Sarney ou a oposição, leram o corpo do texto do projeto de Lei 2565/2011 que deu origem a lei que altera a redistribuição de royalties de petróleo entre estados e municípios brasileiros. ( Leia a tramitação AQUI )
Digo isso porque nunca antes na história destepaiz, vi uma artista maranhense ser tão brutalmente atacada quanto a cantora Alcione.
Veja bem, leitor, não morro de amores pela Marrom. Ao contrário, acho que especialmente ela e Joãosinho Trinta, do alto de suas bem sucedidas imagens no Rio Janeiro, erraram muito ao alugar a fama para render glórias e puxação de saco ao grupo Sarney. Artistas devem fazer arte, não política partidária.
Mas, num país em que tudo, inclusive a arte, depende de negócios com o Estado para sobreviver, Alcione acha que associar-se ao poder público para ganhar o pão, significa que ela tem que puxar o saco dos governantes. Paciência.
A questão é que, ainda que por motivos não muito nobres, Alcione está certa. A saraivada de ataques contra ela é injusta e motivada pela ignorância completa de que a Lei dos royalties, na verdade, é prejudicial ao Brasil como um todo. Sem bairrismos.
Ok, o Rio de janeiro é um estado rico e o Maranhão um estado pobre;
Ok, o Rio de Janeiro aplica mal os recursos advindos dos royalties do petróleo;
Ok, Alcione – embora more no Rio de Janeiro – é Maranhense e deveria ser solidária aos conterrâneos.
Concordo que é muito mais fácil (e dá muito mais IBOPE) acusar uma bem sucedida pessoa pública de trair seu estado natal, do que se dar ao trabalho de ler e interpretar uma lei chata e incompreensível aos olhos dos leigos.
Porém, façamos um esforço:
1 – A Lei dos royalties é uma agressão ao Brasil. Passa por cima de contratos internacionais que já estão em andamento e reforça a imagem do país como um lugar da bandalheira onde tudo é possível.
2 – A Lei dos royalties desmoraliza a Petrobrás, multinacional brasileira do setor de gás e petróleo que já sente os efeitos da perda de credibilidade ao sofrer forte queda de seu valor de mercado em 2012 (Leia AQUI)
3 – A redistribuição dos royalties , do jeito que está na lei, passa um cheque de bilhões de reais a centenas de prefeitos corruptos que poderão usar o dinheiro sem que haja uma destinação prévia do uso das verbas. (O rombo de quase 800 milhões de reais deixados por Castelo na prefeitura de São Luís, é um exemplo do método dos prefeitos no uso do dinheiro público).
Por que você acha que estados e municípios, liderados pelo senador José Sarney (PMDB-AP), lutam a todo custo para evitar que o dinheiro seja destinado especificamente à educação?
4 – A Lei desestabiliza as instituições, obrigando o Supremo Tribunal Federal, de novo, a legislar no lugar do Congresso Nacional, uma vez que ao aprovar uma lei que fere contratos e outras leis, a questão fatalmente será definida no STF, atrasando a execução de obras importantes da Petrobrás no país inteiro, o que significa desperdício de dinheiro público
Por fim, gostaria que os Maranhenses se colocassem no lugar dos Estados produtores de Petróleo.
A simples especulação de que o Maranhão receberia uma refinaria de petróleo foi suficiente para que os município de Santa Rita e Bacabeira, fossem tomados por uma multidão de pessoas esperançosas de conseguir um bom emprego. Junto com a multidão, aumentou a demanda dos municípios e do estado, obrigado a melhorar e ampliar a oferta de estrutura e serviços públicos para acolher toda essa gente oriunda de todas as partes do Brasil.
Pois é: Quantas milhares de pessoas desempregadas do Brasil inteiro (inclusive do Maranhão) você acha que o Rio de Janeiro e o Espírito Santo acolhem por conta da extração de petróleo em suas bacias?
Em Macaé, município do Rio que vive da indústria petrolífera, a prefeitura é obrigada a criar constantemente uma ampla estrutura de oferta de moradia, saúde, educação, segurança e afins para uma verdadeira diáspora de pessoas oriundas de outros lugares do Brasil e do exterior. Isso custa dinheiro, muito dinheiro e o município ao contrário de outros da região, oferece melhores condições de vida a essas pessoas. De onde vem o dinheiro? Dos royalties do Petróleo!
Não vou me dar ao trabalho de enumerar aqui os impactos ambientais (que são muitos, sim senhor) advindos da extração na camada pré-sal e que prejudicam apenas os estados produtores.
Alcione traidora?
Na verdade, muitas das críticas feitas à cantora Alcione estão mais situadas no campo da falácia – para desviar o foco principal da questão – e da inveja, do que necessariamente na condenação à posição pessoal da artista em relação à questão dos royalties.
Inveja sim.
É impressionante como o Brasil tem vocação para desmoralizar as pessoas públicas bem sucedidas.
Estou mentindo? De Pelé passando por Paulo Coelho à Xuxa. Basta ser bem sucedido no Brasil, para ser alvo implacável da condenação prévia e do ódio coletivo.
Para isso, basta que uma pessoa famosa emita uma opinião qualquer que contrarie o senso comum e pronto, ela é imediatamente alvo de linchamento moral.
As pessoas comemoraram o fato de que Alcione não foi chamada para a festa de Réveillon, promovida pelo governo do Estado, esquecendo-se talvez que o gesto pode muito bem ter sido uma retaliação do grupo Sarney (árduo defensor da lei dos royalties) ou pura fuga da própria Alcione, temendo uma ainda mais vexaminosa condenação pública de seus conterrâneos, insuflados por uma mídia burra que nem sequer sabe do que está falando.
Alcione, que leva o nome do Maranhão onde quer que ela vá (e nem precisava fazer isso) transformou-se, repentinamente, numa traidora do Estado por cantar o Hino Nacional num evento público de defesa legítima dos interesses do Rio de Janeiro?
Foi o Rio de Janeiro que acolheu Alcione (como tantos outros Maranhenses). Foi o Rio de Janeiro que lhe deu o nome nacional que ela carrega hoje. Se quisesse, Alcione poderia muito bem fazer como milhares de outros Maranhenses, que fugidos da pobreza da Baixada Maranhense e acolhidos na Baixada Fluminense, fazem um esforço cotidiano inclusive para mudar o sotaque, de esquecer onde nasceram.
Enfim, não consigo ver Alcione como traidora do Maranhão.
Sinceramente.
Vejo os implacáveis ataques feitos ao prefeito Edivaldo Holanda Jr. na blogosfera de aluguel do esquema Sarney e não posso deixar de me surpreender.
Me surpreendo porque é mais do que público, visível e notório que Edivaldo, no poder há menos de uma semana, recebeu a capital maranhense em estado deplorável.
Me surpreendo também porque ao contrário de Edivaldo, que não tem responsabilidade direta pelos desmandos administrativos que levaram São Luís literalmente para o buraco, esquece-se completamente do vizinho município de São José de Ribamar, administrado há quase uma década pelo grupo Sarney e cuja crise financeira explodiu recentemente, na impossibilidade de reajuste salarial do funcionalismo, definida pelo própria administração municipal.
Repito: O município de São José de Ribamar é administrado há quase uma década por Luís Fernando e seu afilhado político Gil Cutrim, ambos meninas dos olhos do grupo Sarney, que deseja transformar o modelo falido do município no modelo futuro de administração do governo do estado.
É uma lógica propositalmente deturpada essa da imprensa sarneysista: Ataca-se implacavelmente o prefeito Holanda Jr., que acaba de chegar ao poder fazendo oposição ao modelo do prefeito anterior, mas louva-se o atual Chefe da Casa Civil do Estado, pré candidato ao governo, que levou São José de Ribamar à falência.
Ainda teve escriba de aluguel por aí tentando jogar a crise da bela cidade balneária, acredite, num suposto reajuste de salário dos professores e nas costas do falecido ex-prefeito J. Câmara, que deixou o poder em 2003! Afinal, mortos não falam e não podem de defender, não é mesmo? (Leia a piada de mal gosto AQUI)
Resumo da ópera pela lógica torta do Sarneysismo: A crise em São Luís já é responsabilidade de Edivaldo Holanda Júnior, no poder há apenas seis dias. Já a crise de São José de Ribamar seria culpa de um prefeito morto que deixou o poder há dez anos, enquanto Luís Fernando, mentor da atual administração em crise, deve ser louvado dia e noite porque é o candidato do Sarney ao governo do Estado.
Faz sentido?
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