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Até testemunha no processo de cassação do governador Jackson Lago "pode" ter recebido bolsa da FAPEMA.

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão, FAPEMA, pode – considerando a possibilidade de homônimo, uma vez que não existe edital classificatório e a cópia do convênio firmado com a Secretaria de Educação do Maranhão não foi cedida ao blog – ter pagado o valor de R$ 40.000,00 ao senhor Fernando de Jesus Lima de Oliveira, testemunha de acusação no processo de cassação do governador Jackson Lago.

Fernando Oliveira foi testemunha no Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED), interposto pela coligação “Maranhão- A Força do Povo”, contra Jackson Kepler Lago e Luís Carlos Porto (vice-governador).

“Denunciei o prefeito (Humberto Coutinho) de distribuir kits de material de construção, com tijolo, cimento e telhas, como forma de comprar votos em favor da campanha de Jackson Lago”, explicou Oliveira.

Jackson Lago foi cassado pelo TSE em 04 de abril de 2009. Dois meses depois, o Fernando, bolsista da FAPEMA, recebeu R$ 2.000,00, referentes à primeira parcela da bolsa “de iniciação cientifica”.

O Ministério Público já investiga o uso político da FAPEMA. Vários políticos, ex-prefeitos e assessores receberam bolsas de incentivo que deveriam ser destinadas a estudantes que apresentassem projetos de iniciação científica. Segundo o blogueiro Décio Sá, “Por conta de denúncias de irregularidades envolvendo membros do PT, o secretário João Bernardo Bringel (Ciência e Tecnologia) está cancelando todas as bolsas da Fapema e Univima. Só vai ficar quem realmente está fazendo projetos para as duas instituições.”

O blog considera a hipótese de coincidência e espera o posicionamento da FAPEMA e do Governo do Estado.

Créditos pela pesquisa: Flawinha Costa

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