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Zé Reinaldo e Roberto Rocha: paixão antiga e “bandida”

Os tucanos Roberto Rocha e Zé Reinaldo nutrem uma paixão antiga, repleta de idas e vindas. Um célebre caso de amor mal resolvido.

Não é de hoje, muito menos dessa década, que os dois convivem em uma relação turbulenta. São várias histórias de crises, ilusões, desilusões e “algumas” traições.

A relação entre o senador e o deputado federal teve seu primeiro ponto de destaque em 2006, quando Zé Reinaldo era governador do Maranhão e articulou com sucesso a vitória de Jackson Lago (PDT) derrotando a oligarquia Sarney, no segundo turno.

No processo eleitoral, Roberto Rocha foi candidato a deputado federal pelo PSDB e graças a articulação de Zé Reinaldo que proporcionou três chapas (PSDB, PSB e PDT), o tucano teve a maior votação do pleito com 139.294 votos.

Nas eleições municipais de 2008, os dois ficaram em lados opostos. Zé Reinaldo apoiou Flávio Dino (PCdoB) e Roberto Rocha, então presidente do PSDB do Maranhão, apoiou o tucano João Castelo.

Em 2010, a maior rusga no relacionamento entre Zé Reinaldo e Roberto Rocha. O ex-governador, então no PSB, foi candidato a senador na chapa ao governo do então deputado federal Flávio Dino (PCdoB) e tudo apontava para uma vitória de Zé Reinaldo.

Apenas apontava, pois, Roberto Rocha não atendeu aos apelos de todos os membros da oposição a oligarquia Sarney e se lançou candidato ao Senado pelo PSDB.

O ex-governador credita, até hoje a Rocha a sua derrota para o Senado, em 2010. E conta para quem quiser ouvir que o Roberto recebeu muitas benesses da oligarquia Sarney para ser candidato a senador e atrapalhar seus planos. Foram eleitos os dois candidatos sarneyzistas, Lobão e João Alberto.

Em 2012, outra ruga na história dos dois. Roberto Rocha se filiou ao mesmo PSB de Zé Reinaldo para tentar ser prefeito de São Luís. Ainda ressentido com Rocha e com o controle do PSB nas mãos, o ex-governador decidiu minar o desafeto partidário internamente até inviabilizá-lo como candidato a prefeito.

Nas eleições municipais daquele ano, Zé Reinaldo apoiou a reeleição do prefeito João Castelo (PSDB) e Rocha acabou sendo candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Edivaldo Holanda Júnior (PTC) e com total apoio de Flávio Dino (PCdoB).

Em 2014, Zé Reinaldo e Roberto Rocha entraram novamente em conflito. Os dois queriam ser candidatos ao Senado na chapa, do franco favorito ao governo do estado, Flávio Dino. E quem levou a melhor na queda de braço foi Rocha. O ex-governador foi candidato a deputado federal. Os dois foram eleitos mas o ressentimento aumentou.

Em 2016, Roberto Rocha literalmente se empolgou com o mandato de senador. Ele tomou o controle do PSB, rompeu com Flávio Dino e lançou seu filho, o vereador Roberto Júnior candidato, a vice-prefeito pela sigla na chapa de Wellington do Curso (PP).

Zé Reinaldo caminhou por outro lado. O ex-governador apoiou a deputada federal Eliziane Gama (PPS). Os dois saíram derrotados das urnas e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior acabou reeleito.

Em 2018, ambos ensaiaram uma reaproximação. A “paixonite” entre Zé Reinaldo e Roberto Rocha culminou em uma aliança que não durou nem um mês.

Rocha, agora no PSDB, abriu as portas do partido para Zé Reinaldo com todo amor e carinho e prometeu a tão sonhada pré-candidatura ao Senado. O problema é que o ex-governador não acredita na viabilidade eleitoral do senador e trabalha diuturnamente na pré-campanha do seu novo “amor”, o deputado Eduardo Braide (PMN).

De fato, as mágoas e os ressentimentos, entre os dois estão longe de serem curadas e Zé Reinaldo continua preferindo ver o diabo do que subir no mesmo palanque que Roberto Rocha.