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Filiação de Waldir Maranhão enfrenta forte resistência da militância petista

Com a proximidade do final do período de “janela partidária”, no dia 06 de abril, os pretensos candidatos nas eleições de outubro continuam suas articulações de bastidores.

E um que não descansa é o deputado federal Waldir Maranhão (Avante). Waldir nutre o sonho de ser um dos candidatos de Flávio Dino ao Senado e quando percebeu que esta possibilidade estava longe tratou de conversar com Roberto Rocha, Hildo Rocha e até José Sarney.

A investida de Waldir junto às raposas não deu muito certo, então o parlamentar trouxe, novamente à tona, sua intenção de se filiar ao PT e ser o candidato do ex-presidente Lula ao Senado.

Waldir inclusive já preparou seu pedido de filiação que será encaminhado nesta segunda-feira (26) ao presidente do diretório estadual do PT, Augusto Lobato. O presidente vai encaminhar o pedido a executiva estadual para apreciação, e de acordo com informações de bastidores, Waldir já teria conseguido 10 assinaturas a favor da sua filiação (o suficiente para a aprovação).

A iniciativa de Waldir é uma tentativa de ganhar respaldo junto à militância do PT-MA, já que o deputado espalha para os quatro cantos que já possui a garantia de filiação do diretório nacional do PT.

O que Waldir parece desconhecer completamente é a eterna disputa de espaços e os conflitos entre as correntes e tendências do PT. O parlamentar pode até se filiar a sigla, mas ser candidato ao Senado já é outra história. O nome de Waldir teria que ser indicado e aprovado no congresso estadual e depois homologado na convenção. A história recente do PT já mostrou que isso não é tarefa fácil.

Outra questão que deve ser levada em consideração é o receio dos petistas com a reedição de um novo Fábio Gondim. O ex-secretário de estado de Roseana se filiou ao PT com o único objetivo de disputar as eleições de 2014. Gondim foi execrado pela militância do partido.

E estas não são, nem de perto, as maiores dificuldades que Waldir encontrará no PT. Nada se compara a enorme rejeição da militância petista. Os militantes não aceitam as chegadas de “estrangeiros” para a disputa da eleição majoritária, muito menos a de Waldir Maranhão.

Todo petista não esquece a relação entre Waldir e o presidiário Eduardo Cunha e os posicionamentos sempre a favor de pautas conservadoras como a da reforma trabalhista (que só tirou direitos dos trabalhadores).

O fato é que o PT-MA pertence a base de apoio do governador Flávio Dino e tem uma decisão prévia de apoio à reeleição do governador. Mesmo assim, o PT fica em uma sinuca de bico.

A militância petista apoiar o pré-candidato Weverton Rocha (PDT) não gera grandes traumas, afinal, o parlamentar foi um dos mais atuantes na luta contra o impeachment da presidente Dilma e é líder da oposição a Temer na Câmara. Apoiar Eliziane Gama (PPS) é inviável para a militância petista. A deputada votou a favor do impeachment.

O outro nome do PT para o Senado ainda é uma incógnita. A militância tem como primeiras opções dois postulantes do próprio PT: o ex-secretário de esportes Márcio Jardim e o professor Nonato Chocolate.

E é nessa interrogação que Waldir Maranhão aposta suas fichas. Se filiar ao PT é tentar surfar na onda de popularidade do ex-presidente Lula e “roubar” a vaga de um petista autentico. A situação de Waldir no PT não será nada confortável.