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Geral

A escolha de Gastão Vieira

A decisão de Gastão Vieira em apoiar o governador Flávio Dino (PCdoB) já estava sacramentada algum tempo, bastava apenas oficializar. O posicionamento do presidente do PROS aponta uma escolha sobre qual cargo concorrerá no próximo ano.

Ao aderir à base do governador Flávio Dino, Gastão abriu mão de disputar uma vaga ao Senado Federal, algo que ele também enfrentaria dificuldade caso permanecesse ao lado da oligarquia, em razão da concorrência com Sarney Filho (PV), Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB).

Um dos motivos para o rompimento com grupo Sarney foi a falta de apoio jurídico e político no processo que move para cassar o mandato do senador Roberto Rocha (PSB), hoje em lua de mel com o PMDB.

Sem mandato desde 2014, Gastão sabe que mais quatro anos sem um cargo eletivo seria determinante para o fim da sua carreira política, portanto, aposta na aliança com Flávio Dino para voltar à Câmara Federal.

E quem sabe, ter cacife suficiente para pleitear candidatura a senador futuramente.

Comantário

  1. Gastão não tem cacife.

    Foi Eleito Deputado Federal em 94, herdando a vaga deixada por Roseana- que foi candidata ao Governo;

    Teve sua votação reforçada em 98- e se tornou “o cara”- herdando os votos deixados pelo João Alberto, que foi candidato a Senador.

    A partir daí, só pegou correnteza a favor:
    Se tornou Secretário da maior Secretaria do Estado; e qdo saiu deixou Danilo Furtado, seu sobrinho, no lugar;

    Não foi Vice-Governador pelo PMDB (no lugar do Jura) pq não quis;

    Usou a legenda do PMDB pra se “projetar”, sendo Candidato a Prefeito de São Luís- e com um desempenho pífio sofreu um verdadeiro tiro pela culatra;

    Virou Ministro do Turismo com as bênçãos do ex-Presidente Sarney;

    (E em todo esse período seguiu se reelegendo, com esses votos dos outros).

    E depois de tantas ondas a favor:

    Resolveu se candidatar ao Senado. Aí perdeu uma partidinha e saiu chorando dizendo que doeu.

    Ah! Me poupe! Me faz lembrar uma frase quando eu era criança:
    “Não sabe brincar, não desce pro Play!”

    Depois, Flávio Dino ainda nem havia assumido o Governo e Gastão foi se oferecer, dizendo que poderia “ajudar” na articulação com Dilma, sem saber que Dino era da cozinha da Dilma, além do mais, deveria saber tb que planta que muda de lugar, não cria raíz.

    Resumir:
    Gastão é até um bom técnico, mas o gelo dele já derreteu, ou seja, não tem não voto; ficou tipo onça velha: “perdeu os dentes mas não perdeu a pinta”.

    Entretanto, se Flávio Dino quiser colocá-lo na garupa (que eu não acredito), passando na frente de uma série de aliados antigos, ele teria uma pequena chance, fazendo o que sempre fez:
    usar o voto dos outros; do contrário…

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