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Raimunda Célia: o arquivo vivo do esquema de agiotagem que relaciona os poderes do MA

A ex-gerente dos bancos BMG e Bradesco, Raimunda Célia Moraes Silva Abreu, acusada de agiotagem, estelionato e apropriação indébita, é o arquivo vivo capaz de explicar transações milionárias que relacionam a Câmara de Vereadores de São Luís, o deputado estadual Edilázio Junior e a desembargadora Nelma Sarney – candidata do oligarca José Sarney para suceder Cleones Cunha na presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Irmã do conhecido servidor do TJ, Francisco Adalberto, o Chicó, Raimunda voltou aos holofotes depois que o juiz Clésio Cunha vetou a quebra de sigilo de Nelma Sarney, na investigação em que a ex-gerente é acusada de fazer movimentações suspeitas nas contas da desembargadora e do genro, Edilázio Junior.

Clésio, diga-se de passagem, é o mesmo juiz que arquivou o inquérito que investigava a participação dos vereadores Astro de Ogum e Pereirinha, ex-presidentes da Câmara, no esquema de agiotagem com dinheiro público, alegando que os dois estavam sendo vítimas de constrangimento ilegal pela demora na conclusão do caso. Por coincidência, ele e Nelma Sarney respondem a procedimento administrativo no Conselho Nacional de Justiça, por suspeitas de beneficiarem um amigo íntimo da desembargadora em concurso para o tabelionato de Buriticupu.

Na edição de hoje do jornal Pequeno, o jornalista Lourival Bogéa revela que Edilázio fez um depósito suspeito de R$ 123 mil à sogra. Os dois culpam Raimunda Célia pela transferência. O site O Informante, também de Lourival, ainda releva que o deputado do PV, crítico ferrenho do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão, fez movimentações atípicas de R$ 6 milhões, montante distribuído entre Nelma e outras dez empresas ou pessoas. O COAF está apurando as suspeitas.

Aos poucos, fica evidente que Célia é o fio condutor, uma operadora de um esquema maior; de um quebra-cabeça prestes a ser montado pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Estadual.

2 Comnetários

  1. No final do post, o que está escrito não precisa acrescentar mas nada. Só resta o MPF, PF e MPE, sai em campo desatar esse nó, e tirar as duvidas da sociedade e punir os contraventores doa a quem doer.

  2. Vixe! Ela é irmã da Teresa Cristina Moraes que trabalha no gabinete do Min. Sarney Filho. Aquela da merenda escola!!

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