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Eleições de outubro devem consolidar a renovação na política do Maranhão

As eleições deste ano em São Luís devem consolidar uma mudança que começou ainda em 2012, e que vem ganhando força ao longo desses quatro anos: a renovação dos quadros políticos do Maranhão e o fim do discurso “oligarquia x oposição”. Em outubro, quem desejar ser prefeito da capital vai ter que apresentar um plano de governo com propostas que possam mudar a realidade das pessoas, ao invés de simplesmente apontar os defeitos de quem já esteve no poder.

Essa nova discussão política se confirma pelos quadros que até agora se lançaram pré-candidatos, como o próprio prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que venceu as eleições em 2012 com o discurso do “novo”, mas que agora vai ter que convencer a população de que a novidade valeu a pena. A deputada Federal Eliziane Gama que circula entre o grupo Sarney e o de Flávio Dino, mas que não representa um lado nem o outro; o deputado Bira do Pindaré que construiu sua carreira sem possuir nome ou parentesco na política local; Neto Evangelista, que já toma o espaço de Castelo no PSDB; Fábio Câmara que representa a nova safra de políticos do PMDB; Rose Sales que surgiu dos movimentos sociais e finalmente Wellington do Curso que mesmo com um discurso de trabalhar pelo social é o típico empresário bem sucedido que vislumbra uma chance de se consolidar politicamente.

Na verdade, de todos os pré-candidatos, apenas três representam a política que o eleitor de São Luís não aguenta mais: Andrea Murad e a desgastada oligarquia, Castelo o político antigo, envolto a denúncias de corrupção e Roberto Rocha Júnior o mais novo da dinastia dos Rocha fruto de outra família antiga da política maranhense. Mas o blog acredita que nenhum dos três confirme a candidatura.

Essa mudança começou em 2012 com a eleição de Edivaldo que derrotou Castelo, o eleitor dava o recado que estava cansando das mesmas caras de sempre e que desejava um prefeito com novas propostas e principalmente mais honesto, ficha limpa. Castelo perdeu pelo que deixou de fazer, pelas denúncias de corrupção e nem mesmo o dinheiro despejado na campanha foi capaz de alterar esse quadro. Em 2014, mesmo com máquina do Governo Estadual, Lobão perdeu no primeiro turno para Flávio Dino. Se antes “10 entre 10” políticos achava que eleição se ganhava apenas com dinheiro, a internet trouxe um maior empoderamento à população. Os blogs juntos com as redes sociais tiveram papel fundamental nesse quadro, os protestos pelas ruas é um reflexo desse novo eleitor que surgiu: Mais informado e muito menos tolerante, a prova disso é que em 2008, 16% dos eleitores se abstiveram de votar em algum candidato, em 2012 esse número subiu para 22%.

A oligarquia Sarney saiu do poder, perdeu força e hoje não tem nenhum nome forte para disputar as eleições na capital. Percebendo essa queda repentina o grupo Sarney trabalha para derrubar Dilma, assumir papel de destaque na política nacional e voltar com força em 2018. Roseana e Sarney sabem que o PMDB está em decadência no Estado, que não possuiu nenhuma chance nas eleições de outubro e uma nova derrota para o governo deve decretar o fim da oligarquia que ainda sobrevive “respirando por aparelhos”.

As manifestações que começaram em 2014 pelo Brasil inteiro, inclusive em São Luís, mostraram que o eleitor deseja mais transparência e eficiência nos serviços públicos, ou seja, uma nova postura política. Exatamente o que ocorre aqui no Maranhão. O candidato que desejar vencer as eleições na capital vai ter que apresentar uma perspectiva de um futuro melhor para São Luís; solução para problemas crônicos como buracos, falta de saneamento básico, saúde e moradia; um bom histórico que comprove competência e honestidade e sem um passado de corrupção principalmente.

Vai ser um desafio enorme, até porque os próprios marqueteiros se acostumaram a trabalhar o discurso do “bonzinho contra o mal”, por muito tempo ficamos sem alternativa, assistindo a baixarias no horário eleitoral e nos jornais.  Além disso, os candidatos vão ter que caprichar no discurso já que a minirreforma eleitoral limitou e muito o trabalho dos publicitários.