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Fátima Travassos nega ter favorecido Ricardo Murad

fatima-travassos (1)Ao jornal Folha de São Paulo, a ex-procuradora-geral de Justiça do Maranhão, Fátima Travassos, acusada pelo Ministério Público de ter livrado de um processo criminal o cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PSDB), afirma que está sendo perseguida e que o caso já foi julgado a seu favor no Conselho Nacional do Ministério Público. De acordo com a Promotoria, que ajuizou a ação de improbidade administrativa contra a ex-procuradora, Travassos pediu ao Tribunal de Justiça, em 2011, que rejeitasse uma denúncia contra Ricardo Murad, que já havia sido aceita anteriormente, “sem qualquer razão jurídica consentânea com o papel do Ministério Público”.

Segundo a ação, Travassos tomou essa atitude porque ela e Murad são amigos pessoais. Ela nega. “Eu dei um parecer [favorável a Murad] que foi feito por uma assessoria competentíssima. Foi feito com fundamento, com substância jurídica na doutrina, na jurisprudência e na lei. Tanto é que, se eu tivesse errado, o tribunal decidiria [manter Murad como réu]”, afirmou Travassos à reportagem.

Segundo a ex-procuradora, a denúncia contra Murad -então acusado de formação de quadrilha e fraude em licitações- era “genérica”, sem provas e não individualizava as condutas dos réus, como exige a legislação. “Eu recorro de tudo, inclusive em favor do réu quando a injustiça é feita. Quem tinha o poder para fazer as licitações eram outras pessoas. Só porque o Ricardo Murad era conhecido por ‘gerentão’, então ele era [considerado] responsável por tudo”, disse. O advogado da ex-procuradora-geral, João Batista Ericeira, afirmou que ela é vítima de perseguição dentro do Ministério Público -instituição que chefiou de 2008 a 2012. Ericeira também negou que a Travassos seja amiga pessoal de Murad. “A ação [de improbidade ajuizada] é toda baseada em decisões já transitadas em julgado no Conselho Nacional do Ministério Público. O objetivo claro dos adversários políticos dela [Travassos] é execrar a imagem dela, porque temem que ela volte a se candidatar [à Procuradoria-Geral], e ela tem muita popularidade dentro do Ministério Público”, disse o advogado.

O CASO — O processo contra Murad referia-se ao período em que ele chefiou a Gerência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Luís, em 2005. Mais tarde, ele virou secretário de Saúde no governo da cunhada, Roseana. Murad também é réu no atual processo. Os promotores Tarcísio Bonfim e João Leonardo Leal pedem à Justiça que condene os réus à perda de função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o governo. Os promotores não quiseram comentar a ação enquanto. A reportagem não localizou o advogado de Murad.

5 Comnetários

  1. ISSO É O QUE ELA DIZ, MAS OS FATOS E PROVAS DIZEM AO CONTRÁRIO. NO PROCESSO O QUE MENOS IMPORTA É O QUE O ACUSADO DIZ, O QUE TEM PREPONDERÂNCIA SÃO AS PROVAS. O BANDIDO SEMPRE NEGA OS FATOS. EXCETO NA LAVA JATO. ONDE PRENDE PARA SER PREMIADO PELA DELAÇÃO. ATÉ QUE PODERIA SER USADO ESSA TÉCNICA AQUI NO MARANHÃO.
    QUEM NO MARANHÃO, OU SEJA, OS QUE ACOMPANHAM A VIDA POLÍTICA DO ESTADO, NÃO SABEM DA EXISTÊNCIA DESSA COMANDITA. ELA ESTÁ QUERENDO FAZER POUCO DA INTELIGÊNCIA DAS PESSOAS.
    ELA VAI TER QUE RESPONDER. JÁ É ALGUMA COISA. NA ÉPOCA DELA, ELA MESMO EVITAVA ESSE IMPORTUNO, COMO FEZ COM O “CHEFE” E AMIGO, LUCIUS ANTONIUS RUFUS APPIUS – LARAPIO. MELHOR: RJM.

  2. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO MA é todo fraco, medroso, dependente, pusilânime. Há muitas ações a serem impetradas e os belos promotores em seus ternos caros e suas Hilux SW4, com raras excessões nada fazem.
    Pra começar no interior a dependência dos promotores que os prefeitos paguem seus alugueis e gasolina, muitas vezes gera uma relação de dependência que fere a isenção.
    Muitos do meio para o fim da carreira sonham em ser Desembargadores, se tornam capachos do Executivo.
    Se considerarmos o custo bilionários do MPE eu acredito que não compense seu trabalho.
    Há muita desonestidade em todos os entes públicos e pouca firmeza do MPE.
    Parabéns ao sr.JOÃO LEONARDO pela rara coragem.

  3. São todos farinha do mesmo saco, MP, Governo. Um assopra o outro passa a mão, uma minoria, ou quase nada, tomam alguma atitude, talvez até com algum interesses prejudicado. O que eles querem é se dar bem nesta categoria, bom salário e mordomias, na verdade não querem trabalhar mesmo faz que trabalham, um banco de preguiçosos, mesmo se quisessem trabalhar poria todos na cadeia.
    Tanto Fátima Travassos como Ricardo Ratom Murad são dois bandoleiro, ambos abusaram das suas funções de maneira mais acintosa, que se pode imaginar, duas aves de rapina, que praticamente saquearam o Estado em benefício próprio, abuso excessivo de poder em detrimento dos menos favorecidos. Todos eles deveriam ser banido da vida pública, para criarem vergonha na cara ou focinho, e não ficarem debochando das pessoas honestas.

  4. Essa interminável briga pelo comando do Ministério Público do Maranhão é que acaba com essa instituição. A turma de Raimundo Nonato Carvalho e de Fátima Travassos se digladiam o tempo inteiro usando o CNMP, Judiciário e imprensa. E esquecem do escândalo maior dessa instituição que é aquele horroroso prédio intitulado pela sabedoria popular de Espeto de Pau, onde foi desviado dezenas de milhões de reais e até hoje ninguém foi punido! Uma vergonha pra essa alquebrado instituição.

    Esses promotores da probidade administrativa deveriam ver primeiro a elucidação desse escândalo maior, dando uma satisfação à sociedade, pra depois se preocuparam em fazer politicagem em favor do grupa A ou B. O provincianismo dessa instituição enoja todos nós maranhenses! Cruz Credo!

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