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Ex-procuradora geral usou veículo do MP para fazer compras e ir ao salão de beleza

travassosO ilegal uso de uma Toyota Hilux SW4, pertencente à frota do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e do trabalho de um servidor público do órgão para fins particulares pela ex-procuradora geral-de justiça Fátima Travassos, levou a ex-gestora a ser citada como acusada em Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa, ajuizada, em 16 de abril, pelas 28ª e 30ª Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio e da Probidade Administrativa de São Luís.

A prática afrontou a Lei 8.429, de 2 de junho de 1992 (Lei de Improbidade) e a Lei 1.081, de 13 de abril de 1950, segundo a qual “os automóveis oficiais destinam-se, exclusivamente, ao serviço público”.

Além das leis, o uso ilegal do veículo, de placas PGJ 001, também desrespeitou o Ato Regulamentar Nº 06/2005, de 29 de dezembro de 2005, do próprio MPMA. O ato “dispõe sobre as formas de aquisição e utilização de veículos no âmbito do órgão”.

Na ação, motivada por representação encaminhada pela procuradora de justiça Themis Pacheco, os promotores de justiça Tarcísio Sousa Bonfim (30ª Promotoria de Justiça) e João Leonardo Sousa Pires Leal (28ª Promotoria de Justiça) também questionam as ordens dadas por Fátima Travassos a um servidor público que trabalhava como motorista do veículo para que ele ficasse à disposição dela quando realizava tarefas de natureza particular.

No curso das apurações do Inquérito Civil nº 40/2014, que fundamenta a ação, os promotores de justiça verificaram que Fátima Travassos fazia uso do veículo e do trabalho do servidor público para deslocar-se a casamentos, agências de viagens, bancos e farmácias.

Eles também constataram que Travassos usava o veículo e os trabalhos do servidor público para ir, semanalmente, a um salão de beleza localizado no bairro Renascença II. Ao chegar ao estabelecimento, ela determinava ao motorista do veículo oficial que ele retornasse ao prédio da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) ou que fosse à residência dela e, posteriormente, voltasse para buscá-la.

Ainda de acordo com as investigações, a mesma coisa acontecia quando Travassos indevidamente usava o veículo para ir ao São Luís Shopping, determinando ao motorista que ele ficasse à sua disposição, aguardando-a no estacionamento do centro comercial.

Outro exemplo de utilização ilegal é o que houve em 26 de dezembro de 2011, quando a ex-procuradora-geral Fátima Travassos fez uso do veículo e dos trabalhos do servidor público para seu transporte e de sua filha, Fabéri Travassos, ao São Luís Shopping Center, para fazer compras e providenciar o conserto de um tablet.

A Toyota SW4 também era usada ilegalmente por Fátima Travassos para ir a casamentos, ocasiões em que ela determinava ao motorista que a deixasse no local da festa e levasse o veículo para a residência dele para, na manhã seguinte, apresentar-se ao local de trabalho.

4 Comnetários

  1. Essa patacoada só podia ter partido da desocupada da themis Pacheco. Desperdiçam o dinheiro do contribuinte com processos idiotas para fazer politiquinha. até quando pagaremos a conta dessa fogueira de vaidades?

  2. INCRÍVEL. QUANTOS COMENTÁRIOS IMPREGNADOS DE VEIS CORRUPTO. TODA AÇÃO DE MALVERSAÇÃO DOS RECURSOS (VALORES, BENS E PESSOAL) PÚBLICO FEITO POR QUEM QUER QUE SEJA, TEM MESMO QUE SER APURADO, E NÃO, DE LOGO CONDENADOS OS SUPOSTOS MALFEITORES, COMO A ELITE PODER TENTA FAZER. APESAR QUE EM ALGUNS CASOS NEM PRECISARIA SER PROVADOS, MAS O SISTEMA NÃO ADMITE CONDENAÇÃO SEM PROCESSO, QUE É O INSTRUMENTO LEGAL PARA APURAR.
    QUANTO AO ASSUNTO DA MATÉRIA. ORA, ALGUNS SE PRENDEM EM QUESTÕES MENORES. NO PRESENTE CASO, NÃO INTERESSA SE MOTIVO PESSOAL OU DISPUTA POR ESPAÇO, O QUE INTERESSA É QUE A DONA ENVOLVIDA PINTOU E BORDOU COM OS RECURSOS PÚBLICOS (VALORES, BENS E PESSOAL), COM ISSO TEM QUE NÃO RESPONDER, NÃO INTERESSA QUE ESTÁ DENUNCIADO.
    DEVEMOS FICAR ATENTO PARA O CASO DO ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO DA PGJ POR ELA NOMEADO. SÓ PARA LEMBRAR. TRAMITA UMA AÇÃO DE IMPROBIDADE CONTRA DEVIDO O ENVOLVIMENTO COM OS DONOS DE POSTOS DE GASOLINA. LEMBRAR! POIS É, ELE FAZIA PARTE DA COMANDITA, COMO DIZIA RAIMUNDO NONATO DA SILVA, VULGO “JAIRZINHO”.

  3. “Devemos queimá-la viva por esse ato ou mandá-la para Indonésia”? Tanta coisa mais importante, que as vezes duvido muito dessa justiça, e dizer que esse pessoal todo são ‘DOTORES’.

  4. Sei não, mas essa ação tem cheiro de perseguição e briga interna no órgão que já vem de longe…

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