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Com o fiasco do Fundema, Edinho tenta imputar ilegalidade à campanha limpa de Flávio Dino

Proposta de Dino para arrecadar doações foi utilizada inclusive pela presidente Dilma Rousseff, em 2010.
Proposta de Dino para arrecadar doações foi utilizada inclusive pela presidente Dilma Rousseff, em 2010.

Duas vezes condenado à prisão por crimes contra a administração pública e por não pagar os direitos trabalhistas de funcionários, o candidato a governador Edinho Lobão (PMDB) tenta a todo custo imputar uma ilegalidade que não existe à campanha do adversário Flávio Dino (PCdoB).

Nos últimos dias, blogs e o próprio site do candidato Edinho buscam, sem êxito, dar um ar de ilegal à proposta do oposicionista de lançar um site para arrecadar de forma participativa doações para sua campanha de governador.

A iniciativa é inédita no Maranhão, mas está presente em outros lugares dentro e fora do Brasil.

Um dos exemplos é o de Marcelo Freixo, que disputou a prefeitura do Rio de Janeiro pelo Psol em 2012. Ele arrecadou pela internet 15% de todas as doações recebidas em sua campanha. Freixo usou o mesmo sistema que hoje é usado por Flávio Dino. O candidato do Rio arrecadou R$ 162 mil em doações online.

Antes disso, em 2010, as então candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva também usaram o modelo de arrecadação online.

Fora do Brasil, as doações online já estão presentes há mais tempo. O maior exemplo é do presidente dos EUA, Barack Obama. Em 2008, ele arrecadou cerca de meio bilhão de dólares pela internet. Em 2012, o valor foi ainda maior: US$ 690 milhões, mostrando o uso crescente desse modelo.

Diferentemente da proposta transparente do candidato da oposição, o playboy da TV Difusora fez de tudo para viabilizar a criação de um “fundão da corrupção” com o propósito de financiar a sua campanha eleitoral com dinheiro público.

Com o Fundema, Edinho pretendia despejar R$ 4,5 bilhões em recursos provenientes do BNDES nas contas de prefeituras aliadas, numa tentativa desesperada de cooptar prefeitos e reverter a rejeição ao seu nome entre as lideranças políticas do interior.

A armação, no entanto, foi desbaratada a tempo pela Justiça Federal e contestada por executivos do próprio BNDES, inviabilizando os planos do candidato do grupo Sarney de comprar as eleições deste ano, assim como sua aliada Roseana fez no pleito de 2010, por meio da liberação de quase R$ 1 bilhão em convênios eleitoreiros.

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