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Espaço do leitor: O funk ostentação da família Sarney

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Artigos de luxo tentam reluzir uma prosperidade maranhense que é restrita a poucos. O que fica é a ostentação exacerbada de uma família monárquica em decadência.

Por Letycia Oliveira – jornalista

Há exatos nove meses, a neta de Sarney, Maria Fernanda Sarney, deu uma festa de casamento para mais de 1000 pessoas nos jardins luxuosos do seu pai, Fernando Sarney. A comemoração foi uma prova da ostentação que a oligarquia faz questão de impor para a sociedade maranhense. O evento contou com a presença de políticos como o deputado Hugo Napoleão, o ex-ministro Silas Rondeau e o senador Renan Calheiros.

A decoração foi composta dos mais sofisticados artigos encontrados no mundo das festas da burguesia brasileira como: iluminação de led, flores ornamentais, salão com chão de vidro… A noiva usou um vestido assinado por um grande estilista brasileiro Samuel Cirnansck, que deve ter custado no mínimo 20 mil reais. Todas as mulheres que marcaram presença na cerimônia estavam vestidas com modelos assinados por outros estilistas renomados no mundo da moda. Além do vestido, a noiva também apareceu com joias e uma coroa que, como manda a tradição da família, faz parte dos casamentos de todas as mulheres desde a sua avó D. Marly Sarney, uma prova de que eles ainda tentam seguir os modelos de uma monarquia, como na França de Maria Antonieta há mais de 200 anos atrás, onde a monarca ficou conhecida pela frase “se o povo não tem pão, que comam brioche”.

Assim como Antonieta, Roseana gosta de jogos e festas glamorosas e usa o luxo para impor uma imagem de prosperidade na sociedade maranhense. Só lembrando que a queda de Maria Antonieta culminou na Revolução Francesa quando o povo levantou-se contra a monarquia reivindicando melhores condições de vida e liberdade de ideias e crença. Será que a governadora do Maranhão terá o mesmo fim da rainha da França? Assim como naquela época até hoje o governo vive às custas da pobreza da população. Enquanto nas mansões da família Sarney se come lagosta e foie gras (patê de fígado de ganso, uma iguaria da culinária francesa) o Maranhão aparece nos principais noticiários nacionais e internacionais como o estado pobre e onde a violência mais cresceu nos últimos anos, aqui o povo vive sem acesso à educação, saneamento básico, infraestrutura e alimentação.

Parece irônico, mas três meses depois da grande festa de casamento da neta do ex-presidente e senador do Amapá, José Sarney, começa uma rebelião na penitenciária de Pedrinhas onde cabeças de detentos rolaram pelos corredores do presídio. As cenas foram gravadas e chocaram o mundo inteiro. Como se não bastasse, alguns meses depois, a menina Ana Clara, de 6 anos, morreu queimada, vítima de um atentado violento a um ônibus na capital São Luís, e é instalada uma grande crise na segurança pública do Maranhão. Desde então, a mídia tem noticiado todos os dias as atrocidades e o descaso que o povo maranhense anda sofrendo há anos.

Esta semana o programa Cidades e Soluções, do canal a cabo Globo News da TV Globo, exibiu uma matéria falando sobre problemas de saneamento básico no mundo, o vídeo começa com a seguinte frase: “Que tal viver em um planeta onde tem mais pessoas com acesso a telefone celulares do que a banheiros?”. Na matéria, novamente o Maranhão foi pauta, a cidade de Milagres do Maranhão apareceu como o município com menor número de banheiros do Brasil, 67% dos domicílios não possuem sanitários, a população tem que fazer suas necessidades no mato e ficando expostos a todo tipo de doenças.

Esta é a realidade do Maranhão onde a oligarquia Sarney está no poder há quase 50 anos ostentando luxo e vivendo às custas da miséria da população. O povo Maranhense podia fazer como os franceses fizeram na revolução e pedir: “Liberté, Egalité e Fraternité” (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) para o Maranhão.

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