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A crise tem nome e sobrenome: Roseana Sarney Murad

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A desistência da candidatura de Luís Fernando reafirma a natureza oligárquica do sistema de poder instalado no Maranhão há 50 anos. Mais uma vez fica comprovado o poder da “panelinha” que se acha dona do Maranhão e que agora tenta colocar Edinho Lobão como o herdeiro do “trono”. Afinal, ele pertence exatamente a uma dessas “castas nobres” que conseguiu transformar um Estado rico em uma referência nacional de desgoverno e de injustiças sociais.

Desde sábado, porta-vozes do grupo Sarney tentam, em vão, encontrar o discurso que justifique as duas derrotas na sequencia: Roseana desistiu do Senado e Luís Fernando desistiu do Governo. Desesperados, tentam “fabricar” crises entre os partidos da oposição, cada vez mais unidos. E a crise aumentou com a declaração do PSDB e do PPS de que rejeitam publicamente as ofertas do grupo Sarney e que irão caminhar no campo da oposição.

Analistas buscam entender o que está acontecendo, com a queda tão vertiginosa do “império”. Há várias explicações possíveis, porém a mais relevante está no fraco governo que Roseana Sarney está fazendo. Em todos os planos, o governo é um fracasso, associando incompetência com corrupção.

A verdade é que não adianta trocar de candidato 20 vezes, se quem sai ou quem entra para a disputa está atado a esse governo cuja realização mais notável neste ano foi a escandalosa aquisição, com dinheiro público, de alimentos de luxo para os banquetes do Palácio.

Para Luís Fernando, e agora para o hipotético candidato Edinho Lobão, a crise é a mesma e chama-se: Roseana Sarney Murad.