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A oligarquia que humilha

ROSEANA E SARNEYCada dia vai ficando mais evidente a prepotência que marca o domínio do grupo Sarney. A verdade é que, nesses 50 anos, o senador Sarney comandou muitas operações de humilhações impostas contra aliados e adversários.

Todos lembram como o senador Cafeteira foi transformado, na reta final da eleição de 1994, em suspeito de ASSASSINATO, para que a filha Roseana pudesse “vencer” uma eleição que na realidade não venceu. Foi o famoso caso Reis Pacheco. O morto, por sua vez, apareceu bem vivo antes do dia da eleição e desmentiu em pessoa a farsa.

Contra Jackson Lago, os ataques foram feitos anos a fio, com um ódio incomparável. Até insinuações de ligações de Jackson com o tráfico de drogas foram feitas. E ninguém deve esquecer as publicações diárias de fotos destinadas a difamar, como uma em que, aparentemente, Jackson estava atrás das grades.

Mas um fato que às vezes fica despercebido veio à tona com o episódio da “desistência” de Luís Fernando. A humilhação se estende também aos aliados, que são tratados impiedosamente logo que descartados como “chupa de laranja”.

Luís Fernando foi obrigado a desistir por força dos gritos e humilhações que sofreu nas mãos de Roseana. A declaração cruel do senador João Alberto, segundo o qual Luís Fernando “amarelou“, é mais uma prova da truculência como método de ação política do último coronelismo brasileiro.

Essa página triste se soma a outras recentes. Por exemplo, o desrespeito a Arnaldo Melo – tratado como inimigo – e a ordem para Washington “aceitar” uma vaga no Tribunal de Contas, onde passará o resto da vida respondendo a um processo para tirá-lo do cargo.

Assim, com prepotência e humilhações, o senador Sarney e sua filha construíram as condições para o fim desse mando ditatorial, que caminha para um fim melancólico.

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