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O perfil do novo porta-voz de Roseana Sarney

Enrolado até o pescoço com o escândalo dos convênios fantasmas da Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes), Fernando Fialho foi encarregado pela governadora Roseana Sarney (PMDB) para tentar explicar, à equipe da Rede Globo, por que o enriquecimento do estado não se refletiu na melhoria das condições de vida dos maranhenses.

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Em reportagem de mais de cinco minutos, exibida na noite de ontem, o Jornal Nacional mostrou que o Maranhão continua sendo o campeão em desigualdade do Brasil, com os piores índices sociais, apesar do seu PIB ter aumentado 15,3% entre os anos de 2010 e 2011.

Procurada “insistentemente” para tentar justificar este absurdo, a governadora silenciou, e jogou a batata quente na mãos do secretário. Não poderia ter escolhido um porta-voz mais adequado…

Investigado pelo Ministério Público do Maranhão, Fernando Fialho é acusado despejar milhões de reais nos cofres de entidades suspeitas e inexistentes – a maioria delas ligadas a político aliados do grupo Sarney.

Pelo menos 105 convênios foram celebrados entre a secretaria comandada por Fialho e essas entidades, para a execução de obras que nunca saíram do papel.

O caso mais emblemático é o do Grupo de Ação Social Vera Macieira, contemplado com mais de R$ 3 milhões para a melhoria de ruas em um povoado inexistente, na Raposa, região metropolitana de São Luís.

Após denúncias da imprensa e cobrança dos deputados estaduais de Oposição, ficou constatado que nem mesmo a sede da Vera Macieira funciona no endereço indicado nos contratos dos convênios. No local onde supostamente funcionaria a entidade – que leva o nome da avó da governadora – existe apenas uma plantação de mamona.

Em outro caso, o prefeito de Viana, ex-deputado Chico Gomes (PMDB), também denunciou a existência de irregularidades na execução dos convênios autorizados por Fialho para o município, no valor de R$ 1.095,304,67, para recuperação de caminhos de acesso em alguns povoados.

De acordo com o prefeito, que já foi líder do governo Roseana na Assembleia Legislativa do Maranhão, o dinheiro destinado à cidade foi todo utilizado por um dos seus adversários políticos para comprar votos nas eleições municipais de 2012.

Um dos promotores responsáveis pelo caso, Paulo Avelar, da promotoria das Fundações, garantiu que as investigações contra Fernando Fialho estão em andamento e, no máximo até o final do mês, ele deverá ser intimado para dar explicações sobre as acusações de desvio de recursos dos convênios firmados pela Sedes.