Uirauchene: de paladino da moralidade sarneyzista a condenado a prisão por extorsão e sequestro - Marrapá

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Uirauchene: de paladino da moralidade sarneyzista a condenado a prisão por extorsão e sequestro

Uirauchene recebendo orientação do deputado Sousa Neto, genro de Ricardo Murad, durante protesto na Assembleia.
Uirauchene recebendo orientação do deputado Sousa Neto, genro de Ricardo Murad, durante protesto para chantagear governo Flávio Dino

O empresário do transporte indígena Uirauchene Alves, que tentou pressionar o Governo e se transformou em paladino da mídia oligárquica, sobretudo dos deputados ligados ao clã Sarney, foi condenado a 14 anos e 7 meses de prisão por extorsão mediante sequestro. A decisão foi do juiz federal José Magno Linhares, da 2ª Vara da Justiça Federal do Maranhão e prevê pena cumprida inicialmente em regime fechado.

Uirauchene se tornou figura fácil nos jornais, blogs e rádios da família Sarney quando acorrentou uma dúzia de índios no Palácio dos Leões e, posteriormente, na Assembleia Legislativa para achacar o Governo a pagar dívida irregular deixada pela ex-governadora Roseana Sarney referente ao transporte escolar indígena dos anos de 2013 e 2014.

UIRAUCHENEPatrocinados pelos deputados Sousa Neto, Adriano Sarney, Andrea Murad e Wellington do Curso, os índios foram usados pelo empresário e permaneceram vários dias em condições insalubres para atender aos anseios de Uirauchene e transformar a situação em pauta para a mídia oposicionista denegrir a imagem do governador Flávio Dino.

Passados quatro meses, a máscara do silvícola com sobrenome da nobreza portuguesa caiu e a Justiça Federal, de acordo com denúncia do Ministério Público Federal de 2004, o condenou pelo sequestro de dois funcionários da FUNASA, que permaneceram oito dias em poder dos indígenas.

A sentença da Justiça Federal considera a situação de Uirauchene como “grave, pois o acusado figurava como representante dos direitos indígenas, exercendo posição de liderança na comunidade, e ao invés de zelar pela paz e ausência de conflitos entre os índios e a FUNASA desse modo não procedeu, devendo ser aplicada maior reprovabilidade a sua conduta”.

Prestes a ir para a cadeia por um crime que ele disse não ter cometido, o empresário soma mais uma mentira no rol que já inclui propina para assessora do governador e sequestro de índio pelo Governo.

Depois de ser santificado pela oposição como soberano de todas as verdades, Uirauchene agora se vê acuado com a realidade.

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