Sarney faz valer o termo "oligarquia" - Marrapá

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Sarney faz valer o termo “oligarquia”

Nunca antes na história do Maranhão o grupo Sarney deu tanto sentido ao termo “oligarquia”, usado por adversários e estudiosos para demarcar os cinquenta anos de dominação iniciados com a chegada de José Sarney ao Palácio dos Leões.

De uma chibatada só, o oligarca mais longevo do país, acuado com a possibilidade de ser sepultado politicamente no pleito de outubro, quer eleger, a todo custo e sem qualquer pudor, um “governo de poucos” composto por filho, filha, neto, parentes, amigos e clãs agregados.

Estão na disputa Roseana Sarney (governadora), Sarney Filho (senador), Fernando Sarney (coordenador da campanha da irmã) Adriano Sarney (deputado estadual), Ricardo Murad (cunhado de Roseana), Andrea Murad (filha de Ricardo) Sousa Neto (genro de Ricardo), Edilázio Junior (genro de Nelma Sarney), Edison Lobão (pupilo de Sarney) Edinho Lobão (filho de Lobão).

Lobinho quer continuar suplente do pai Lobão por mais 8 anos. Ricardo quer se eleger, eleger a filha e ainda arrastar o genro. E Sarney, além de trabalhar para emplacar os herdeiros com o apoio de Temer, sonha em ter o Adriano por mais quatro anos no parlamento estadual e, de quebra, contemplar a cunhada Nelma com a eleição do genro Edilazio

Deve ser por isso que as recentes sondagens qualitativas apontam que a rejeição do eleitorado aos sobrenomes Sarney, Murad e Lobão será preponderante para reeleger Dino ou definir seu sucessor.

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