Livro de marqueteiro de Flávio Dino sobre eleição de Bolsonaro é destaque nacional - Marrapá

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Livro de marqueteiro de Flávio Dino sobre eleição de Bolsonaro é destaque nacional

O recém-lançado livro ‘Eleição disruptiva – Por que Bolsonaro foi eleito’, de Maurício Moura e Juliano Corbellini, marqueteiro do governador Flávio Dino, repercutiu em matéria no Estadão.

A obra conta a história da eleição de um presidente com reduzido tempo no horário gratuito de TV, estrutura partidária e com discurso anti-sistema em um país de 210 milhões de habitantes, rompendo um ciclo de seis eleições disputadas por dois partidos tradicionais.

Em 167 páginas, os autores avaliam a polarização durante a eleição entre o “Partido da Lava Jato” – como definem o discurso público adotado pelo então candidato do PSL contra a corrupção e os partidos tradicionais – e o lulismo. “Foi essa grande polarização que elegeu o Bolsonaro”, disse o economista Maurício Moura, fundador do instituto de pesquisas Ideia Big Data e professor da Universidade George Washington, nos EUA. Ele também cita a rejeição ao PT como fator decisivo no pleito de 2018.

Para Juliano Corbellini, doutor em ciência política e outro autor do livro, os efeitos da eleição já são sentidos nos primeiros meses de governo, que inaugura uma nova realidade em comparação com os presidentes anteriores, que governaram segundo a cartilha do presidencialismo de coalizão, buscando consensos para obter maiorias e, assim, governar.

“Nos governos de Fernando Henrique e Lula, os movimentos eram moderadores, buscavam o centro: FHC com o PFL, Lula buscou o PMDB. Eram movimentos para o centro e as mudanças eram feitas a partir de negociação e concessão”, avaliou Corbellini, que acredita que o estilo de Bolsonaro será sempre diferente. “Estimular o conflito me parece ser uma lógica estratégica do governo”.

Para Corbellini, a complexidade do grupo que elegeu Bolsonaro – que vai de evangélicos a liberais, pessoas decepcionadas com a segurança pública, defensores da flexibilização do porte de armas e críticos ao PT – torna mais difícil a tarefa de governar. “A lógica do presidente parece ser justamente ir alimentando pontualmente cada um desses grupos que o elegeram”.