Lava Jato: Há cinco anos, Youssef era preso em São Luís com mala de dinheiro para Roseana - Marrapá

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Lava Jato: Há cinco anos, Youssef era preso em São Luís com mala de dinheiro para Roseana

Considerada a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve, a Operação Lava Jato começou em 17 de março de 2014, quando foram cumpridos 128 mandados judiciais no Maranhão, Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Entre os presos estavam o doleiro Alberto Youssef, detido no Hotel Luzeiros, em São Luís.

Em depoimento prestado à Polícia Federal, em novembro daquele ano, Youssef revelou que pagou pessoalmente, no dia em que foi preso, em nome da UTC, propina de R$ 1,4 milhão que seria destinada ao então chefe da Casa Civil do governo de Roseana Sarney, João Abreu. O acerto, de acordo com o delator, seria para o governo aceitar pagar precatório da UTC no valor de R$ 113 milhões em 24 parcelas.

Na delação, o doleiro revela que o suborno acordado foi de R$ 10 milhões. “Mediante um acordo com João Abreu, ficou combinado que receberia parte do comissionamento, ou seja, três milhões de reais. Adarico Negromonte e Rafael Ângulo e salvo engano uma terceira pessoa levaram duas parcelas de R$ 800 mil”.

Alberto Youssef afirmou que, no dia de sua prisão, levou R$ 1,4 milhão no quarto de Marco Ziegert, no Luzeiros. O dinheiro foi levado numa mala preta e chegou até o Maranhão num avião fretado.

O doleiro informou que “no dia em questão, recebeu um telefonema em seu quarto e a pessoa disse que era engano, sendo que, ao retornar a ligação, soube que se tratava da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba”. Marcos era o intermediário de João Abreu. Além da mala de dinheiro, Youssef também levou uma caixa de vinhos para ser entregue a Abreu.

As investigações do caso foram despachadas pelo juiz federal Sérgio Moro para a Justiça do Maranhão. Pouco depois, o Tribunal de Justiça do Estado decretou a prisão preventiva e bloqueio de bens no valor de R$ 3 milhões de João Abreu, ex-secretário estadual da Casa Civil no governo Roseana Sarney.

O indiciamento e prisão de João Abreu basearam-se nos depoimentos e delações premiadas colhidas pela Lava Jato e testemunhos da contadora de Youssef, Meire Poza, e do sócio do doleiro no laboratório Labogen, Leonardo Meirelles, feitas pela própria Polícia Civil do Maranhão.

Segundo os depoimentos, Negromonte e Ângulo fizeram ao menos três viagens a São Luís a mando de Youssef nas quais levaram a propina em dinheiro vivo escondido no próprio corpo, mas, de acordo com a Polícia Civil maranhense, o secretário reclamou da falta de R$ 1 milhão no montante da propina.

Isso teria trazido o próprio Youssef à capital para resolver pessoalmente o problema.

Comantário

  1. Rose engana numa boa….livre,leve e solta…..isso que é sorte .. Bilionária x MARANHÃO na miséria….que sorte….muita sorte.

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