Crise da Hemodiálise em Imperatriz: secretário municipal falta com a verdade - Marrapá

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Crise da Hemodiálise em Imperatriz: secretário municipal falta com a verdade

Em entrevista concedida à Mirante, no dia 09 de outubro, o secretário de Saúde de Imperatriz, Alair Firmiano, mentiu ao dizer que o repasse de verbas do Ministério da Saúde ao Fundo Municipal de Saúde não havia sido realizado.

Dados do Fundo Nacional de Saúde comprovam que o valor referente ao custeio do serviço de hemodiálise já foi pago pelo Ministério, mas a Prefeitura não fez o repasse para as empresas prestadoras de serviço.

Os atrasos no pagamento das empresas que prestam o serviço de hemodiálise em Imperatriz são um problema que se estende ao longo do ano. Ainda em março, famílias protestaram em frente a sede da Prefeitura, devido à dificuldade em conseguir o atendimento, justamente por causa destes atrasos.

Cerca de 400 pessoas são atendidas nas clínicas renais de Imperatriz. No início do ano, o secretário de Saúde alegou que o problema era fruto de atrasos da gestão passada. Entretanto, o mesmo foi desmentido pela antiga gestão, que mostrou números comprovando que, além dos repasses do ministério, a prefeitura injetava dinheiro do Tesouro Municipal para poder custear a hemodiálise

De acordo com as empresas, os atrasos são rotina na relação com a gestão atual. No mês de julho, foram 52 dias de atraso. A prefeitura só realizou o pagamento depois que emissoras de televisão realizaram matérias denunciando o descaso. Em relação ao repasse de agosto, passaram-se mais de 23 dias e o pagamento ainda não havia sido realizado.

Por ser um problema recorrente, as empresas acionaram a justiça para reclamar seus direitos. Um acordo fez com que o pagamento, que deveria ser realizado até o quinto dia útil de cada mês, fosse feito até o décimo dia útil de cada mês. Mesmo com a flexibilização no prazo, o município continua não respeitando os prazos – apesar de receber em dia os pagamentos vindos do ministério da saúde.

Vida dos pacientes em risco

A interrupção no tratamento para quem precisa de hemodiálise pode ser fatal. O paciente renal crônico, estágio onde o rim funciona abaixo de 10% do ideal, precisa realizar o procedimento quando se encontra no estágio 5 da doença – ou seja, o estágio final.

Caso esses pacientes deixem de realizar hemodiálise na frequência adequada, podem sentir diversos sintomas, como dor nos ossos, inchaço no corpo, vômitos, podendo causar até a morte.