Cooperativa de carrinhos-lotação repudia declaração preconceituosa de Edilázio - Marrapá

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Cooperativa de carrinhos-lotação repudia declaração preconceituosa de Edilázio

A declaração preconceituosa do deputado Edilázio Júnior contra baixadeiros, mototaxistas, motoristas de van e usuários de carrinhos-lotação foi alvo de repúdio da Cooperativa de Táxi e Transporte Área Itaqui Bacanga (COOPETTAÍB).

Na nota, o presidente da entidade Charles Silva afirma que as vias e ruas da Península não são privatizadas à classe “A”.

“Fazer esse tipo de comentário é fazer acepção de pessoas. O Senhor, Deputado, demonstra o quão preconceituoso é. Associar as diferenças de posição social dos indivíduos, decorrente do acesso à renda, padrão de vida e nível de escolaridade, caracteriza um tipo de violência”, diz a nota.

Veja anota completa:

COOPERATIVA DE TÁXI E TRANSPORTE ÁREA ITAQUI BACANGA-COOPETTAIB

NOTA DE REPÚDIO SOBRE AS DECLARAÇÕES DO DEPUTADO FEDERAL EDILÁZIO JÚNIOR

A COOPETTAÍB, vem a público, se manifestar sobre as declarações do Deputado Federal Edilázio Júnior (PSD) expostas nesta última quinta feira dia (11), durante reunião na associação de moradores do bairro nobre Ponta D’ Areia popularmente conhecido como Península, conforme foi amplamente divulgado pela imprensa local e redes sociais inclusive com vídeo da reunião.

Nesse sentido, é com profunda tristeza que centenas de nossos cooperados, motoristas que exercem o transporte opcional através dos denominados carrinhos lamentam imensamente a opinião emitida pelo parlamentar Federal maranhense, como o mesmo fala no vídeo que é totalmente contra a construção do tão sonhado Terminal Portuário da Península que servirá para realizar o transporte marítimo de passageiros de São Luís até o município de Alcântara, ou vice versa.

Mais lamentável ainda foi o argumento utilizado pelo parlamentar para justificar sua alegação afirmando que o projeto é negativo porque vai trazer para área nobre da capital “um público que (…) não tem nada haver com a gente e, sem desmerecer, que não entendam mal, mas o que vai vir cá é o público C”, enfatizou. Além de fazer críticas a possibilidade de circulação de moto-taxis, carrinhos-lotação e vans na região.

Ora, deputado Edilázio, as vias e ruas da península não são privatizadas a classe “A”. Qualquer cidadão pode fazer o uso das vias, independente se o maior número de moradores desta referida região seja de melhor condição na cidade. Fazer esse tipo de comentário é fazer acepção de pessoas. O senhor, deputado, demonstra o quão preconceituoso é.
Associar as diferenças de posição social dos indivíduos, decorrente do acesso à renda, padrão de vida e nível de escolaridade, caracteriza um tipo de violência.

Nos entristece ouvir de um cidadão detentor de mandato outorgado pelo povo. A pobreza, deputado, não se mede apenas pelos bens que a pessoa possui, mas acima de tudo pelo caráter do indivíduo. Estes cidadãos pertencentes as classes sociais mais baixas são pais e mães de família, trabalhadores honestos. O senhor deveria ser mais um para que esta obra realmente seja realizada gerando emprego e renda para a nossa cidade. Não se esqueça, deputado, que esses cidadãos que o senhor discriminou são eleitores. O senhor não se elege apenas com votos da sua classe social.

Por fim, agradecemos toda a classe política maranhense que trabalha no sentido de sempre acolher o nosso povo. Em geral, diferente do deputado federal Edilázio Júnior, agradecemos também ao governador Flávio Dino pela obra do Porto Flutuante na Península fortalecendo o turismo, fomentando emprego e renda e fazendo mais um modal de transporte marítimo em nossa cidade e ajudando a todo o povo maranhense independente de classe, cor ou credo religioso.

Dom, 14 de Abril 2019

Charles Silva
Presidente Coopettaíb

4 Comnetários

  1. Pega deputadinho medíocre “Edilázio Júnior”. Você deputadinho medíocre merece ainda mais manifestações de repúdio por sua arrogância, sua prepotência, sua soberba e pela sua insensatez abrupta e desrespeitosa para com todas as pessoas pertencentes às classes C e D de toda a região da baixada maranhense e as que residem aqui em São Luis.Foi lamentável esse seu posicionamento preconceituoso e discriminatório para com todo esse povo.!!!

  2. Um merdel desse que cujo nome não tem nem significado, teve que casar com uma sobrinha neta de Sarney pra existir politicamente… Com preconceito, aguarde votos de pobre sentado na próxima eleição!

  3. mas ninguém é otário aqui, para não perceber que a maioria de empobrecidos que vota em alguém, vota, aqui no maranhão, (para não sair deste curral eleitoral), na subgente de cima com pompa circunstância e pelo poder que os mesmos ostentam, então a gama de eleitores que votou neste miserável deputado, que é da banda podre de cima, na luta de classes, foi sem dúvida de eleitores e eleitoras que estão entre os mais empobrecidos neste estado de coisas colonial , que é o maranhão e o resto do brasil, portanto, se merecem e se equivalem, como já disse em outras ocasiões, enfim, vítimas e algozes, os de cima e os de baixo, nesse caso, só corroboram o que me ensinou o saudoso poeta nascimento de moraes, numa de suas participações na rádio educadora há algum anos atrás: o povo do maranhão ama o seu chicote!

    e assim, povinho subgente continue votando e sacudindo bandeira para os algozes, sejam de ‘esquerda” ou de “direita”, que aqui nesse mesmo estado de coisas, são palavras bonitinhas para quadrilhas institucionalizadas como as que, nas prefeituras, e sempre com algum verme de plantão, como o referido deputado, por trás seguem roubando matando e destruindo as possibilidades de uma vida coletivamente digna, e sem exceção, ao contrário do que a realidade do maranhão me dar a conhecer da sua capital aos mais longícuos sertões… portanto mais chicote mesmo neste povinho tão mediocre quanto os seus “representantes”!

  4. e ainda, antes de publicar o chamado-reflexão do nosso conterrâneo benigno, quero fazer uma pequena, mas necessária correção num dos trechos do meu texto acima onde eu deixei, por minha dificuldade com digitação, quando eu deixei de por a vírgula depois da palavra trás: que corretamente é: e assim, povinho subgente continue votando e sacudindo bandeira para os algozes, sejam de “esquerda” ou de “direita”, que aqui nesse mesmo estado de coisas, são palavras bonitinhas para quadrilhas institucionalizadas como as que, nas prefeituras, e sempre com algum verme de plantão, como o referido deputado, por trás, segue roubando matando e destruindo as possibilidades de uma vida coletivamente digna, e sem exceção…

    Benigno Dias

    A democracia é uma ditadura com eufemismo. Demos Cratein (do grego): governo do povo, para o povo, pelo povo nunca existiu nenhures. Nesse regime, a exemplo dos demais, em última análise, todo poder se impõe pelo terror das “armas”. Tal efeito dissuasivo será eficaz, enquanto o ser humano for mortal.

    Ninguém teme um juiz pelo seu mero status de magistrado, ou devido ao império de sua moral (falto); todavia, porque o indefeso está perante um árbitro capaz de mobilizar um aparato bélico. Equivale a afirmar: entre o Estado e o cidadão existe uma relação sadomasoquista – onde o Estado é o sádico (quem sente prazer com o sofrimento alheio) e o cidadão é o masoquista (quem se realiza sofrendo). Como provar que o togado é quem está certo? Pasmem, apesar de tudo, ainda há resignado que reforça sua condição de covarde, concordando: “Decisão judicial não se discute, cumpre-se!”

    Os diplomatas estadunidenses são os que mais logram êxitos em suas “negociações”. Será se essas façanhas se deve à habilidade da chancelaria norte-americana, ou é por que a contraparte se rende ao poder de fogo dos ianques?

    O PODER DAS ARMAS

    Outrossim, o governo não monopoliza o arsenal porque governa, mas governa porque monopoliza o arsenal. Tanto é que o sustentáculo sine qua non dos poderes são as armas, que nenhum governo admite a concorrência de grupos armados, “escusos”, dentro dos seus domínios. Mesmo porque os governantes têm consciência das suas ações maléficas e injustas contra a população, e para empurrá-las goela abaixo tem de ser à base da coação e do medo.

    Diante de uma decisão que incita o furor popular (misantrópica), um tipo de relação podre entre os poderes, outrora discreta, tem vindo à tona de maneira mais descarada; é a transferência do “trabalho sujo” ao Judiciário. É mais ou menos assim: sempre que uma autoridade executiva vê-se obrigada a tomar uma medida impopular, para não perder voto e mídia, de pronto, o rolo é remetido ao Poder Judiciário: lá estão androides infalíveis, intocáveis, perfeitos, inquestionáveis, acima do bem e do mal; e suas decisões equivalem ao efeito de um decreto celestial.

    É como se de uma irmandade de três (triarquia): Legisladrão, Executor e Judiador (o louco e inimputável), quando for para cometer uma iniquidade, os dois primeiros combinam: “Vamos mandar Judiador perpetrar esse crime; ele é impunível”. Ou ainda pode ser comparado às quadrilhas que recrutam menores para os seus quadros: todos os delitos são atribuídos aos garotos, eles contam com as benesses da lei. É o Ferrabrás em antipopularidade, o Judiciário.

    JUSTIÇA PODRE

    Por essas e por outras, o Poder Judiciário urge por transformações: em suas hierarquização, forma de ingresso e na quebra da estabilidade pétrea (vitaliciedade). Porque, se assim continuar, votar não passará de uma atitude idiota. Eleitores para escolher representantes que, para livrarem a cara, podem se dar o luxo de terceirizar decisões.

    Decisões atuais com sabor de sujeição que vai do Império Romano à Idade Média, quando se sentenciava: Roma Locuta, Causa Finita (Roma falou, questão vencida) e Magister Dixt (O mestre falou)! A propósito, eu, pelo menos, não voto, e jamais votarei em alguém. Votar para quê? Para eleger os algozes que vão legislar leis que darão uma fachada “legal” aos agentes e estrutura que nos oprimem? Essas legislações abrem caminhos para nos levar à cadeia, à morte, para juízes invadirem nossa vida privada com tamanha petulância, força-nos a nutrir nossos inimigos através de impostos tomados etc.

    MULAS DO ESTADO

    Ou seja: o que deve ser questionado, urgentemente, não é o candidato portador de mau hálito, ou se ele é desonesto, ou o analfabetismo do Tiririca; mas sim o nosso papel de mulas do Estado opressor. Pois somente um povo bem armado pode se opor às tiranias estatais. A grande maioria das leis que são criadas não tem como prioridade o bem-estar dos cidadãos, mas sim visam a garantir a governabilidade, ou seja a nossa submissão de boi-de-canga. Leis que convertem em crimes quaisquer manifestações que ameacem a estabilidade do poder, e signifique a autonomia dos cativos.

    Basta verificar ao longo da história da humanidade, partindo do Antigo Testamento: o poder de subjugar sempre foi exclusividade daqueles que matam com maior eficiência. Por isso mesmo, a consolidação dos Estados só se tornou possível com a sofisticação das armas e a estratificação das forças legalistas: todas as forças armadas a serviço do poder constituído. Religiões, literaturas, mídias; tudo isso compõe o arsenal doutrinador da máquina de manipulação dum regime, mas contra todos esses recursos logísticos, a massa pode desenvolver mecanismos de autodefesa. Todavia, ainda não é viável um mortal tornar-se imune a uma bala que o penetra.

    Reação esperada: quando pelo menos 30% dos subjugados acordarem, e perceberem que são reféns de uma Estado armado, eles se aprestarão como multiplicadores de um novo modelo, onde reinará o equilíbrio de forças. Ora, se o Estado nos submete pela força do seu poderio mortífero, para reagirmos e provarmos que não somos masoquistas, devemos nos armar também de forma estratégica e organizada. Claro que nem todos comungam com este modelo proposto: uns porque já se habituaram na canga, outros porque só sabem viver na dependência de uma tutela, e aqueles porque são os beneficiados pela estrutura pandemônica, repressora da grande maioria.

    Absurdo é conceber que a mesma geração rebelde que, atendendo aos apelos do movimento hippie, rompeu os laços familiares, deixou seus lares e se mandou pelo mundo afora; e essa mesma geração ainda não teve rebeldia suficiente para se desvencilhar do jugo do Estado Escravista.

    Porém, como somos uma gentinha acovardada, para viver o menos injusto dentro dessa relação ditatorial, a população deveria deflagrar um movimento, visando a pressionar o Congresso Nacional, a fim de que este extirpe, de pronto, a vitaliciedade dos magistrados e a estabilidade pétrea de policiais. Pois, quem se dá à audácia de invadir a vida alheia, perseguir e julgar, no mínimo, tem de ser perfeito e infalível. Do contrário, o agente deve-se declarar incompetente para tal MISSÃO, ou melhor, introMISSÃO. Somente o niilismo nos dará a chance de um recomeço!

    -O instinto de autodefesa é uma faculdade peculiar a todo organismo vivo.

    – A lei da sobrevivência é a que revoga as demais.

    -Todo dominado tem implantado em si um “botão de acionamento” – cuja senha é privativa dos dominadores – esse código de acesso se chama MEDO.

    -O grupo opressor é um oportunista da covardia popular.

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