Antônio Américo, o desprestigiado - Marrapá

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Antônio Américo, o desprestigiado

Antônio Américo Lobato foi reeleito pela segunda vez presidente do órgão máximo do futebol estadual. As eleições aconteceram, no domingo (22), na sede da Federação Maranhense de Futebol (FMF).

Esta até poderia ser a notícia do dia dos bastidores do esporte mais praticado do mundo, aqui no Maranhão, contudo não foi.

A notícia do dia, no domingo de futebol, é essa: “Presidentes dos três grandes clubes de São Luís não comparecem as eleições da FMF”.

O presidente do Sampaio Correa, Sergio Frota, mandou um representante do clube; Moto Club e Maranhão Atlético Clube não mandaram ninguém. O bode, inclusive, emitiu uma nota pública afirmando não concordar com o modelo do processo eleitoral.

A não presença dos maiores dirigentes dos três grandes clubes reflete o total desprestígio do presidente da FMF que, venhamos e convenhamos, não tem feito absolutamente nada de concreto pelo futebol maranhense.

O novo mandato do cartola começará em 2019 e irá até o fim de 2022. Luiz Gonzaga será o vice-presidente da entidade.

Antônio Américo está no comando da FMF desde o fim de 2011, quando houve uma intervenção na entidade. O presidente assumiu no lugar de Alberto Ferreira para completar o período de dois anos restantes no mandato do presidente afastado.

Ao final do novo mandato, Américo completará 10 anos a frente da FMF e parece está se espelhando no atual vice-presidente da CBF, Fernando Sarney. O filho da oligarquia também foi reeleito na entidade máxima do futebol brasileiro e completará 25 anos de CBF.

Américo, sem dúvidas, tem em mente a perpetuação no poder e a proximidade com o amigo Fernando deve ter despertado o caráter oligárquico no presidente da Federação. As mais recentes decisões autoritárias do presidente da FMF, como as eleições escondidas e o cerceamento da liberdade de imprensa são características marcantes e históricas da oligarquia Sarney.

Talvez Antônio Américo queira se perpetuar no poder a exemplo da família do amigo Fernando. Já foram 10 anos, faltam “apenas” 40.

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