
Tem sido um fracasso a tentativa de Roseana Sarney de copiar o Diálogos pelo Maranhão de Flávio Dino. Hoje, depois de vaiada e humilhada por estudantes da rede pública de Governador Edison Lobão, a governadora discursou para umas dez crianças do jardim de infância municipal. O fiasco foi testemunhado pelos deputados estaduais Arnaldo Melo, Rigo Teles e Afonso Manoel, e pelos secretários Clodomir “Traíra” Paz, Fábio “Cara de Boneca” Gondim e Luís “Picolé de Chuchu” Fernando. A foto foi disponibilizada pela própria Secom do Governo do Estado, que não conseguiu encontrar um só adulto para fazer plateia durante o discurso da governadora.
Do blog do Garrone - editado.
Foi um Deus nos acuda, segunda-feira em Chapadinha, quando a Câmara Municipal votava o projeto de resolução do vereador pedetista, Nonato Baleco, que concedia o título de cidadão chapadinhense a Flávio Dino.

Roseana fez de tudo para impedir Flávio Dino de receber título de cidadão chapadinhense, mas foi desmoralizada por vereadores locais.
Foi um chama fulano, liga pra cicrano, depois que a governadora Roseana Sarney soube que ocorreria a votação e mobilizou o deputados Magno Bacelar e Fábio Braga, além da prefeita Belezinha, para impedirem a ferro e fogo a aprovação do título para o chefão do comunismo.
Mas de nada adiantou os canhões do Palácio dos Leões, e o título foi aprovado por 6 a 3. Daí em diante o problema da quinta coluna sarneysista foi saber quem iria contar para Roseana da derrota.
- Não é tú, Magno.
- Nem vem, é contigo Fábio.
- Ou então vá lá Belezinha.
O certo é que a mimada do clã ficou um fera, e pediu a lista dos vereadores que votaram pela aprovação e prometeu o troco.
O ex-vereador de São Luís, Renato Dionísio, que estava na cidade organizando um encontro do PDT, que acontece neste sábado, no Aldeota Clube, com a presença de Flávio Dino, escreveu no facebook que foi um verdadeiro estouro da boiada e que a cidade deu um verdadeiro exemplo do sentimento de mudança que ocorre em todo o Maranhão.
“O gesto transmite um recado de que o Governo pode até manter em sua base as grandes e tradicionais lideranças, pela força do dinheiro, dos convênios, do arrocho ou da chantagem, o povo não. E na eleição que velozmente se avizinha, penso que os vereadores e o populacho agirão assim, livres. O bom de tudo nesta pré-campanha é a certeza de que alguma parte dos recursos, tomados por empréstimo, chegará, em função do temor a sua destinação. Não sendo assim, adeus o sonho dos leões. Este gesto, com certeza, anuncia o início de um tempo de esperanças. Que continue assombrando Flávio Dino.”
Blog do Garrone
Edison Lobão resolveu ignorar de vez os desejos de Roseana Sarney e iniciou sua pré-campanha ao governo do Estado por Imperatriz, onde ele ministro das Minas e Energia, anunciou a duplicação da BR-010, no trecho do perímetro urbano da cidade, acompanhado de vinte prefeitos da região tocantina.
Matreiro como ele só, Lobão antecipou-se ao ministro dos transportes, César Augusto Rabello Borges, que ainda vai anunciar formalmente a obra orçada em R$ 200 milhões nos próximos dias em Imperatriz; e acabou com festa que o governo iria fazer com Luís Fernando, outorgando-lhe até uma possível paternidade.
O troco veio na edição do jornal O Estado do Maranhão, de propriedade da família Sarney, nesta quinta-feira, que ignorou completamente a passagem de Lobão por Imperatriz, onde participou da criação do diretório jovem do PMDB.
E olhem que o PMDB é o mesmo partido de Roseana e Luís Fernando !
O anúncio de uma obra desse porte e importância mereceria destaque de primeira página em qualquer matutino se não fosse levado em conta os interesses políticos que por lá se escondem.
Ainda mais quando se trata de duplicação de BR!
Reservaram para Lobão a página dois do jornal, sem também destacar na manchete o anúncio da obra, mas um tal sentimento de grupo de que ele estaria disposto a acatar qualquer decisão partidária para 2014.
Mas disse isso mostrando sua força na região e anunciando uma obra importante logo em Imperatriz, onde Roseana e Luís Fernando conquistaram o prefeito Sebastião Madeira com um conjunto orquestrado de obras.
Mostrou que tem o domínio do PMDB local, deixando Luís Fernando de fora da festa peemedebista e com o dedo na boca diante dos vinte prefeitos que com ele estavam a tiracolo.
Agora se forem dizer que a ausência do ministro Lobão na primeira página do matutino da família não foi por questões políticas, talvez passe a acreditar que a decisão de excluí-lo seja do Jornalismo.
Afinal, como destacar em primeira página de um jornal ao anúncio de uma obra feita pelo mesmo ministro que anunciou a refinaria da Petrobras em Bacabeira ?
Tudo então seria uma questão de credibilidade…

Maria do Baralho: depois de descanso revigorante nos EUA, Roseana reassume o governo no dia da mentira.
Depois dez dias de descanso revigorante nos Estados Unidos, a governadora Roseana Sarney (PMDB) desembarca hoje em São Luís.
Alegando estafa física e mental em decorrência das festividades de fim de ano e carnaval, a filha de José Sarney pediu licença há duas semanas e se mandou para o estado de Nevada (EUA).
Durante esse período, o comando do estado ficou a cargo do vice-governador Washington Macaxeira (PT).
Fontes garantem que Roseana aproveitou a folga para se esbaldar nos hotéis e cassinos de Las Vegas. Dizem as más línguas que ela é chegada em carteado e em outros jogos de azar.
A chefe do executivo maranhense só reassume o governo amanhã, no dia da mentira. Como de costume, claro, depois das 14 horas.
Nem tudo são flores nos porões da oligarquia. Ao contrário do que tenta fazer parecer um ansioso blogueiro sustentado por verba do gabinete de Weverton Rocha (PDT) em Brasília.

Cambada: Lobão, Luís Fernando, João Alberto e João Abreu se machucam para substituir Roseana Sarney.
Não é nenhum pouco natural e pacífica a disputa entre Edison Lobão e Luís Fernando Silva pelo direito de suceder Roseana Sarney.
Pelo contrário, é cada vez mais evidente o clima de animosidade entre o lobo mau e aqueles que o consideram velho demais para disputar mais uma eleição.
Se por um lado o ministro de Minas e Energia já se vende como o próximo governador na Esplanada dos Ministérios, por aqui ele é sabotado pelo próprio grupo do qual faz parte e pelo Sistema Mirante.
Lobão já foi chamado de politiqueiro, mentiroso e esqueleto desidratado; já responsabilizado pelo fracasso da Refinaria Premium I e pressionado a desistir de suas pretensões eleitorais pelo PMDB local.
Na defensiva, o marido da deputada Nice Lobão e pai do suplente de senador Edinho Lobão reage como pode. Ataca o governo Roseana por meio da TV Difusora, achaca prefeitos aliados e questiona a densidade eleitoral de Luís Fernando. Há quem garanta que ele já dialoga até com a oposição.
Nas últimas semanas, Lobão teve que bater ponto no estado, mesmo debilitado fisicamente, para explicar que a refinaria de Bacabeira está confirmada como promessa eleitoral das próximas eleições. Nem que para isso seja preciso fazer um consórcio com algum chinês amigo de Chhai Kwo Chhengs - o responsável pelo Polo de Confecções de Rosário.
O ex-prefeito de Ribamar não corre por fora. Candidato por imposição da governadora, usa a estrutura do governo descaradamente para se fazer conhecido além do Estreito dos Mosquitos. Mas a sua inexpressividade, inabilidade política e falta de carisma fazem somar pontos em favor de Lobão.
É possível citar no mínimo uns dez prefeitos do Maranhão que governaram ao mesmo tempo em que o já denominado “Picolé de Chuchu” e obtiveram resultados mais expressivos em suas gestões.
O grupo ainda tenta administrar a ambição do senador João Alberto e do Chefe da Casa Civil João Abreu. Ambos se consideram viáveis para a disputa pelo Palácio dos Leões.
Sem falar no vice-governador Washington Luiz, que já deu sinais de que não aceita ser isolado no Tribunal de Contas do Estado ou em qualquer outro lugar, e se acha apto para suceder Roseana com o apoio de Dilma, Lula e do PT.
Por essas e outras razões, o céu da Ilha de Curupu não é tão azul como alguns tentam pintar.
Ouro de tolo é o nome que se dava na Idade Média às promessas dos falsos alquimistas; é também o nome de uma canção através da qual o inevitável Raul Seixas traduz o inconformismo de uma sociedade farta de promessas falsas, seguindo a explosão da contracultura assinada com a quase unanimidade da canção ‘Imagine’, de John Lenon. Como ‘Ouro de tolo’, podem ser traduzidas também as constantes e esvaziadas promessas de redenção econômica do Maranhão.
O alumínio da Alcoa, anunciada aqui como uma das mais poderosas multinacionais do mundo, seria a redenção econômica desse pobre estado na década de 70. Mereceu o combate intransigente e ideológico do poeta Nascimento Morais Filho e da juventude intelectual da época, apossou-se de milhares de hectares de terras, ganhou décadas seguidas de isenção fiscal, até apoiou algumas manifestações culturais, mas o Maranhão e seu povo permaneceram tão pobres quanto eram antes da Alumar.
A Vale também nos foi apresentada como redenção econômica do estado. O minério de Carajás, o ouro de Serra Pelada, construíram a imagem de trens carregados de fortunas incalculáveis que trariam o progresso e o desenvolvimento econômico definitivo. O Maranhão se tornaria uma espécie de Meca da exportação de minério com consequências positivas diretas na qualidade de vida dos maranhenses. Esses dois empreendimentos gerariam milhares de empregos, mão de obra qualificada. Seria o fim da pobreza no Maranhão.
Na eleição de 2010 os alquimistas fincaram algumas estacas em Bacabeira e caímos todos no conto da Refinaria, o prêmio definitivo da economia maranhense, o sonho megalomaníaco do petróleo refinado escorrendo para os bolsos e contas correntes do empobrecido povo do Maranhão. Foi a pior das esparrelas, pois a Alumar e a Vale, mesmo desembarcando seus lucros monumentais em outras paisagens, pelo menos se instalaram aqui. O prometido refino de 600 mil barris diários de petróleo, o empreendimento de fantásticos U$$ 20 bilhões, desidratou, é apontado por especialistas apenas como um formidável erro de cálculo da Petrobras.
Diz Graça Foster, presidente da Petrobras que o projeto da Refinaria não subiu no telhado. Não subiu, mas caiu. Na cabeça dos maranhenses. Diz Wagner Freire, ex-diretor da Petrobras que a Refinaria no Maranhão foi uma decisão política, para agradar aliados, sem suporte técnico nem econômico e que deve ser revisto, independente de adiamento ou não.
E está aí o povo maranhense, ludibriado, ‘com a boca escancarada, cheia de dentes’, esperando a Refinaria chegar. E tudo não passou de ingerência política do governo federal (leia-se Lula) para garantir a eleição de Roseana Sarney. Mas, como diria Bob Dylan, ‘os alquimistas ainda estão no corredor’, transformando em ouro a miséria do Maranhão.

Roseana, Lula, Dilma, Sarney, Magro Velho e Bia Mafiosa, em 2010, durante o lançamento da pedra fundamental da Premiuim I
O adiamento na conclusão das obras da Refinaria Premiun da Petrobrás foi debatido pelos deputados da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (11). A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, reafirmou a instalação da Refinaria Premium I, no município de Bacabeira. Graça Foster assegurou que a construção da Refinaria Premium I, no Maranhão, é essencial para que a Petrobras possa atender à crescente demanda por combustíveis no país.
Segundo a presidente da Petrobras, a conclusão da obra está prevista para meados de 2018, podendo ser antecipada para o segundo semestre de 2017. O anuncio do adiamento do prazo, para entrega das obras, foi feito em reunião com a Governadora do Estado.
O deputado Bira do Pindaré (PT) apresentou um comparativo entre a instalação da Refinaria Premium e o projeto do pólo KAO I, no município de Rosário. Ele recordou que na época da inauguração da KAO I o Governo do Estado, na pessoa da Governadora, anunciou a obra com pompa, como redentora e geradora de empregos o então presidente, Fernando Henrique Cardoso, veio para a inauguração.
O petista condenou mais este engodo criado pela Governadora na tentativa de conseguir sua reeleição. “O Governo do Estado queria ganhar uma eleição de qualquer maneira e interessado em vender mais uma mentira para tentar dessa forma, ganhar o voto do povo maranhense. Lamentavelmente mais uma vez, o povo do Maranhão está sendo vítima de uma enganação, de uma mentira, que foi cantada, apenas com o objetivo de ludibriar e conquistar votos na última eleição para quem governa o Estado atualmente”, denunciou.
Entenda o caso
O orçamento para instalação do pólo era de U$ 84 milhões, foram liberados mais de U$ 50 milhões, mas pouco menos de U$ 10 milhões chegou a Rosário.
Os recursos do Banco Mundial (BID) foram repassados ao Estado do Maranhão pelo Ministério da Integração Regional a fundo perdido e incorporados à dívida externa da União. O montante, no Estado, foi direcionado ao Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (Papp). O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) também participou do financiamento.
O então secretário de Planejamento, Jorge Murad (esposo da Governadora), convidou Chhai Kwo Chheng para montar a Kao I Indústria e Comércio de Confecções Ltda, empresa âncora do empreendimento e responsável pela coordenação de todo o processo produtivo. O Goverdo do Estado Deveria prestar assistência técnica e financeira às associações de trabalhadores, organizadas na Cooperativa de Produção de Confecções de Rosário Ltda, treinar a mão-de-obra sem custo, adquirir matéria-prima para fornecê-la à Cooperativa, comprar e comercializar toda as peças confeccionadas.
Apesar de tamanha responsabilidade, o governo do Maranhão não cumpriu com sua parte no acordo. A dívida dos trabalhadores com o BNB, tomada mediante a assinatura desinformada de documentos levados de casa em casa por funcionários do governo maranhense, era inicialmente de R$ 35 mil por cada uma das 90 associações. Hoje, gira em torno de R$ 286 mil, gerando um exército de pessoas inscritas no Serasa.
Da Assecom Dep. Bira

Pré-candidato do PT à prefeitura de São Luís e vice de Roseana, Washington tenta se desvincular da imagem de candidato do clã Sarney
Apesar da irritação de parte do PT maranhense, o vice-governador Washington Luiz venceu as prévias e será o candidato desse partido na disputa da eleição de São Luís com o apoio da governadora Roseana Sarney (PMDB) e seus aliados. Há bônus e ônus no apoio de Roseana. O clã Sarney enfrenta grande rejeição na capital. O vice aposta que o problema está superado. “A população de São Luis está cansada dessa guerra de facções. Querem um prefeito que possa dialogar os dois lados da política, trabalhar em sintonia com o governo estadual e federal”, disse, em entrevista ao jornalista Marcelo Osakabe.
Existe a possibilidade de o PT sair rachado, como ocorreu na eleição de 2010? Naquele ano, estávamos apoiando outro partido. Teve então um acordo para que candidatos a deputado do PT subissem em palanques de outras coligações. Desta vez, é diferente. O candidato é do PT. Não quero impor nada. Iniciamos nesta semana conversas com o deputado Bira e seus apoiadores para tentar unificar o partido. Pode ser até que não haja entusiasmo em todo o partido pela minha candidatura, mas quero evitar um racha.
Quem serão seus aliados nessa disputa? Esperei o fim das prévia para começar a articulação. Já tenho o PMDB e estou conversando com os aliados da governadora, como PV, PR e PSL. Vamos procurar a base aliada do governo federal e que é oposição aqui no Maranhão, como PDT e PCdoB. Quero formar a maior aliança possível.
O senhor teme a rejeição ao clã Sarney em São Luís? Isso é um tabu. Antes dizia-se isso para tudo. Em 2010, Roseana ganhou aqui na capital e quebrou a regra, pelo menos, no que se refere a candidatos ao governo. Agora, não sou candidato da família Sarney. Sou um candidato aliado ao PMDB e outros partidos. A população de São Luís está cansada dessa guerra de facções. Querem um prefeito que possa dialogar os dois lados da política, trabalhar em sintonia com o governo estadual e federal.
Quais são os principais problemas de São Luís? A capital cresceu desordenadamente. Tem um milhão de habiantes. Acumulou problemas estruturais, em grande parte decorrentes desse racha político que nada ajuda a cidade. Mobilidade urbana é um deles. Nosso trânsito é caótico e precisamos investir em transporte de massa. Temos problemas com saúde, saneamento básico e limpeza da cidade. Nossas praias estão inviáveis para o banho, e isso tira mais uma opção de lazer para o cidadão.
E o que fazer? Quero estimular a participação comunitária e regionalizar a administração da cidade. Regiões como Itaqui-Bacanga, onde que mora um quarto da cidade de São Luís, precisam de um gestor que acompanhe mais de perto os seus problemas. Teremos que dividir a ilha em seis ou sete grandes regiões com afinidade geográfica, e a partir dessa divisão, atacaremos os problemas locais. Acima de tudo, quero planejar a administração da cidade, e quero fazer isso com a participação da população. Vamos criar um novo plano diretor, porque o que temos no momento simplesmente não funciona.
De onde sairão os recursos para esses investimentos? É necessário ter um nível de articulação política com os governos do estadual e federal. Recurso existe, existem municípios que estão conseguindo mudar sua realidade. Temos que superar o que Rio de Janeiro e outras cidades já fizeram, que são essas rixas estaduais que não levam a nada. São Luis não é uma cidade qualquer, tem 400 anos, é patrimônio histórico da humanidade. Se for necessário, vamos procurar no exterior os recursos para preservar nossa história e dar qualidade de vida aos que aqui vivem.
Por: José Reinaldo Tavares
Depois do extravagante e inexplicável gasto de mais de R$ 10 milhões patrocinando o carnaval do Rio de Janeiro ao dar dinheiro para a escola de samba Beija-Flor, vem outra notícia tão escandalosa quanto aquela. Um novo contrato com o marqueteiro Duda Mendonça, este de R$ 6 milhões, assinado pelo governo, tem como objetivo fazer uma propaganda mais aprimorada e convincente da área da saúde do estado uma das mais precárias, pois oferece a população um serviço muito mal avaliado.
Para propaganda não existem limites e o governo gasta desbragadamente, mas quando se trata da área social, como por exemplo, a reabertura dos restaurantes populares fechados desde o final da campanha de 2010, o estado alega falta de dinheiro. Todos sabem que depois de prontas as peças publicitárias mais um dinheirão é gasto na televisão, nas rádios e nos jornais da própria família, pois a governadora é sócia do sistema Mirante com seus irmãos.
Assim custo não interessa, pois é ótimo negócio esse da publicidade do governo, como vemos. Isso seria um escândalo em qualquer lugar, menos aqui. Se não bastasse tudo isso, basta atentar que pelos preços do Ministério da Saúde o que será pago a Duda daria para construir quatro UPAS e deixá-las totalmente equipadas e prontas para funcionarem. Evidentemente os preços do governo do Maranhão são muito maiores. É obvio que o dinheiro aqui sobra e é gasto a rodo, sem se importar com retorno nem justificativas e nem nada. É tanto desperdício que de vez em quando recorrem a um empréstimo do BNDES e seguem jogando dinheiro fora como nesse contrato com Duda Mendonça, sem que nenhum benefício chegue a população.
A notícia de que Duda Mendonça, o marqueteiro dos endinheirados e da campanha de Roseana Sarney a governadora em 2010, onde prestou seus serviços por R$ 12 milhões, volta a assinar contratos milionários por aqui, seria no mínimo escandalosa. Ele foi contratado para fazer propaganda dos hospitais que Roseana havia prometido entregar em 2010 e até hoje não entregou 10% deles. E também para tentar convencer a população da excelência dos serviços de saúde prestados pelo governo muito bem representado pela extraordinária classificação do Maranhão em 18º lugar do país, abaixo da média nacional.
Vocês já pararam para pensar por que Roseana não entrega logo esses 72 prédios ou hospitais, como são chamados? Afinal, fazer prédios é rápido. É porque para serem hospitais é preciso que funcionem, e isso custa muito dinheiro permanentemente e o estado prefere gastar em construções e reformas caríssimas e não contratando médicos e enfermeiros e tudo aquilo de que necessita um hospital para funcionar. Na verdade querem é passar essas despesas para os municípios que não vão aguentar, e, fatalmente, depois das inaugurações solenes, a tendência é fecharem em sua maioria ou então deixarem para colocar todos eles para funcionar, na marra, nos últimos meses do governo, deixando todo o ônus para o futuro governo que terá de fechar a grande maioria deles, pois serão inviáveis. Uma tremenda irresponsabilidade desde o início.
E Roseana Sarney mostra que é mesmo a maioral e pode tudo. Para tentar dar legitimidade a grande lambança que seu governo realizou nas licitações públicas com bilhões de reais contratados para execução de obras sem projeto e por dispensa de licitações, além da prática de conceder aditivos muito além do limite legal, ela está simplesmente revogando Lei Federal que disciplina nacionalmente as concorrências públicas e colocando em seu lugar, pelo menos no estado, um código para tentar legalizar tudo o que está fazendo. Coisa de gênio e sem nenhum protesto das instituições responsáveis.
E para terminar, a verdadeira culpada pelo morticínio que acontece todos os dias na BR-135, entre São Luís e Bacabeira, é a governadora por deixar acontecer tanta lambança com esse projeto em uma obra vital para a população. O edital preparado aqui tinha tanto sobrepreço que o TCU teve que anulá-lo e outro projeto teve que ser feito para finalmente permitir um novo edital sem os vícios do primeiro feito aqui. Isso tem como consequência pelo menos dois anos de atraso nas obras, com mais e mais acidentes fatais. A culpa é do governo e da governadora que tudo assiste e ao não dar a mínima, demonstra não se importar mesmo. É uma repetição do que acontece ao mesmo tempo com o aeroporto, no chão há mais de um ano. Se tivéssemos governo estaríamos exigindo a construção de um novo terminal, pois o que caiu era mesmo muito ruim. O resultado é que voltamos ao passado com aeroporto improvisado dentro de uma barraca de lona, perdemos o status de internacional, expostos ao sol inclemente e a chuva desse período.
E o que faz Roseana além de inaugurar UPAs do governo federal construídas por sua administração a preços muito, muito maiores do que os preços do governo federal?
Sem muito para apresentar depois de mais de dois anos de ‘melhor governo da minha vida’, a governadora Roseana Sarney tem utilizado as Unidades de Pronto Atendimento do Governo Federal como palanque para as próximas eleições.
Ladeada pelo Edison Lobão – em campanha para a sucessão de 2014 -, Ricardo Murad e João Alberto, ela percorreu alguns municípios da Região dos Cocais para entregar as últimas cinco UPAs construídas com recursos do Ministério de Saúde garantidos desde o governo Jackson Lago, e também para estabelecer acordos políticos com prefeitos e aliados visando as eleições municipais de outubro.
E só! Os grandes feitos do ‘governo itinerante’, alardeado com regozijo pelos meios de comunicação e escribas da oligarquia, não passaram disso.
Alguns acreditam que a incursão do governo pelo interior é motivada pelo medo das movimentações da Polícia Federal por lá; outros afirmam ser uma resposta ao deputado Dutra (PT), que denunciou a farsa dos 72 hospitais na Câmara Federal; e outros garantem que é uma tentativa reação do Palácio dos Leões que, em conjunto com as propagandas criadas pelo publicitário Duda Mendonça, visa diminuir o desgaste perante a opinião pública causado pelo episódio dos R$ 10 milhões investidos na Beija-Flor.
A verdade é que existe um grande abismo entre o que se vê nos veículos de comunicação do Sistema Mirante – órgão de comunicação oficial do governo Roseana – e a realidade do Maranhão. Mas, para o desespero do Clã Sarney, a capacidade de discernimento e compreensão do povo maranhense é cada vez maior.