Rio de Janeiro, 24 de junho de 2012.
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Mais de 100 maranhenses fizeram turismo no Rio de Janeiro às custas dos cofres públicos para presenciar o fracasso da Rio+20

O Secretário de Meio Ambiente Victor Mendes e uma comitiva de 100 pessoas na Rio+20: comitiva ouviu os péssimos índices de desenvolvimento do Maranhão
Está virando moda.
Todo grande evento realizado no Rio de Janeiro não passa sem a presença maciça de Maranhenses para prestigiá-lo. Com dinheiro público, a governadora Roseana Sarney (PMDB) financia turismo de aliados na cidade Maravilhosa. O pretexto é a participação em eventos que seriam de interesse do Estado.
Em fevereiro, durante o carnaval, o Maranhão financiou a vinda ao Rio de 500 pessoas, entre brincantes de grupos de Bumba Meu Boi e representantes do governo estadual para participar do fiasco que foi o desfile de homenagem da Beija-Flor aos 400 anos de São Luís.
Outro fiasco, a Conferência da ONU para discutir o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), contou com a presença de uma delegação de nada mais nada menos do que 115 Maranhenses (Informação dada pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado SECOM). Bancados durante dez dias às custas dos cofres públicos do Estado, a presença da delegação Maranhense na Rio +20 serviu na prática apenas para testemunhar os índices alarmantes de pobreza do Maranhão.
Durante a conferência, ONG’s e instituições governamentais denunciaram o descaso do governo do Maranhão em relação a temas como infra-estrutura. A delegação Maranhense passou pela humilhação de presenciar, por exemplo, a divulgação de um relatório do IBGE aos mais de 190 países participantes do evento, mostrando que o Maranhão é um dos estados com pior rede de tratamento de esgotos do Brasil. (Leia Aqui).
Na prática, o Stand do Maranhão, situado no Parque do Atletas na Barra da Tijuca, serviu – como os demais – apenas para atrair o interesse de espertalhões que fizeram uma limpa, furtando principalmente aparelhos eletrônicos das dependências dos stands (Leia Aqui).
Marcada pela elaboração de um documento inócuo e presença apagada de governantes mundiais, o fracasso da Rio + 20, produziu também prejuízo aos cofres Maranhenses. Ou alguém aí acha que custou pouco manter 100 pessoas durante dez dias numa cidade, cujo padrão de vida é um dos mais caros do mundo?
Castelo está no páreo sim

Prefeito João Castelo subestimado por alguns, o prefeito conta com eleitorado ainda muito conservador.
Há quem ache que o prefeito João Castelo (PSDB) não tem a menor chance de ser reeleito prefeito de São Luís.
Eu discordo.
Pesquisas eleitorais, análises de conjuntura, engenharia social, nenhum desses mecanismos tem condições de controlar o aleatório. E em São Luís, o aleatório parece um ingrediente muito forte nas Eleições Municipais.
A clara fragilidade da candidatura Castelo, comprometida por uma administração desastrosa em alguns pontos e medíocre em outros, não é necessariamente a maior inimiga do atual prefeito.
Castelo tem a seu favor o fato de que o eleitorado de São Luís ainda é majoritariamente formado pelas camadas populares profundamente suscetíveis ao assistencialismo estatal e com características conservadoras.
Sim, o eleitor ludovicense é conservador. E por conservadorismo, leia-se medo de ousar.
Não bastasse isso, eleição em São Luís, como em grande parte do país, conta com uma espécie de onda invisível que conduz a opinião do eleitor, às vezes por caminhos imprevisíveis.
Nesse sentido, ninguém garante que candidaturas como a de Tadeu Palácio (PP) e Edivaldo Holanda Júnior (PTC) em aparente ascensão, continuem a despertar o interesse do eleitorado.
Palácio parece não contar com uma margem de apoios capazes de fazê-lo ser visto como um candidato forte.
Edivaldo Holanda Júnior, por outro lado, tem que caminhar diariamente numa tênue corda bamba para manter a imagem de jovem renovação da política. Filho do ex-deputado Edivaldo Holanda, considerado um políito tradicional e com uma candidatura patrocinada por gente como Weverton Rocha (PDT), Holanda Junior não pode se dar ao luxo de errar, ou atrairá para si o descrédito instantâneo que às vezes contamina candidaturas que se revelam promissoras à priori.
E ainda há o poder da máquina.
É claro que apoio da máquina pública pouco serviu, por exemplo, para eleger Clodomir Paz (PDT) o candidato oficial do então prefeito Tadeu Palácio nas eleições de 2008. Mas Clodomir, com carisma zero e com a base de seu próprio partido apoiando a candidatura de Castelo, não teria chance mesmo. De qualquer maneira, foi o poder de outra máquina pública – a do Estado – que financiou a candidatura vitoriosa de Castelo naquela eleição. Portanto, não subestime-se o poder da máquina.
Por último, engana-se quem acha que o eleitor jovem de São Luís é o fiel da balança nessa eleição.
Grande parte da juventude de São Luís é tão desconfiada, conservadora e manipulável quanto a faixa de eleitores acima dos 35 anos. E para piorar, os jovens são ainda mais suscetíveis às ondas repentinas que levam a opinião pública de um lado para o outro.
A Castelo, basta plantar na imagem dos adversários a pecha do descrédito que ele próprio já desfruta para que o eleitor, no auge da desilusão, opte por mantê-lo à frente da prefeitura.
Já vi isso acontecer inúmeras vezes. Um eleitor desinteressado ou desiludido tende a manter as coisas como estão.
É por essas e outras que o prefeito João Castelo está no páreo sim!
Lobão, a pantera cor de rosa e a imprensa
Foi dada a largada para a eleição à presidência do Senado em 2013.
O Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão (PMDB), tomou a dianteira e já aparece como o candidato oficial de boa parte da imprensa.
Explico: os principais portais e sites do país parecem ter tomado para si à condição de principais cabos eleitorais do ministro. Nos últimos dias, a maioria deles estampou com destaque a manchete: DILMA QUER LOBÃO COMO PRESIDENTE DO SENADO
A Revista Época é a mais empolgada. Já diz por aí que Lobão, rumo à presidência do Senado, tem o paço de um felino, um andar leve de Pantera cor De Rosa e potencial para se transformar num leão predador.
Não é de hoje que Lobão é influente na imprensa.
O saudoso professor e jornalista Coelho Neto certa vez me disse que Lobão começou sua bem sucedida carreira como “cagueta”. Jornalista na época do Regime Militar, Lobão teria se aproveitado do trânsito que possuía nas redações dos jornais para espionar a ação de supostos jornalistas comunistas infiltrados na imprensa Maranhense e entregá-los ao DOI-CODI.
Na época do escândalo Granville, correu pelo Maranhão a história de que o filho de Lobão, comprara de um testa de ferro do então governador Cafeteira, a TV Difusora. A origem do dinheiro e os termos da compra estão envoltos de mistérios e boatos nunca esclarecidos.
A experiência como jornalista “cagueta” e dono de Televisão deram a Lobão a experiência necessária para inverter os fatos na imprensa.
Na verdade, Dilma tenta afastar o grupo do Senador José Sarney (PMDB) do setor energético desde que ela própria era Ministra das Minas e Energia. Sem conseguir, a agora presidente da república, tenta fazê-lo por meios heterodoxos.
Para o bem do Brasil, o ideal seria que Lobão estivesse apenas caindo em uma engenhosa armadilha da presidente para se desgastar na tentativa de credenciar-se à presidência do senado.
Mas o Lobo com paço de pantera cor de rosa parece aproximar-se cada vez mais do objetivo acalentado de substituir seu conterrâneo na cadeira de presidente do Senado.
Do G1 – editado
Um relatório presentado pelo IBGE durante a Conferência Rio+20 mostra dados preocupantes. O Maranhão é um dos estados com pior rede de tratamento de esgotos do Brasil. Só na capital mais de 30% das casas não tem rede de esgoto.
Segundo o IBGE, de 2000 a 2010, o número de domicílios atendidos pela rede coeltora de esgoto no Maranhão, quase não teve avanço: de 9,2%, aumentou apenas para 11,7%. “Este não foi um avanço significativo, nós acreditamos que esta década que estava iniciando tem que ser vista como a década do saneamento básico e, principalemte, do esgotamento sanitário”, comentou José Raimundo Barros, tecnologista da informação do IBGE no Maranhão.
Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, a falta do saneamento básico é responsável pelo aparecimento de muitas doenças. De cada 100 mil habitantes, pelo menos 812 são internados no estado com doenças transmitidas, prinicpalmente, por verminoses. As crianças que brincam em lugares tomados pela água suja, são as mais vulneráveis à contaminação.
Segundo o IBGE, em São Luís, 33% das casas estão em lugares onde o esgoto escorre por cima das ruas e a situação no interior do estado é ainda pior, onde mais da metade das casas de 77% dos municípios maranhenses estão em locais sem as mínimas condições de moradia. O doutor em engenharia ambiental, Lúcio Macedo, chama atenção para a economia que seria feita na saúde com o investimento no saneamento básico: “A cada R$ 1,00 investido no saneamento, nós economizamos R$ 4,00 com a medicina curativa, então é um negócio que poderia frutificar bastante, rendendo uma melhor qualidade de vida para a nossa cidade”, disse o especialista.