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Os Sarneys mandam e o PT obedece
27 de abril de 2013    |    ás: 9:49 pm    |    Postado por:     |    

Lula-e-Sarney-em-Bacabeira

Por Augusto Nunes, da Veja

“Em dez anos, os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma tiraram milhões de brasileiros da situação de pobreza extrema”, fantasiou Márcio Jardim, integrante da executiva estadual do PT, na abertura do programa concebido para comemorar o 33° aniversário do partido. Reiterada a lorota, o companheiro começou a dizer verdades: “O Maranhão continua ostentando os piores índicadores sociais do país. Somos os piores na saúde e na educação. Vivemos num estado de profunda  insegurança, medo e violência que aterroriza todos nós”.

Já com a musiquinha eleitoral ao fundo, Jardim caprichou no fecho glorioso: “Com o PT, haveremos de inaugurar um tempo de mudança, renovação e esperança para o Maranhão”.  Deveria ter pedido licença à Famiglia que subjuga desde 1965 a capitania hereditária fundada por José Sarney. Irritada com os 15 segundos de desobediência do partido que faz parte do seu governo, Roseana Sarney ─ sempre orientada pelo pai ─ queixou-se ao amigo José Dirceu.

O futuro presidiário pediu providências a Rui Falcão, e o ex-jornalista que virou censor ordenou a imediata suspensão do comercial. É assim que funciona o controle social da mídia. E é assim que as coisas funcionam no grotão explorado há 50 anos por Madre Superiora e seus descendentes. Lá, o PT é mais que um aliado da turma do coronel de jaquetão. É comparsa em tempo integral, sócio de vez em quando e, quando necessário, servo exemplar.

Os gerentes da usina de miseráveis mandam. A companheirada obedece. É o que determina o acerto que transformou Lula e José Sarney, dois ferozes adversários até o fim do século passado, em amigos de infância. No tempo em que posava de inimigo de corruptos, o palanque ambulante vivia berrando que o dono do Maranhão era o maior ladrão do Brasil. O agora senador não mudou em nada. Continua o mesmo.

Lula é que se despiu de disfarces e mostrou a face real. Ficou com cara de José Sarney.

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Lula prega “manutenção da parceria” com comunistas
26 de março de 2013    |    ás: 8:00 pm    |    Postado por:     |    
oi

Presidente defendeu a manutenção da aliança com o partido de Flávio Dino.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestigiou na noite de ontem (25) a comemoração dos 91 anos do PCdoB, pregando a “manutenção da parceria e da sintonia em torno do objetivo comum”.

“Não somos apenas aliados, somos companheiros. Não temos apenas interesses em comum, temos os mesmos compromissos de vida. As mesmas causas históricas. Entre nós, mais do que respeito, existe confiança construída durante 30 anos de lutas e esperanças compartilhadas. Existem afeto e carinho”, discursou Lula, afagando o PCdoB.

O ex-presidente disse que “avanços foram conquistados no país” graças à parceria estratégica com o partido aniversariante e os demais partidos da base aliada. E terminou discurso cobrando a continuidade da parceria como forma de garantir “o caminho para que o povo brasileiro viva com dignidade plena”.

“Aniversários são datas importantes para celebrar o que já foi feito e celebrar o que está por vir. Ainda há muito a ser feito”, disse Lula, que fez breve homenagem a quadros históricos do partido, como Pedro Pomar, Maurício Grabois e Elza Monnerat.

Também prestigiaram a festa a ministra da Cultura, Marta Suplicy, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e o governador da Bahia, Jaques Wagner.

Com informações do Globo

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PSB reage e ameaça deixar governo
28 de fevereiro de 2013    |    ás: 2:06 pm    |    Postado por:     |    
Eduardo estaria incomodado com o "cerco" que Lula e Dilma estariam arquitetando

Eduardo estaria incomodado com o “cerco” que Lula e Dilma estariam arquitetando

Jornal do Commercio

O governador Eduardo Campos (PSB) estuda reagir ao que considera ser um cerco do PT nacional ao seu projeto presidencial. As provocações públicas dirigidas pelo ex-ministro Ciro Gomes (PSB), seu adversário dentro do partido, somadas às visitas que o ex-presidente Lula (PT) e presidente Dilma Rousseff (PT) farão ao Ceará, Estado governado por Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, estão sendo encaradas como uma tentativa aberta de intimidação para que Eduardo declare, desde já, se é candidato ou não em 2014. Como resposta, não está descartada uma medida extrema por parte do PSB: a entrega imediata dos cargos que o partido possui nos ministérios.

Socialistas entendem que Lula quer tirar Eduardo da “zona de conforto” e forçá-lo a tomar uma posição antecipada, seja pelo apoio à reeleição de Dilma, seja pelo lançamento de sua candidatura à Presidência. A movimentação silenciosa dos petistas para tirar o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), da legenda também é encarada como mais um elemento dessa ofensiva contra o PSB.

Com o entendimento de que a campanha eleitoral foi deflagrada, Eduardo está de olho nas próximas movimentações do PT e pode induzir seu partido, do qual é presidente nacional, a aprovar uma resolução favorável ao desembarque do governo federal. Caso o ministro Fernando Bezerra Coelho e o secretário nacional dos Portos, Leônidas Cristino, não sigam a possível orientação partidária, ambos só permaneceriam nos cargos como cota pessoal da presidente. Leônidas foi indicado pelo PSB do Ceará, comandado pelos irmãos Gomes.

 

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Lula vai ser investigado por seu envolvimento no Mensalão
09 de janeiro de 2013    |    ás: 5:26 am    |    Postado por:     |    

 

Uol

 

Denominado chefe dos mensaleiros, ex-presidente Lula será investigado por sua participação no esquema.

Apontado como o chefe dos mensaleiros, ex-presidente Lula será investigado por sua participação no esquema.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será investigado pelas denúncias feitas pelo publicitário condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) Marcos Valério, de que teve contas pessoais pagas com dinheiro do esquema do mensalão. A informação foi publicada nesta quarta-feira (9) pelo “O Estado de S. Paulo”.

Segundo o jornal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai enviar o caso à Justiça. Como não possui mais mais foro privilegiado, Lula poderá ser investigado pelo Ministério Público Federal em São Paulo, Brasília ou Minas Gerais.

De acordo com a reportagem, o ex-presidente poderá ser chamado para prestar depoimento, assim como Marcos Valério, que afirmou que o esquema do mensalão pagou despesas pessoais de Lula.

Ao saber das acusações, em dezembro do ano passado, o ex-presidente Lula chamou Marcos Valério de mentiroso. “Eu não posso acreditar em mentira, eu não posso responder mentira”, disse na ocasião.

Procurado pelo jornal, o Instituto Lula informou que o ex-presidente está viajando e que não iria comentar a informação de que o MPF vai investigar as acusações de Marcos Valério, condenado a mais de 40 anos de prisão por envolvimento com o mensalão.

Em depoimento ao Ministério Público em 24 de setembro do ano passado, a que o jornal “O Estado de S. Paulo” teve acesso, Marcos Valério, considerado o operador do mensalão, teria dito que o ex-presidente usou dinheiro do esquema para “despesas pessoais”. Os recursos teriam chegado a Lula por meio de depósito na conta da empresa de Freud Godoy, ex-assessor do petista.

Segundo o depoimento de Valério reproduzido pelo jornal, Lula teria ainda dado “ok” para empréstimos de Valério junto a bancos para financiar o esquema do mensalão. A contrapartida pela ajuda de Valério teria sido o pagamento da defesa do publicitário no julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), no valor de R$ 4 milhões. O PT nega ter pago os honorários, e o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, não se manifestou.

As denúncias de Valério citam ainda o senador Humberto Costa (PT-PE) e o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho (PT). Sobre Costa, Valério afirma que o senador teria recebido, em sua campanha de 2002, R$ 512.337,00, por meio de sua tesoureira de campanha, Eristela Feitoza. “Isso é um assunto requentado. Isso é um assunto de 2005, levantado e devidamente respondido”, respondeu o senador.

Já sobre Marinho, Marcos Valério diz que ele teria sido o intermediário para a edição de uma medida provisória que beneficiou o banco BMG, dando à instituição exclusividade, por 90 dias, na exploração de crédito consignado. Em nota, o prefeito negou a acusação.

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“Sarney quer cortar o caminho de Lula”, afirma Roberto Freire
03 de janeiro de 2013    |    ás: 10:11 am    |    Postado por:     |    

Presidente nacional do PPS questiona os motivos que levaram o presidente do Senado, José Sarney, a declarar que ex-presidentes da República não deveriam poder concorrer novamente a cargos eletivos

Do Brasil 247

A declaração é a favor da Dilma? Ou contra Lula? O questionamento é do presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP). O parlamentar disse não entender as declarações do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que defendeu a proibição de que ex-presidentes da República participem de eleições. A declaração foi dada por Sarney em uma entrevista à Folha de São Paulo no início da semana.

Para Freire, é “estranha” uma declaração como essa neste momento. “Qual o sentido dele [Sarney] falar que um ex-presidente não pode voltar a exercer mandatos? Não entendi por que disse isso. Pode ser a favor de Dilma, que pode tentar a reeleição em 2014. Mas pode ser contra o Lula também, que é alvo de denúncias. Sarney quer cortar o caminho dele”, afirmou à reportagem.

O presidente nacional do PPS lembra que hoje existem quatro ex-presidentes vivos no Brasil: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Mello e o próprio José Sarney. “Apenas o Lula e o FHC não disputaram eleições ainda. O Collor é senador e o Sarney se candidatou várias vezes. O Itamar [Franco] voltou. Todos voltaram”, destacou.

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Tremei, Lula! Sarney defende proibição da eleição de ex-presidentes
02 de janeiro de 2013    |    ás: 1:53 pm    |    Postado por:     |    

Oligarca maranhense tenta sabotar projeto do ex-presidente Lula e anuncia o fim de sua corrupta carreira política.

Poder e política

Um dos mais longevos políticos brasileiros, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defende uma lei para regular o comportamento de ex-presidentes da República. ‘Uma legislação que não permitisse a nenhum ex-presidente da República que voltasse a qualquer cargo eletivo’, sugere.

Sarney, 82, chegou à Câmara como deputado federal pelo Maranhão em 1955. Nunca mais saiu da política. Foi presidente da República de 1985 a 1990. Em seguida, fez o que agora não recomenda aos demais: disputou e venceu, pelo Amapá, três eleições para o Senado. Em 2015, quando termina seu atual mandato, completará 24 anos ininterruptos no Congresso.

Em entrevista, diz agora que não pretende ser mais candidato a nada. Seu rumo à aposentadoria começa no início de 2013, quando deixa a presidência do Senado.

Um pouco melancólico, acha que as ‘medidas provisórias destruíram o Congresso’, mas não vê solução no curto prazo. Defende mudança no sistema de governo para o parlamentarismo.

Sobre sua sucessão no Planalto, em 1989, tem uma avaliação crítica sobre o candidato do PMDB naquele ano: ‘O equívoco do Ulysses foi achar que rompendo com o governo ele teria o apoio da opinião pública.’ Rompido com Sarney, Ulysses Guimarães (1916-1992) ficou com 4% dos votos naquela disputa.

Político moderado, posicionado do centro para a direita, Sarney apoiou o governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Enxergou ali uma forma de lustrar sua imagem.

Lula, conta Sarney, foi três vezes à casa dele para pedir apoio. ‘Para mim, era muito bom. Durante todo esse tempo de político [eu era] tido como conservador. Eu vi essa possibilidade de nós termos um operário no poder’.

Ao deixar a presidência do Senado, no início de 2013, Sarney pretende ter menos compromissos partidários. Quer desfrutar mais de sua ‘paixão’ pelo Maranhão. ‘É uma saudade que não passa’.

A seguir a entrevista, realizada em 17 de dezembro.

Folha/UOL – Ao assumir a presidência do Senado o sr. disse que talvez fosse a última eleição que disputaria. É isso?

José Sarney – Política só tem uma porta. Não tem porta de saída. Não poderei deixar de fazer política, de ser político.

Do ponto de vista eleitoral?

Mandatos eletivos não vou ter mais. Também não quero ter atividades partidárias.

Como está a política brasileira, na sua avaliação?

O Brasil tem um gargalo. A sua organização política. Nossas instituições políticas remontam ao século 19. Ainda não conseguimos uma estrutura política como aquelas que dão estabilidade.

Por exemplo?

Essas medidas provisórias destruíram o Congresso. Jogaram nas costas do Executivo e do Legislativo algumas funções que eles não têm. A Constituição de 1988 transferiu ao Executivo a capacidade de legislar. O Congresso não funciona na sua plenitude. O Executivo fica muito dependente dessas medidas.

Todos os presidentes dizem que é muito difícil governar sem medida provisória…

É a grande armadilha. Sem as medidas provisórias é impossível governar. Mas com elas a democracia jamais se aprofundará e as instituições jamais se consolidarão. O Congresso entrou numa crise.

De pouco poder?

De não legislar. Legisla para sancionar aquilo que o Executivo já legislou, porque já está em vigor. É o gargalo.

A solução…

A Constituição de 1988 é híbrida. É ao mesmo tempo parlamentarista e presidencialista. É tão falha que já temos 67 emendas. Os artigos nessas emendas são superiores [em número] aos artigos da Constituição. Temos em tramitação 1.500 emendas constitucionais. E já passaram pelo Congresso nesses anos 3.500 emendas.

Quando e como isso será resolvido?

Como todas as coisas de Estado se resolvem: quando a crise se tornar paroxística. Não é agora. Não vejo, numa visão de médio prazo, nenhuma possibilidade de que isso possa ocorrer. Estou no Congresso há 54 anos. Vejo falar em reforma política todo o tempo. Quando o assunto entra em marcha, não vai. Não avança.

Quando avançará?

Quando mudarmos do regime presidencialista para o parlamentarista. Por quê? Porque nos momentos de crise, cai o governo. E a estrutura continua estável. Não cria crise. Aqui, no regime presidencial, qualquer crise atinge o próprio governo. Para sair disso, é muito difícil.

E como será até chegar o parlamentarismo?

Vamos viver baseados na qualidade do presidente de manter o país estável.

Por que Ulysses Guimarães, candidato pelo PMDB em 1989, não defendeu o senhor?

O Ulysses cometeu um grande equívoco: achar que rompendo com o governo teria apoio da opinião pública. Nenhum governo em qualquer situação deixa de ter, no mínimo, 20% de apoio na opinião pública. O PMDB não podia ter legitimidade popular para atrair os que eram contra o governo. O PMDB tinha sido instituidor do governo. Participava. Com essa fragilidade, Lula foi para o segundo turno com 16%. O Ulysses teve 4%. Se tivesse se integrado às nossas forças, teria no mínimo 20%, 25%. Iria para o segundo turno. Inevitavelmente, seria eleito.

Ulysses ajudou a cristalizar a fragmentação no PMDB?

O PMDB se fragmentou todo quando ele perdeu a perspectiva de poder. Todos sabiam que Ulysses não seria eleito, que essa estratégia tinha falido.

Em 1989, Lula e o PT o criticaram. Agora, são seus aliados. O que se passou?

Acho que, durante a campanha de 1989, ele não me atacou tanto pessoalmente.

E no governo Lula?

Eu nunca saí da minha casa para ir à casa de ninguém e dizer: ‘Eu vim aqui para lhe apoiar’. O Lula foi à minha casa três vezes. Na campanha dele. Buscaram o meu apoio em companhia do José Alencar. A conversa era no sentido de apoiar-lhe. Eu achei que era do meu dever. Para mim, era muito bom. Durante todo esse tempo de político [eu era] tido como um político conservador. Vi essa possibilidade de nós termos um operário no poder.

Como seria institucionalmente correto o Brasil cuidar de seus ex-presidentes?

Acho que deveríamos ter uma legislação que não permitisse a nenhum ex-presidente da República, deixando o governo, que voltasse a qualquer cargo eletivo.

Deveria ser proibido?

Deveria ser proibido. Deveria-se dar ao ex-presidente as condições para ele exercer as funções do ex-presidente.

Quais são elas?

Pode ser um braço não governamental das negociações em que o governo não pode entrar diretamente, para ser um homem apaziguador. Essa é a função do ex-presidente, como ele exerce nos Estados Unidos. Mas tem que ter condições. O Estado deveria dar-lhe uma pensão de sobrevivência, assegurar escritório, viagens, segurança permanente. Porque um ex-presidente deixa no governo inimigos, deixa pessoas no mundo dessa natureza.

Mas por que, então, o sr. como ex-presidente voltou para a vida eleitoral?

Eu não pensava em voltar à política. Mas houve o problema do [Fernando] Collor. Todas as forças políticas que tinham ficado contra mim foram me pedir que eu voltasse. Achavam importante minha presença dentro do Congresso. Aceitei voltar para prestar um serviço ao país naquele momento.

O sr. não aconselharia o seu agora aliado Lula a disputar um cargo em 2014?

São decisões pessoais que cada um tem que tomar.

Ao deixar o Senado, como será a sua rotina?

Assim que eu deixar o Senado, que não tiver compromissos partidários, acho que é muito difícil resistir à paixão de voltar ao Maranhão. É uma saudade que não passa.

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Marcos Valério confirma que Lula era o “chefe do Mensalão”
15 de setembro de 2012    |    ás: 1:38 pm    |    Postado por:     |    

Eu já sabia: Garoto propaganda e aliado de Washington Luiz, Lula se empenhou pessoalmente na montagem do maior esquema de corrupção do país.

Da Veja

Diante da perspectiva de terminar seus dias na cadeia, o publicitário começa a revelar os segredos que guardava – entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo

Rodrigo Rangel

Dos 37 réus do mensalão, o empresário Marcos Valério é o único que não tem um átimo de dúvida sobre o seu futuro. Na semana passada, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decididas, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar a sentença de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é totalmente improvável que ele termine seus dias na cadeia.

Apontado como responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PT montar o maior esquema de corrupção da história, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o “predileto” do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão que ele não consegue mais guardar só para si – mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos a quem ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel.

Feita com base em revelações de parentes, amigos e associados, a reportagem de capa de VEJA desta semana reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente Lula no mensalão. “Lula era o chefe”, vem repetindo Valério com mais frequência e amargura agora que já foi condenado pelo STF. Assinada pelo editor Rodrigo Rangel, da sucursal de Brasília, a reportagem tem cinco capítulos – e o primeiro deles pode ser lido abaixo:

“O caixa do PT foi de 350 milhões de reais”

A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 350 milhões de reais. “Da SMP&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”, afirma o empresário. Esse caixa paralelo, conta ele, era abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fictícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PT. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo. “Muitas empresas davam via empréstimos, outras não.” O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da República.

Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”. Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula petista no auge do esquema, em 2003 e 2004, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de recursos foram registradas minuciosamente em um livro guardado a sete chaves por Delúbio. Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 55 milhões de reais obtidos por meio dos empréstimos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para remunerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério delineiam um caixa clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação declarada da campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2002.

Leia mais na Veja desta semana.

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Sanatório Geral: Conto da Refinaria…
14 de julho de 2012    |    ás: 2:33 am    |    Postado por:     |    

“É importante que a gente tenha consciência de que daqui a alguns anos o Maranhão passará a não ser conhecido no Brasil como um estado pobre, porque tem muitos investimentos privados e muitos investimentos do Governo Federal, a começar pela Refinaria de 600 mil barris/dia que está sendo construída pela Petrobrás.”

Presidente Lula, em vídeo gravado para o companheiro Washington Luiz (PT), tentando mais uma vez aplicar o conto da refinaria no povo de São Luís.  Só faltou combinar com a companheira Graça Foster, que nesta semana esteve na capital para dizer na cara da governadora Roseana que o Maranhão só vai bombar depois do ano de 2018, quando a Petrobrás acredita que terá recursos para retomar a instalação do empreendimento em Bacabeira.

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Em vídeo, Lula pede voto para Macaxeira
13 de julho de 2012    |    ás: 10:04 pm    |    Postado por:     |    

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva fez a primeira aparição na campanha eleitoral em São Luís.

E, como nem poderia ser diferente, o candidato beneficiado com a participação do ilustre cabo eleitoral foi Washington Luiz (PT).

No depoimento em vídeo gravado para a campanha do Macaxeira, Lula tem a cara de pau de afirmar que no futuro o Maranhão não será mais um estado miserável graças a Refinaria Premium I – recentemente cancelada pela Petrobrás.

Veja:

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Lula pode apresentar edição especial do Mirante Rural
21 de junho de 2012    |    ás: 12:02 pm    |    Postado por:     |    

Entusiasmada com o crescimento de Fernando Haddad (PT) nas pesquisas eleitorais em São Paulo, – alavancado pelo comício televisivo apresentado pelo Lula no Programa do Ratinho – a governadora Roseana Sarney (PMDB) determinou que a Mirante convide o ex-presidente para apresentar uma edição especial do Mirante Rural.

A participação de Lula no jornalístico campestre é motivada pelos baixos índices apresentados por Washington Luiz Macaxeira, pré-candidato do PT à prefeitura de São Luís.

Washington, segundo a Econometrica, perde até para o Marcos Silva (PSTU), até então o lanterninha ab aeterno de todas as eleições no Maranhão; e só aparece na frente do ex-deputado Haroldo Sabóia (PSOL) por que ele está parecidíssimo com o deputado Sarney Filho (PV), por isso anda sofrendo com a rejeição do eleitorado.

O convite será apresentado à direção do PT nas próximas horas. Se aceito, o petista grava ainda esta semana.

Para burlar a legislação eleitoral, que não permite pré-campanha na TV, Lula aparecerá na TV ensinando o repórter Sidney Pereira a arrancar uma Macaxeira do solo e fazer um bolo. Induzindo assim o eleitorado a associar a imagem do ex-presidente ao candidato do PT.

Texto de humor produzido para o Portal Imentira, atualmente censurado pelo Sistema Mirante de Comunicação

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