A eterna reforma de um hospital no Maranhão dos Sarney
01 de julho de 2013    |    ás: 7:00 pm    |    Postado por:     

revista 01 450x290 A eterna reforma de um hospital no Maranhão dos Sarney

Carta Capital

Há pouco mais de 20 dias, meia dúzia de deputados estaduais de oposição foi à Justiça Federal do Maranhão cumprir um dos mais antigos e inúteis rituais de ação política no estado: denunciar um esquema de fraude administrativa de desvio de dinheiro público. As operações suspeitam os oposicionistas, podem ter sido montadas para alimentar o caixa 2 do grupo político do Senador José Sarney, no comando do Maranhão há décadas.

Nas páginas da denúncia apresentada pelos parlamentares descortina-se um esquema irregular de repasses milionários a uma inexplicável, longa e cara reforma de hospitais. Iniciadas em 2009, as obras nunca concluídas do Carlos Macieira, a maior unidade pública do estado, custaram aos cofres maranhenses até agora, 108, 7 milhões de reais. Outro hospital público, o Aquiles Lisboa, especializado em pacientes com hanseníase, virou um sorvedouro de dinheiro do contribuinte graças a uma reforma que dura quatro anos ao custo de 11,4 milhões de reais. No centro dessa fantástica contabilidade está Ricardo Murad, cunhado de Roseana Sarney, por ela nomeado secretário estadual de Saúde em 20 de abril de 2009.

Irmão de Jorge Murad, marido de Roseana, Ricardo esperou oito meses para iniciar o esquema milionário de injeção de verbas no Carlos Macieira, instituição que, como quase tudo no Maranhão, homenageia um integrante do clã. O médico que dá nome ao hospital é sogro de Sarney, avô da governadora. Sob alegação jamais justificada de estado de emergência, o secretário contratou sem licitação em dezembro de de 2009, uma empreiteira do Ceará, a Fujita Engenharia. O contrato previa um investimento de 38,6 milhões de reais nas obras de reforma e ampliação do Hospital.

O prazo de execução: 180 dias. No mesmo mês o governo maranhense adiantou à construtora cearense 2 milhões de reais. A partir dos termos do contrato, portanto, as obras do hospital deveriam estar prontas em junho de 2010. Em agosto daquele ano, contudo, o Diário Oficial do Estado publicou um aditivo para reduzir o valor do contrato a 26,5 milhões de reais, de modo a garantir o andamento da obra, apesar do atraso de dois meses.

Durante o ano de 2010, a Fujita Engenharia recebeu, além dos 2 milhões de reais pagos em dezembro de 2009, mais 23,6 milhões, embora a execução da obra continuasse lenta. Em 7 de junho de 2011, um ano depois de estourado o prazo de 180 dias do primeiro contrato firmado com a construtora, Murad decidiu abrir uma licitação para a mesma obra no hospital. A vencedora foi a Fujita, incrivelmente chamada a realizar o mesmo serviço, reforma e ampliação do hospital, a partir de um novo contrato, desta vez equivalente a 39,5 milhões de reais, com prazo estabelecido de 600 dias (um ano e oito meses) para entrega da obra. Ou seja, além de não ter sofrido nenhuma sanção do governo maranhense por ter recebido cerca de 26 milhões de reais para tocar uma obra emergencial que nunca saiu do papel, a construtora acabou vitoriosa no processo licitatório aparentemente montado para favorecê-la.

Um ano depois, em 6 de julho de 2012, a Fujita seria contemplada com uma prorrogação do prazo de 120 dias, além de um adicional de 6 milhões de reais a título de aditivo contratual. Assim, o valor total do contrato subiu a 45,6 milhões de reais. Tanta generosidade passou a causar desconfiança entre a oposição e os poucos blogs de jornalismo que conseguem furar o controle da mídia no estado, quase toda nas mãos dos Sarneys e aliados, sem falar na forte influência do clã sobre o judiciário, a polícia e o Ministério Público locais. Antes da realização de uma auditoria nas obras, capaz de verificar como foi aplicado a dinheirama repassada à Fujita Engenharia , um misterioso incêndio 45 dias depois do aditivo repassado à empreiteira transformou em cinzas provas da reforma que nunca existiu. Dali a dois meses, em outubro de 2012, Murad decidiu rescindir o contrato com a empreiteira. para a Fujita nenhum problema: a construtora já havia recebido todos os pagamentos.

A partir de então, iniciou-se um processo licitatório que beneficiaria outra empresa do Ceará, a Star Construções, com o novo contrato de reforma e ampliação do Carlos Macieira. Coincidentemente, a Star funciona no mesmo endereço da Fujita em Fortaleza. e não por acaso: os donos de ambas as empresas são os irmãos Carlos Roberto e Lisandro Fujita. Em 9 de janeiro passado, a Star Construções foi contratada a partir de um pregão presencial aberto pela Secretaria de Saúde. Para essa nova fase da interminável reforma do hospital, o governo maranhense destinou mais de 35, 5 milhões de reais. Ao mesmo tempo, Murad abriu uma nova licitação para construção de hospitais de cem leitos em quatro municípios maranhenses: Imperatriz, Caxias, Pinheiro e Santa Inês. Ganha um prato de arroz de cuxá quem adivinhar o vencedor da concorrência. A Star levou e vai tocar os projetos avaliados em 41,8 milhões de reais.

Em Outro Hospital, o Aquiles Lisboa , a ONG de um aliado dos Sarneys recebe 5 milhões de reais.

Processo semelhante ocorreu no Hospital Aquiles Lisboa, também de São Luís. Em 3 de novembro de 2009, a Secretaria de saúde fechou sem licitação contrato de 5,1 milhões de reais com a Cruz Vermelha Brasileira para a prestação de serviços médicos no hospital. Em 9 de abril de 2010, outro contrato no valor de 803,7 mil reais para o mesmo hospital, desta feita para serviços de reforma, foi acertado com a empreiteira Coteb. Não parou por ai. Em 2011, após o encerramento do contrato com a Cruz Vermelha, Murad firmou um termo de parceria com Associação Tocantina para o desenvolvimento da Saúde – Bem Viver no valor de 5,1 milhões de reais, com pagamentos mensais de 429 mil reais. O responsável pela Bem Viver é o deputado estadual Antonio Pereira (DEM), um dos principais operadores da família Sarney na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em 10 de maio de 2012, a parceria da Associação de Pereira com o governo estadual foi corrigida para 5,5 milhões de reais para o mesmo serviço no hospital Aquiles Lisboa.

Apesar de tanto dinheiro disponível, o lugar está quase em ruínas e funciona apenas em uma das casas do complexo. Homens, mulheres e crianças dividem o mesmo espaço e ha um único banheiro para todos, inclusive para os visitantes. Ainda assim, o gasto mensal de manutenção do hospital é de 500 mil reais. Embora o Mal de Hansen, conhecido popularmente como Lepra, seja uma enfermidade dos tempos bíblicos, o Maranhão é o quarto estado brasileiro com maior índice de incidência da doença no país. Perde apenas para Mato Grosso, Tocantins e Rondônia. Em 2012, dos 29 mil casos de hanseníase detectados no Brasil, 3.302 ocorreram no Maranhão, 305 deles em menores de 15 anos de idade.

“Tudo isso é mais um escândalo”, afirma, resignado, o deputado estadual Marcelo Tavares, do PSB, um dos autores das denúncias. Segundo ele, graças ao prestígio de Sarney no governo federal, a governadora Roseana conseguiu 1 bilhão de reais do BNDES, de um total de 3,8 bilhões a serem emprestados no médio prazo, com a justificativa de reformar hospitais no estado. Procurado por Carta Capital, Murad preferiu não prestar informações sobre as obras.

Deputado da Bem Viver retira assinatura da CPI da Agiotagem
14 de maio de 2013    |    ás: 11:17 am    |    Postado por:     

antonio pereira 350x232 Deputado da Bem Viver retira assinatura da CPI da Agiotagem

Ligado ao esquema da Bem Viver, o deputado estadual Antonio Pereira (DEM) foi o primeiro a debandar da proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os crimes de agiotagem no Maranhão.

A CPI conta agora com apenas 12 assinaturas, e não deve sair do papel pela falta de vontade do governo e da oposição no aprofundamento das investigações a respeito do tema.

Há quem diga que nem o deputado Raimundo Cutrim (PSD) tem interesse na criação da CPI.

Os deputados Marcelo Tavares (PSB) e Othelino Neto (MD) alegam que não vão avalizar uma CPI que pode ser usada politicamente contra a oposição, e exigem, no mínimo, a relatoria desta para assinarem o requerimento.

Já a governadora Roseana Sarney tem 32 deputados que poderiam perfeitamente tirar a comissão do papel. No entanto, ela não tem nenhum interesse de acabar com os esquemas de agiotagem no estado. Por medo, inclusive, que as investigações batam na porta do Palácio dos Leões.

Bomba: Hugo Freitas revelou esquema de corrupção envolvendo Marco D’Eça
28 de março de 2013    |    ás: 3:27 pm    |    Postado por:     
hugo freitas Bomba: Hugo Freitas revelou esquema de corrupção envolvendo Marco DEça

Hugo Freitas, na foto ao lado do chefões do comunismo, revelou esquema de corrupção envolvendo jornalista Marco D’Eça

Blog do Hugo Freitas

É impressionante como a mídia maranhense anda envolvida em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro, agiotagem, chantagem de políticos, e toda sorte de crimes que assombram quem tenta fazer um jornalismo sério e honesto neste estado.

A bomba da vez trata de Ricardo Murad, secretário estadual de Saúde e cunhado da governadora Roseana Sarney, que supostamente teria usado a ONG Bem Viver, que administra boa parte dos hospitais da rede pública estadual, para operar um esquema de lavagem de dinheiro e beneficiar jornalistas e blogueiros, muitos da capital, pagos com dinheiro público.

A propina oriunda do bolso do contribuinte imperatrizense seria destinada para encobrir a participação do deputado Antonio Pereira (DEM) e do próprio Ricardo Murad na máfia de desvio de verbas da Saúde no estado.

Os valores, que chegam à soma de R$ 80.000,00 mensais, eram repassados à empresa do também candidato a prefeito de Imperatriz, Justino Filho (PTC), para supostamente elaborar campanhas de publicidade e propaganda para a Bem Viver.

De acordo com informações, cabia a Justino Filho repassar dinheiro para jornalistas e blogueiros ficarem “calados” sobre o esquema, inclusive de São Luís.

Continue lendo no blog do historiador, sociólogo, jornalista, professor universitário, pesquisador da UFMA, cantor, compositor, escritor, repórter da TV Guará e ex-comunista Hugo Freitas

Mensalão de Ricardo Murad envolve jornalistas e blogueiros de São Luís
02 de outubro de 2012    |    ás: 1:31 pm    |    Postado por:     
Corrigido às 10:22h

O cunhado da governadora Roseana Sarney, Ricardo Murad, tem usado a ONG Bem Viver, que administra boa parte dos hospitais da rede pública estadual, para operar um grande esquema de lavagem que beneficia jornalistas e blogueiros, pagos com dinheiro público para encobrir a máfia de desvio de verbas da Saúde comandada pelo deputado Antonio Pereira (DEM) e pelo próprio Murad.

Os valores, que chegam a soma de R$ 80.000,00 mensais, eram repassados a empresa do também candidato a prefeito de Imperatriz, Justino Filho (PTC), para supostamente elaborar campanhas de publicidade e propaganda para a Bem Viver.

Cabia a Justino Filho repassar dinheiro para jornalistas e blogueiros, inclusive de São Luís. A empresa Liliani, de propriedade de Ildon Marques, era uma das beneficiada pelo esquema. O afilhado do ex-prefeito, Frederico Angelo, que já foi diretor do Detran em Imperatriz, era outro que recebia o mensalão.

Veja os documentos que comprovam a irregularidade e a lista com os nomes de blogueiros e jornalistas beneficiados com a propina:

Scan Pic0001 15 599x3751 Mensalão de Ricardo Murad envolve jornalistas e blogueiros de São Luís

Jornalistas que receberam mensalão da Secretaria de Saúde por meio da ONG Bem Viver

Scan Pic0001 2 428x599 Mensalão de Ricardo Murad envolve jornalistas e blogueiros de São Luís

Documento comprova repasse da Bem Viver para empresa de candidato a prefeito.