O Secretário Aluísio Mendes anunciou, na coletiva que está sendo realizada agora na Secretaria de Segurança, que o assassino do jornalista Décio Sá quase matou por engano o irmão do jornalista, professor Técio Leite.
Segundo o secretário de segurança, a morte encomendada teria custado R$ 100 mil. Do total, apenas R$ 20 mil foram pagos ao pistoleiro Jonhatas de Sousa Silva.
Mais informações daqui a pouco…
Gilberto Léda - com edição
A polícia acredita que tem tudo a ver com posts de Décio Sá sobre o assassinato de um agiota em Teresina a execução do jornalista no dia 23 de abril, num bar na Avenida Litorânea.
Os homens da SSP prenderam hoje os empresários Glaucio Alencar e seu pai, conhecido como Miranda. Eles são os supostos mandantes, trabalham com venda de merenda escolar para prefeituras e são suspeitos de envolvimento com agiotagem em todo o Maranhão. Um subcomandante da PM, acusado de emprestar a arma do assassinato, também foi preso.
A teia para a elucidação do crime começou a ser desenrolada quando os investigadores ligaram duas postagens do Blog do Décio – Homem que devia agiotas no Maranhão é executado em Teresina e Morte de Fábio Brasil ainda vai dar muito o que falar - ao assassinato do jornalista.
Ocorre o seguinte: Fábio Brasil, conhecido agiota de Teresina, teria contratado um pistoleiro para matar Glaucio Alencar por R$ 200 mil. Sem dinheiro para pagar pelo “contrato”, “Fabinho” foi descoberto quando o próprio pistoleiro revelou a Glaucio a trama e ofereceu seus serviços pelo mesmo preço.
A amigos, Glaucio negou que tenha aceitado a proposta. Mas o fato é que duas semanas após esse evento, Fabio Brasil foi morto a tiros. Valdênio José da Silva – preso logo no início das investigações e morto a tiros anteontem já havia confessado participação no crime do Piauí.
Décio Sá soube do assassinato e fez a primeira postagem. Depois, por meio de um amigo em comum com o agiota, soube de toda a trama e fez a segunda (veja nos links acima).
Na mesma época, num encontro num restaurante, Glaucio estava à mesa com alguns jornalistas e blogueiros quando surgiu o assunto do crime. Décio disparou: “Eu estou sabendo que foste tu quem mandou matar o Fábio Brasil”.
A policia do Maranhão cumpre, nesse momento, 8 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão na operação “Detonando” em São Luís, Santa Inês, Zé Doca e no Pará.
O objetivo da operação e a prisão do executor e dos apontados como mandantes do assassinato de Décio Sá. Segundo informações, sete prisões já foram feitas, inclusive a do autor dos disparos.
O executor do jornalista tem 24 anos e é paraense. Mais informações serão passadas numa coletiva às 11 horas na Secretaria de Segurança Pública.
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Com informações da TV Mirante e Blog do Itevaldo
Não soaram como exageradas as declarações do Domingos Dutra dando conta de que o mandante do assassinato do jornalista Décio Sá pode ter pegadas nos jardins do Palácio dos Leões… Ao menos para a polícia.
Pelo menos é o que sugerem algumas linhas de investigação que caminham neste sentido.
Figurões do estado, atuantes nas três esferas do poder, podem estar relacionados ao assassinato. Traição, envolvimento com drogas, chantagem, vingança e queima de arquivo aparecem como os prováveis motivos para o crime.
Apesar das suposições policiais, fontes garantem que faltam provas físicas, digitais ou confissões que garantam a elucidação do assassinato do jornalista. Informações amplamente divulgadas pela imprensa, como a suposta trajetória dos bandidos, também podem estar erradas e serviram apenas para despistar os investigadores.
E a Secretaria de Segurança do ‘melhor governo da minha vida de Roseana Sarney’ continua sem saber o que fazer…
Governistas, amigos, familiares e funcionários do Sistema Mirante de Comunicação –empresa da família Sarney- se unem amanhã em uma caminhada na Avenida Litorânea para protestar contra a violência que aterroriza o povo maranhense e que vitimou na semana passada o jornalista Décio Sá – um dos maiores defensores da política desgovernada de segurança pública comandada pela incompetente governadora Roseana Sarney e pelo despreparado secretário Aluísio Mendes.
Foi assassinado hoje pela madrugada um agente policial civil que estava participando da equipe que investiga a morte do jornalista e blogueiro Décio Sá.
O policial de nome João de Jesus Lobato Santana vinha exercendo participação ativa nas investigações sobre o assassinato de Sá, executado no dia 23 deste em um bar na Avenida Litorânea.
Lobato se deslocou, por volta das 22h, até ao Kabão para tomar cerveja gelada. Distraído, o policial foi executado por uma pessoa que estava na garupa de uma moto. O crime tem todas as características de que foi praticado por pistoleiros de aluguel.
O policial foi atingido no abdome com uma pistola ponto 40, arma de uso exclusivo da polícia e do mesmo calibre das utilizada na execução do jornalista Décio Sá e do personal treiner Diego Souza Mendes que foram assassinados na segunda-feira (23) e na terça-feira (24).
Com informações do G1 MA e Luis Cardoso
“Com certeza é um crime de encomenda. Ele mexia muito com a política do Estado. Sem dúvida nenhuma isso foi a motivação para o assassinato.” A conclusão é do presidente regional do PT do Maranhão, Raimundo Monteiro, ao deplorar o assassinato na noite de ontem, em um bar de São Luís (MA), do blogueiro Décio Sá, também jornalista da área de editoria de política do jornal O Estado do Maranhão.
Esta é, também, a linha da investigação seguida pela polícia maranhense. A morte do jornalista, por si só um crime bárbaro, foi marcada, ainda, por requintes de extrema crueldade. Um homem se aproximou dele, desfechou-lhe seis tiros de uma pistola calibre 40 à queima roupa – quatro atingiram o jornalista na cabeça e outros dois no peito – e fugiu acompanhado por uma pessoa que o esperava do outro lado da rua, em uma motocicleta.
Jornalista de O Estado do Maranhão – pertencente à família Sarney – Décio Sá também era o titular do Blog do Décio conhecido por trazer informações sobre os bastidores da política maranhense de forma destemida, com revelações que atingiam de prefeitos à cúpula da política do Estado.
Arma do crime é de uso privativo da polícia
Por isso a polícia concorda com a hipótese de crime por encomenda levantada pelo presidente estadual do PT. Ainda mais ao considerar que a arma calibre 40 usada para matar o jornalista é privativa da polícia. “Se foi crime de encomenda, teve mandante”, adianta Monteiro, informando que o Estado já iniciou as investigações para chegar a quem encomendou e identificar os responsáveis.
No Palácio dos Leões – sede do governo maranhense – a Secretaria de Comunicação da governadora Roseana Sarney expediu nota na qual repudia o assassinato e afirma ter “tomado as providências” para a apuração. O presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney – cuja família é proprietária do jornal – também divulgou manifestação de repúdio, classificando o crime como “hediondo, brutal e cruel” e cobrando investigações.
Dirigindo-se aos colegas de profissão de Décio Sá, o presidente Sarney pediu engajamento para que “essa covardia não fique impune. Que a polícia identifique os assassinos e a justiça seja feita de forma exemplarmente rigorosa”. Eu também espero que assim seja.
Eu e os brasileiros estamos cansados de crimes impunes e de investigações nas quais prometem sempre o “máximo rigor” e, ao final, não chegam a nada. Que o assassinato de mais um jornalista, do Décio, seja o primeiro sinal de que a era da impunidade ficou para trás em nosso país e de que viveremos novos tempos em que, se é impossível evitar crimes, que eles sejam esclarecidos e seus responsáveis exemplarmente punidos.