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“Dossiê” que sustentou acusação contra Carlos Lula era falso

Um novo depoimento de Antonio Aragão, do IDAC, aumenta as suspeitas sobre a Operação Pegadores. O que antes eram só indícios de fragilidade, podem apresentar algo mais. Na semana passada, um blog que costuma publicar informações exclusivas da PF do Maranhão publicou o que seria um “dossiê”. Neste papel, estaria designado que o secretário de Saúde Carlos Lula era a ponta de uma pirâmide de corrupção na área.

Foi esse dossiê, que teria sido encontrado na casa de Aragão, que sustentou o pedido do delegado Wedson Cajé para pedir ao TRF a investigação de Carlos Lula. O tribunal de Brasília não só negou o pedido, como mandou recolher todo o processo e subir para Brasília, considerando-o incompetente para realizar a investigação.

Agora começam a aparecer mais elementos que sustentam porque a operação foi tão frágil. Em depoimento, Aragão negou que seja ele o autor de tal “dossiê” que teria sido encontrado em sua casa. Afirma em depoimento que o papel foi colocado, dentro de um envelope, na caixa de correio da casa dele.

Era nesse papel que estaria, segundo a PF maranhense, uma pirâmide desenhada com o nome de Carlos Lula, o que embasou o pedido de investigação. Resta agora ao TRF investigar a origem de tal desenho, que se passou por “dossiê”. Cajé sofreu representação na Corregedoria Geral da PF por sua atuação no caso.