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PSB fecha o cerco contra infiéis

A direção nacional do PSB decidiu fechar o cerco aos deputados federais do partido que não estão decididos a votar pela aceitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), como é o caso do parlamentar maranhense José Reinaldo Tavares

No fim de setembro, o PSB decidiu fechar questão para tentar obrigar a bancada do partido na Câmara a votar pela aceitação. Em caso de infidelidade, a punição será a expulsão.

Zé Reinaldo até havia anunciado sua desfiliação do PSB, justamente por discordar da oposição ao Governo Temer. Contudo, voltou atrás após a saída do seu desafeto Roberto Rocha para o PSDB.

Caso não mude de posição, o ex-governador pode tomar o mesmo rumo do senador e ser convidado a buscar uma nova sigla. Pelo andar da carruagem, é o que deve ocorrer, afinal, o socialista estava em um seleto grupo que recepcionou o presidente em sua vista a Base de Alcântara na semana passada.

Zé Reinaldo acompanhou Temer em sua visita a Base de Alcântara

Para se ter uma ideia dessa pressão, a líder do PSB na Câmara, deputada Tereza Cristina (MS), avalia deixar o posto até o fim desta semana. “Está indo longe demais essa situação. Ainda não estou decidida, mas devo resolver ainda nessa semana”. “Se ela (Tereza) não sair, vai ser expulsa”, afirmou Júlio Delgado (PSB-MG), um dos principais porta-vozes da ala oposicionista do PSB. A pressão dos oposicionistas deve aumentar ao longo das próximas semanas, garantiu.

Nesta terça-feira (10), o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) deve apresentar seu parecer sobre a denúncia na Comissão de Constituição e Justiça – CCJ. A peça da Procuradoria Geral da República é fruto do inquérito sobre o “Quadrilhão” do PMDB, aberto ainda em 2015. Para Janot, Temer liderava uma organização criminosa que desviou dinheiro da Petrobras, da Caixa Econômica e de Furnas, entre outras.

A denúncia será votada pelo plenário da Câmara independentemente do resultado na CCJ. Ou seja, todos os 513 deputados terão oportunidade de se manifestar.

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