Os constrangimentos e incoerências de Roseana - Marrapá

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Os constrangimentos e incoerências de Roseana

O debate de candidatos a governadores ocorrido na noite dessa terça, 2, na TV Mirante, escancarou as incoerências e constragimentos em torno da não-empolgante candidatura de Roseana Sarney (MDB).

“Vocês ficam vendo na televisão esse noticiário negativo do Maranhão e isso eu realmente eu estou triste”, disse a ex-governadora em aparente amnésia, sem citar de quando o Estado era notícia mundo afora pelas decapitações em Pedrinhas em seu governo.

“Eu deixei o governo saneado, com dinheiro em Caixa”, se fez isso mesmo, como explica a denúncia do Ministério Público de que teria deixado rombo no Maranhão de 410 milhões?

Roseana se diz socióloga formada no exterior, mas aparentemente não compreende as necessidades básicas do maranhense. Se entende não está sabendo colocar em prática.

“Durante o período de governo atual, ele (Dino) retornou para a linha de pobreza mais de 300 mil pessoas”, disse Roseana sem explicar que o aumento da pobreza está ligado umbilicalmente à política recessiva de Temer, do qual a ex-governadora ajudou a colocar no poder, junto com o hoje preso Eduardo Cunha (MDB).

“Não votei pela cassação da Dilma, não sou deputada, acho que o sr, está mal informado. Então não votei pelo impeachment da Dilma de jeito nenhum”, aqui encontra-se uma verdade e uma mentira da ex-governadora.

A verdade é que realmente Roseana não votou pois não era deputada, mas mente quando diz que não ajudou na queda de Dilma. Ela e o pai, José Sarney, estavam em Brasília na semana do impeachment buscando votos favoráveis à derrubada da petista. Dia depois da queda de Dilma, Sarney Filho foi agraciado com o Ministério do Meio Ambiente no governo Temer.

“Graças ao nosso governo, o sr. recebeu um estado como eu gostaria de receber um estado assim, com dinheiro do BNDES em caixa”. E o menor IDH do país? E o segundo menor renda per capita do trabalhador no país? E São Luís como uma das cidades mais violentas do mundo?

“O que sei desse programa [O Casa Ninar, antes o local era uma casa luxuosa custeada pelo governo para festas da elite maranhense], é que é muito bom, só que atende o mínimo possível”. Em uma sentença Roseana elogiou o programa de Dino e ainda sugeriu uma melhoria, ampliar o atendimento ao público.

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