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A oposição do cada um por si

O governador Flávio Dino (PCdoB) pavimenta sua reeleição com uma administração bem estruturada e aprovada pela população, ainda articula uma coligação com até 12 partidos em 2018. Além desses fatores positivos, o comunista ainda conta com a generosa colaboração da oposição que bate cabeça e age de maneira individual, sempre na base do “cada um por si”, na defesa dos próprios interesses e mutretas.

Faltando um ano para a eleição estadual, até hoje Dino ainda não sabe quem será seu adversário do PMDB. Antes uma unanimidade, a ex-governadora Roseana Sarney é vista com desconfiança por boa parte do partido. A pouca repercussão do pedido do presidente nacional, senador Romero Jucá, para a sigla se juntar e apoiar a filha de Sarney é uma prova dos ânimos no seio peemedebista. Nem mesmo João Alberto, presidente estadual da sigla, compartilhou a mensagem de Jucá.

Por enquanto existem duas candidaturas oposicionistas: Maura Jorge (Pode) e Roberto Rocha (PSB). A primeira tenta se desgarrar da fama de pertencer ao grupo Sarney, o segundo é conhecido por sua individualidade na política.

Ainda existem os clãs familiares que dão de ombros para a eleição ao governo e só pensam em garantir seus mandatos. Os “Murad” nem aparecem mais nas reuniões do PMDB. A espalhafatosa deputada estadual Andrea Murad só visa conseguir vaga na Câmara Federal, assim como o cunhado Sousa Neto em renovar a cadeira na Assembleia Legislativa. Na turma dos “Lobão”, Edison está mais preocupado em não acabar preso, por isso será candidato à reeleição em busca de manter o foro privilegiado, mesmo com quase 90 anos. Também acossado pela Justiça, Edinho Lobão sonha em manter-se suplente do pai.

Zequinha Sarney, como medo de mais uma vez ser escanteado pela irmã e pelo pai, José Sarney, adiantou-se logo e anunciou também sua candidatura ao Senado.

Até mesmo os novos sarneyzistas, como o caso de Wellington do Curso (PP) e Eduardo Braide (PMN), não fazem questão de formar uma coalização de oposição a Flávio Dino do governo. A dupla até se orgulha de se afirmar “independente”.

Por não chegar a um consenso, o discurso da oposição fica esvaziado até mesmo para propor o bom debate necessário na política.