O prefeito João Castelo, que permanece estacionado no patamar de 30% das intenções de voto, deve parte do atual desempenho ao grande volume de campanha na rua.
Com centenas de carros de som, milhares de militantes à disposição e previsão orçamentária de 20 milhões de reais para gastar na eleição, o tucano conseguiu criar um clima de “já ganhou” nos primeiros 45 dias de campanha. Prova disso é o índice de percepção do eleitorado de que ele vencerá a disputa pela prefeitura, na casa dos 47%.
Mas, o candidato à reeleição pelo PSDB deve perder espaço a partir de agora, com o início da campanha eleitoral na TV e no rádio.
Nesta nova etapa, o eleitor tende a repensar o voto depois de observar e avaliar as propostas dos candidatos que até então eram desconhecidos e não tinham espaço na mídia para se apresentar.
É agora, por exemplo, que o eleitorado ludovicense começa a perceber o vice-governador Washington Oliveira (PT), dono do maior espaço no palanque eletrônico. O candidato vai usar e abusar da imagem de ungido da presidente Dilma, do Lula e da governadora Roseana Sarney. Naturalmente vai ganhar mais alguns pontos nas pesquisas e, talvez, até chegar à casa dos dois dígitos.
Tadeu Palácio (PP) também vai ser beneficiado. O ex-prefeito foi quem mais demorou a colocar a campanha na rua. Chegou a liderar a disputa após a desistência do comunista Flávio Dino, mas perdeu votos para Edivaldo Júnior (PTC) depois que teve a candidatura impugnada no TRE.
Edivaldo Holanda Júnior é outro que deve lucrar com o horário eleitoral. Em constante ascensão, há quem aposte que o candidato tem condições chegar à liderança até 7 de outubro.
Isso sem falar nos concorrentes Eliziane Gama (PPS), Haroldo Sabóia (PSOL), Marcos Silva (PSTU) e Ednaldo Neves (PRTB), que só a partir de agora entram efetivamente na disputa.
E Castelo, com menos de três minutos e meio no programa eleitoral gratuito, vai ter que correr para defender e justificar os resultados de sua administração, apresentar propostas para os próximos quatro anos e ainda se proteger das criticas e da artilharia pesada dos adversários.
Duvido muitíssimo disso. Vai, mais uma vez, ficar provado que a única coisa que os adversários têm são calúnias e mais calúnias e que Castelo, além de trabalhar por São Luís tem ainda que lidar com essa palhaçada.
Com certeza deve acontecer alguma movimentação no quadro, quando analisado apenas o aspecto “horário político”.
João Castelo mescla mentiras, promessas e feitos; passado e futuro. Isso acaba causando uma confusão na cabeça de quem assiste a sua campanha na tv e no rádio.
Falta um ponto, um norte. O ideal seria primeiro defender a primeira gestão; depois mostrar o que foi feito e, por último, falar de futuro. Tem que haver uma ordem cronológica na coisa, um sentido…
Se assim for, com certeza ele vai apresentar um programa que convença o eleitorado.
Porém, não apenas este aspecto deve ser avaliado e predominante para a estabilidade ou crescimento numérico do prefeito. Crucial é, mas não é o único.
Cabe a João Castelo e sua coordenação de campanha saberem administrar e trabalhar em harmonia para garantir a passagem para o segundo turno.