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  • Instabilidade emocional do prefeito de Imperatriz assusta classe política

    A classe política maranhense não esconde a preocupação com a saúde emocional do prefeito de Imperatriz, Assis Ramos. Aposta do PMDB para confrontar o grupo de Flávio Dino (PCdoB) nas terras do Frei, o delegado dá mostras de que não tem condições psicológicas para gerir a segunda maior cidade do Maranhão. Hoje, por exemplo, botou o […]

    28 de abril de 2017 | Por:

    A classe política maranhense não esconde a preocupação com a saúde emocional do prefeito de Imperatriz, Assis Ramos.

    Aposta do PMDB para confrontar o grupo de Flávio Dino (PCdoB) nas terras do Frei, o delegado dá mostras de que não tem condições psicológicas para gerir a segunda maior cidade do Maranhão.

    Hoje, por exemplo, botou o vereador Carlos Hermes, do PCdoB, para correr do seu gabinete junto com procuradores do município. Na semana passada, jagunços a seu serviço escorraçaram camelôs do Centro de Imperatriz.

    Metido a xerife e tutelado pelo suplente de deputado federal Chiquinho Escórcio, o ex-delegado também apresenta ataques de destempero quando pressionado por populares, pela imprensa e por assessores.

    Os desvarios de Assis também contamina assessores. O staff do prefeito de Imperatriz, em parte formado por delegados, policiais e capangas, recorrentemente apela para ameaças, palavrões e chantagens no trato com aliados e, principalmente, adversários políticos.

    No noticiário local, são várias as denúncias de constrangimentos e abusos oriundos do Palácio Renato Cortez.

    O temor de que algo mais grave ocorra toma conta até dos mais próximos. Em postagem no Facebook, na tarde de hoje, o assessor de imprensa da vice-prefeitura, João Bosco, se mostrou assustado com os surtos do chefe: “Prefeito perdendo a cabeça. Imperatriz jamais imaginou situação tão embaraçosa”.

    Veja, abaixo, o prefeito escorraçando Carlos Hermes de seu gabinete:

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  • Arrependido, Asa de Avião arremete e manda sinais de fumaça para Flávio Dino

    O jornal O Estado do Maranhão tem razão em desconfiar de Roberto Rocha (PSB), publicizando na edição de hoje as suspeitas de seus donos em relação ao planos eleitorais do autointitulado Asa de Avião. O senador quer sim se aproximar de Flávio Dino (PCdoB), coisa que tentou na eleição de 2016 em São Luís e […]

    27 de abril de 2017 | Por:

    O jornal O Estado do Maranhão tem razão em desconfiar de Roberto Rocha (PSB), publicizando na edição de hoje as suspeitas de seus donos em relação ao planos eleitorais do autointitulado Asa de Avião.

    O senador quer sim se aproximar de Flávio Dino (PCdoB), coisa que tentou na eleição de 2016 em São Luís e tenta agora, por meio de deputados, prefeitos e lideranças nacionais.

    Asa de Avião entendeu que seu projeto eleitoral para 2018 é fadado ao fracasso, embasado na conjuntura e em estudos quantitativos e qualitativos.

    Sem prestígio ou expressividade política para alçar voo solo, calcula que somente ao lado do atual governador se legitimaria para a sucessão em 2022 – o que seria óbvio, não fosse a sua traição contumaz.

    No íntimo mais íntimo, e de pernas cruzadas, o insidioso senador não tem dúvidas da reeleição do ex-parceiro de chapa, por isso sua mobilização desesperada em direção ao Palácio dos Leões é urgente.

    Falta só combinar com os “patifes comunistas”.

     

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  • Conab exclui indígenas do Maranhão do Programa de Aquisição de Alimentos

    Os agricultores indígena do Maranhão não serão contemplados com recursos da Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, para fornecimento de alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos, PAA, que fornece alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar. Sete estados da federação irão receber o recurso do governo federal que soma R$ 2,4 milhões. Mais […]

    26 de abril de 2017 | Por:

    Os agricultores indígena do Maranhão não serão contemplados com recursos da Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, para fornecimento de alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos, PAA, que fornece alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar.

    Sete estados da federação irão receber o recurso do governo federal que soma R$ 2,4 milhões. Mais de 400 famílias indígenas serão beneficiadas. No ano passado, o governo aprovou projetos de 11 comunidades indígenas. Nenhum no Maranhão. O estado tem 17 terras indígenas, onde vivem 26.062 índios, segundo o Censo de 2010.

    Os alimentos produzidos em terras são doados a entidades e organizações de assistência social. A cooperativa ou associação pleiteante deve comprovar que os participantes da propostas sejam todos indígenas.

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  • Lobão defenestra emenda de Roberto Rocha para deturpar fim do foro privilegiado

    Há pouco, em audiência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal, Roberto Rocha (PSB) acabou defenestrado pelo parceiro, Edison Lobão (PMDB), que preside a comissão. O autointitulado “Asa de Avião” defendia emenda ao projeto em tramitação na Casa que acaba com a prerrogativa de foro em todas as intâncias. Queria a criação […]

    de abril de 2017 | Por:

    Há pouco, em audiência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal, Roberto Rocha (PSB) acabou defenestrado pelo parceiro, Edison Lobão (PMDB), que preside a comissão.

    O autointitulado “Asa de Avião” defendia emenda ao projeto em tramitação na Casa que acaba com a prerrogativa de foro em todas as intâncias. Queria a criação de uma vara especial apenas para julgar políticos.

    Ou seja, para Roberto – os políticos, seres superiores e alheios ao Código Penal Brasileiro – deveriam ser julgados por um juri especial. Uma forma de mascarar, ou compensar, o fim do foro privilegiado.

    Aconselhado pela assessoria técnica da Casa, não por vontade própria, Lobão, o “esqualido” da Odebrecht, barrou a proposta absurda do neo aliado, alegando que uma emenda que desvirtue o sentido da propositura original não pode ser deferida em hipótese nenhuma pela CCJ.

    Humilhado entre os colegas, o falastrão RR não deu mais um pio.

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  • Qual planilha a oligarquia quer usar para atacar Flávio Dino?

    Veículos de comunicação e políticos ligados à família Sarney vêm usando duas planilhas para tentar ligar Flávio Dino a um suposto pagamento irregular feito pela Odebrecht. A tese construída é que as planilhas da Odebrecht mostrariam que o governador do Maranhão teria recebido propina da empreiteira. Em primeiro lugar, em nenhum momento o nome do […]

    20 de abril de 2017 | Por:

    Veículos de comunicação e políticos ligados à família Sarney vêm usando duas planilhas para tentar ligar Flávio Dino a um suposto pagamento irregular feito pela Odebrecht. A tese construída é que as planilhas da Odebrecht mostrariam que o governador do Maranhão teria recebido propina da empreiteira. Em primeiro lugar, em nenhum momento o nome do governador aparece nas planilhas. Isso por si só bastaria para invalidar a acusação. Mas a inconsistência vai muito além disso.

    As próprias planilhas desmentem uma a outra. Quando comparadas, elas desmontam rapidamente a estratégia da oposição.

    Uma planilha é verde; e a outra é branca. Ambas teriam sido feitas pela Odebrecht, segundo a versão divulgada por blogs alinhados com os Sarney.

    Ainda de acordo com essa tese, elas mostrariam o destino do pagamento de R$ 200 mil em 2010. Uma informação muito importante: ambas as planilhas se referem ao mesmo dia.

    Só que a planilha verde mostra o destino do suposto pagamento como sendo o Distrito Federal. E a planilha branca mostra o destino como sendo São Paulo.

    Em todas as outras planilhas, a unidade da federação apontada na planilha indica o estado de origem do político. Em qualquer uma das duas planilhas, não é citado o Maranhão, estado de origem do governador.

    Outra dúvida: como um mesmo pagamento teria sido feito para pessoas diferentes ao mesmo tempo?

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  • Suposto vídeo de jovem se mutilando por causa de Baleia Azul é forjado

    E-farsas, com edição As fotos de uma garota carioca chamada Larissa se espalharam pelas redes sociais no começo da segunda quinzena de abril de 2017. De acordo com o texto que acompanha as imagens, a moça teria se automutilado por causa do jogo do Desafio da Baleia Azul e em suas fotografias podemos ver a […]

    19 de abril de 2017 | Por:

    E-farsas, com edição

    As fotos de uma garota carioca chamada Larissa se espalharam pelas redes sociais no começo da segunda quinzena de abril de 2017. De acordo com o texto que acompanha as imagens, a moça teria se automutilado por causa do jogo do Desafio da Baleia Azul e em suas fotografias podemos ver a menina com cortes profundos em seu braço!

    O desafio da Baleia Azul é um jogo que consiste em uma série de 50 ordens que desconhecidos dão a adolescentes, sendo que a última exige o suicídio do jovem. A moça (chamada de “Mariana” em algumas versões) só estaria viva porque a mãe teria conseguido impedir o fim trágico da filha.

    Mas a verdade é que, independente do tal desafio existir mesmo ou não, as fotos mostrando a mocinha com o braço cheio de cortes horríveis nada tem a ver com o desafio da Baleia Azul.

    Na verdade, as fotos espalhadas nas redes sociais são de uma garota filipina que se cortou em seu antebraço por causa de uma desilusão amorosa. De acordo com textos publicados em inglês, o namorado da moça a deixou e ela, numa tentativa de chamar a atenção do ex, publicou fotos suas nesse estado em sua conta no Facebook!

    A foto que mostra uma moça com os braços cortados não tem relação com o desafio da Baleia Azul e tampouco é daqui do Brasil!

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  • A lenda da Baleia Azul – ou como uma notícia falsa traduz um perigo real

    Estadão “Era uma vez um povo sedento informação. As pessoas eram curiosas e adoravam falar umas sobre as outras. Certo dia surgiu um ser muito poderoso, que sabia de todas as coisas, estava em todos os lugares, e dava todas as respostas. A única coisa que ele pedia em troca era dedicação total. A empolgação […]

    de abril de 2017 | Por:

    Estadão

    “Era uma vez um povo sedento informação. As pessoas eram curiosas e adoravam falar umas sobre as outras. Certo dia surgiu um ser muito poderoso, que sabia de todas as coisas, estava em todos os lugares, e dava todas as respostas. A única coisa que ele pedia em troca era dedicação total. A empolgação foi geral – todo mundo se tornou discípulo e seguidor, continuamente entregando ofertas de tempo e atenção. Até que um dia chegou a mensagem terrível: o tempo gasto com o oráculo seria descontado da vida das crianças. As pessoas entraram em pânico, mas era tarde demais. Pois enquanto os adultos deixavam de dar atenção aos filhos, dedicando-se ao oráculo, as próprias crianças e adolescentes se haviam se tornado devotos, e agora voluntariamente se entregariam em sacrifício. A única solução foi os pais voltarem a dedicar mais tempo para seus filhos, livrando-os de tão trágico destino.”

    Chamemos essa historinha de a lenda da Baleia Azul. Esse é nome de um jogo em uma rede social russa que causou pânico global ao se noticiar que ele estava levando os jovens ao suicídio. Trata-se de um boato, surgido pela interpretação distorcida de uma notícia antiga, de um ano atrás, que voltou às manchetes depois de repercutir na imprensa inglesa. O jogo consiste numa série de 50 tarefas, progressivamente mais difíceis, culminando com o desafio do suicídio – e as manchetes diziam que centenas de jovens já teriam chegado ao fim e se matado. A verdade, no entanto, é que nenhum caso foi ligado de fato ao jogo. O site de verificação de boatos Snopes.com trilhou o caminho da história de trás para frente, chegando à notícia original, publicada pelo periódico russo Novaya Gazeta, e mostrou como ela era recheada de inferências e suposições, sem um fato sequer apurado realmente. A equipe da Radio Free Europe, organização dedicada a levar informações a regiões com pouca liberdade de expressão (como leste europeu), apurou mais profundamente o caso, fazendo-se passar por um adolescente que queria jogar o baleia azul. Eles chegaram a estabelecer um diálogo com moderadores do jogo, que confirmaram não ser possível desistir depois de começar, mas desapareceram em seguida. Conseguiram ainda contato com vários jovens que haviam se engajado na brincadeira macabra; a maioria entrara no jogo por curiosidade, e todos também perderam contato com os moderadores em pouco tempo.

    Por que então, mesmo sendo um boato, essa história exagerada e pouco crível fez tanto barulho?

    Em primeiro lugar, porque ninguém sabe exatamente a razão de o suicídio entre jovens crescer no mundo todo, Brasil inclusive. Diante da angustiante ausência de explicações qualquer motivo que tenha ares de resposta encontra terreno fértil para se multiplicar. Além disso a notícia segue uma estrutura básica de várias história clássicas, como tentei mostrar nesse arremedo de fábula acima. Muitos são os relatos de um poder dado à humanidade que é mal utilizado pelos homens, trazendo grandes prejuízos (ideia que vai de Prometeu a Frankenstein, sem falar na serpente de Adão e Eva). E não são poucas as narrativas em que o preço cobrado é a vida dos filhos (desde a morte dos primogênitos, no livro do Êxodo até o massacre dos meninos no evangelho de Mateus, passando por Rapunzel, Rumpelstiltskin, O Flautista de Hamelin). Se essa ideia se repete tanto, provavelmente toca em medos fundamentais que carregamos, seja de não sabermos lidar com nosso potencial e nossa autonomia, seja de colocarmos interesses pessoais acima das necessidades dos filhos.

    E não é isso mesmo que enfrentamos nessa era de tanta internet, tantas redes sociais, tanto tempo on-line? Essa tecnologia é tão nova e poderosa que ainda não sabemos bem como lidar com ela. Mas todos sabemos que estamos dando atenção demais à tecnologia, em prejuízo do tempo que deveríamos dedicar a quem está perto. Daí o sucesso da notícia sobre o jogo. Ela é um exemplo perfeito – e totalmente contemporâneo – do que em inglês se chama cautionary tale, ou “conto de cautela”, nas quais um perigo é apresentado, conta-se a história de alguém que desprezou o perigo e mostram-se as terríveis consequências de sua atitude irresponsável.

    Moral da história: a notícia da baleia azul pode ser exagerada, mas os perigos que ela traduz são tão presentes que todo mundo acreditou. Na dúvida, então, não custa dar ouvidos ao alerta que ela fez.