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A saúde em São Luis continua caótica

 

As informações são do Globo

 

 

A saúde pública no país ainda é um desafio no que diz respeito ao atendimento de toda a demanda. Em São Luís do Maranhão, a leitora Diana Monteiro fotografou pacientes deitados em macas nos corredores do Hospital Doutor Clementino Moura, conhecido como Socorrão II. As imagens também mostram paredes sujas e descascadas, num cenário que lembra um hospital de campanha.

“No Socorrão II, há doentes nos corredores, muitos no chão. Alguns precisam até comprar o colchão e levar para se deitar. A impressão que se tem é que houve uma guerra e todos os feridos foram para lá. Com toda a precariedade, a Prefeitura de São Luís ainda se dá ao ‘luxo’ de fazer demissões de médicos. É um completo descaso com as pessoas. A saúde pública, não só de São Luís, mas de todo o estado do Maranhão, está péssima”, escreveu Diana.

Ainda de acordo com a leitora, as paredes do hospital estão sujas, esburacadas e com fungos. Sua avó, Dona Maria do Carmo Monteiro, de 83 anos, quebrou a bacia e está há uma semana tentando fazer uma cirurgia no Socorrão II. O Secretário de Saúde de São Luís, Gutemberg Fernandes de Araújo, admitiu que as unidades da cidade sofrem com superlotação por causa da ausência de vagas em hospitais de emergência nos municípios vizinhos.

São Luís paga o preço por ser a capital e a cidade mais aparelhada. O SUS é um programa de portas abertas, e nós tentamos atender à demanda. O sistema do interior do estado é deficitário e outros hospitais de municípios vizinhos foram fechados para reforma e não abriram até hoje – disse ele, que alegou que as imagens de Diana são antigas.

O Socorrão II, onde foram feitas as imagens, faz parte de uma rede de atendimento de emergência, que inclui também o hospital Socorrão I. Cerca de cem pessoas são atendidas em cada hospital, em macas improvisadas. De acordo com o secretário, estes pacientes não são registrados como atendimentos e as verbas só são repassadas aos hospitais proporcionalmente ao número de leitos originais de cada unidade, cadastrados previamente.

As unidades Socorrão I, com mais de 30 anos, e II, com mais de 15 anos, passam por obras de reforma para aumentar a capacidade de leitos. A Secretaria de Saúde informou que a equipe médica nos dois hospitais está completa.

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