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Capelão moral de Bolsonaro, Edir Macedo é acusado de falsificar diplomas e títulos

Por Fábio Pannunzio

Edir Macedo parece ter muito orgulho da coleção de títulos acadêmicos que ostenta. Ele os utiliza para  impressionar  ou exigir respeito de certos interlocutores. Menções a diplomas de bacharel, mestre  e doutor em teologia estão por todos os lados — no site da IURD, nos livros biográficos e em documentos que seus advogados produzem para intimidar jornalistas.

Na notificação extrajudicial em que comunicou que me processaria por ter compartilhado no meu perfil do Facebook links da série O Segredo dos Deuses, da TVI de Portugal, seus advogados gastaram um parágrafo inteiro para enumerar os feitos acadêmicos do Bispo, como se pode ver na imagem que abre este post. As mesmas referências estão em todos os livros dele.

Eles afirmam que Edir Macedo é “um dos líderes evangélicos mais conceituados e reconhecidos no mundo, graduado pela Faculdade de Teologia Evangélica do Seminário Unido e pela Faculdade de Educação Teológica no Estado de São Paulo (Fatebom), Mestre em Ciências Teológicas na Federación de Entidades Religiosas Evangélicas de España (FEREDE) e Doutor em Teologia e filosofia Cristã”.

Dois bacharelados, mestrado e doutorado em uma instituição estrangeira. Em outras fontes há também referência a um título de doutor honoris causa sem mencionar de que instituição. Como ninguém nunca se interessou em checar seu curriculum,  Edir Macedo impressionou muita gente ao longo dos últimos 30 anos.

Só que os títulos são falsos. Um dos diplomas pode inclusive ser comprado na internet de uma entidade fantasma por apenas 200 reais.

Nenhuma das instituições elencadas pelo papa da Igreja universal do Reino de Deus é reconhecida por órgãos governamentais como o Ministério da Educação brasileiro ou seu congênere espanhol.

Também é falsa a afirmação de que ele tem  títulos de mestre e doutor expedidos por instituições acadêmicas conveniadas à Federação de Entidades Religiosas Evangélicas da Espanha, como se verá adiante.

Mas os diplomas de araque já valeram ao capo da IURD ao menos um privilégio legal reservado apenas aos que têm curso superior completo no Brasil. Quando foi preso, em 1992, Edir Macedo usou o ‘diploma’ de uma das faculdades  que diz ter cursado  para conseguir permanecer  11 dias em uma cela especial.

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