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Destaque

Rapidinhas da convenção

Eliziane é alvo

A convenção de Roseana Sarney escancarou quais serão as estratégias do clã e quem serão os seus alvos nas eleições. Além do governador Flávio Dino, a deputada federal e candidata ao Senado, Eliziane Gama, entrou na mira de ataques dos sarneyzistas. O deputado Adriano Sarney fez referência a vaia que a candidata teria levado na convenção de ontem. A tese de que a manifestação veio de sarnopetistas ganhou mais corpo ainda.

Tudo aberto

Neste domingo, o Avante já anunciou que caminhará pela reeleição de Dino. Mais partidos podem desembarcar na ampla aliança do “Partido do Maranhão”. Está em aberto também a segunda suplência da candidata Eliziane Gama. Até agora, certo mesmo, só o deputado Pedro Fernandes na primeira suplência.

Velho ou velhaco?

O oligarca José Sarney saiu da tumba para tentar uma missão quase impossível: eleger a filha Roseana governadora pela quinta vez. Ele mesmo admitiu que já está com a idade avançada. “Já estou bem velho, né? Vocês estão olhando. Há mais de 60 anos participo de convenções partidárias. Sou o político mais antigo em atividade no Brasil. Percorri todos os caminhos da política. Exerci todos os cargos”, disse se vangloriando o velhaco Sarney, que é hoje a última espécie da arcaica política coronelista da metade do século passado.

Presidente da democracia

O discurso de José Sarney foi marcado pelo seu famoso egocentrismo. Ele pouco falou da filha, a candidata, e aproveitou o microfone para se vangloriar de seus feitos conseguidos por meio de artimanhas políticos e perfil camaleônico. “Com muito orgulho posso dizer que fui o presidente da restauração democrática que se vive hoje aqui no Brasil. Trouxe a democracia de volta”, disse um cínico Sarney que sempre esteve ao lado e apoiando a ditadura no Brasil.

Amigos do peito

José Sarney deixou bem claro que a reunião em torno do nome de Roseana contava apenas com os amigos de sempre. Ele citou João Alberto e Edison Lobão, companheiros de mais de 40 anos de “lutas”. Ele enalteceu também o nome de Sarney Filho, candidato ao Senado. “Foi por 10 vezes deputado federal”, disse orgulhoso o pai que transformou o filho em deputado federal profissional, já que ele nunca exerceu outra ocupação.

Sem biografia

O oligarca José Sarney também partiu para cima dos candidatos ao Senado de Flávio Dino. “Vejam e comparem, os outros não existem nem biografia, ninguém sabe nem quem é. Apareceram agora. Os nossos têm uma tradição de lutas pelo estado do Maranhão”, disse o chefe do clã. Na cabeça arcaica e coronelista de Sarney, representantes do povo, que vieram de baixo conquistando com muito trabalho seu sucesso, como Weverton e Eliziane, não são reconhecidos, já que o Senado, para ele, serve apenas para abrigar amigos de longas datas e que tenham sobrenome de nobreza na história do Maranhão.

Vítima

Useiro e vezeiro de um império midiático que trabalha noite e dia para moer a reputação dos seus adversários, José Sarney teve a cara dura de se vitimizar. “O governo atual, a minha impressão é que tem os olhos no retrovisor, só olha para trás, e o escolhido é o José Sarney, coitado de mim, nessa idade com esses anos era pra ser respeitado, e, no entanto, só é acusado. Acusado de quê?”, disse. Com a palavra a justiça e o povo do Maranhão.

P do povo é minúsculo

Para José Sarney, a política é muito mais importante do que o povo. Sempre foi assim durante toda a sua trajetória de vida. E durante o seu discurso ele deixou escapar o seu modus operandi. “Por isso que ela está aqui voltando. Não pelo P maiúsculo, que é o P do grande político”, afirmou Sarney, que depois percebeu a ratada, se enrolou um pouco e disse que o “P” mais importante era o do povo. Mas, na verdade, para ele, o “P” do povo é o minúsculo.

Fracasso

A convenção que homologou a candidatura de Roseana e sua chapa puro-sangue com Edison Lobão e Sarney Filho foi um retumbante fracasso. Marcada para começar às 8h, cerca de duas horas depois o pequeno Espaço Renascença ainda estava vazio. A coordenação do evento então se mobilizou de última hora para tentar encher o loca, que tem capacidade para 2500 pessoas, mas, com uma estrutura de palco enorme, não conseguiram colocar mais que 2 mil. Todos que acompanharam o ato se sentiram retrocedendo 20 anos no tempo, tamanho o atraso que o clã Sarney representa para o Maranhão.

Conta difícil

Por 5 segundos a mais no tempo de TV, o astuto Roberto Rocha força para coligar com o Podemos, de Aluísio Mendes. O movimento, porém, pode enterrar de vez as chances do ex-prefeito Madeira voltar ao Congresso Nacional. Sozinho, Aluísio não conseguiria legenda. Mas coligado com o PSDB, deve roubar a vaga de Madeira na Câmara. Ou seja, a sede de poder do autointitulado Asa de Avião pode transformar Madeira em bucha para reeleger Aluísio.

Perguntar não ofende

Qual é o velhaco senador, conhecido por dar calotes em credores e funcionários, cujo rebento por muito pouco não foi preso por negócios com um agiota com nome de banana, está prestes a ser executado por uma factoring de Imperatriz por causa de uma dívida de 400 mil?

3 Comnetários

  1. as vaias em eliziane foram dignas, nada tem a ver com sarnopetismo. lamento não ter ido ajudar esse coro. essa senhorinha não tem nada a oferecer ao maranhão, assim como sarney filho e lobão. eliziane é sim golpista convicta. farei todos os dias campanha contra o golpe e os golpistas, estejam eles do lado de quem bem entenderem. mil vezes eliziane gama golpissssttttaaa.

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