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Reginaldo Telles deixa um legado de vida dedicado ao Maranhão

Com Informações do Blog do Clodoaldo

Morreu na noite deste domingo (06) o ex-vereador Reginaldo Telles por falência múltipla dos órgãos. Ele foi jornalista, advogado e um dos mais destacados militantes políticos da esquerda no Maranhão. Em 1945, com 20 anos, já era um dos redatores do Jornal O Combate, função que exerceu até 1950, momento em que funda, junto com Neiva Moreira, o famoso e combativo Jornal do Povo, do qual passa a ser editor-chefe.

A partir de sua atividade jornalística e política, se elege vereador de São Luís em 1951 pelo antigo PSP de Neiva.

Alguns anos mais tarde, se casa com Maria Lúcia, com quem teve 13 filhos e continuou a seguir uma longa vida de lutas democráticas e populares. Juntos, fundam a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís.

No final da década de 1970, Reginaldo foi o primeiro Presidente da seção maranhense do Comitê da Anistia, organização responsável por trazer do exílio militantes políticos como Neiva Moreira. É fundador do PDT de Brizola e foi membro da Comissão Provisória que deu origem ao partido.

Poeta apaixonado, deixou para lançar seu primeiro e único livro de poemas, recentemente, aos 87 anos, o qual, para ele, é uma síntese do que pensa da vida e do amor.

Envolveu-se quase a vida toda com a questão da agricultura familiar, tendo fundado a Cooperativa Mista dos Agricultores de São Luís, dentre outras muitas atividades na área.

Foi Secretário Executivo do Fundo de Revenda do Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Maranhão, de 1970 a 1971; Assessor de Comunicação da Prefeitura de São Luís, na gestão municipal de Jackson, de 1990 a 1992 e Diretor do antigo SIOGE na década de 1960.

Reginaldo Telles é avô do secretário de estado de ciência, tecnologia e inovação Davi Telles.

O corpo do político está sendo velado na Central de Velórios da Pax União, próximo ao Canto da Fabril, no Centro de São Luís.