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Acusado de agredir advogada Ludmila Ribeiro tem habeas corpus concedido

Ma10

Pedido de habeas corpus foi concedido ao empresário Lúcio André Silva Soares que agrediu a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva em 12 de novembro de 2017. Na ação, julgada na manhã desta terça-feira (03), os desembargadores Antônio Bayma e Raimundo Melo votaram a favor do habeas corpus, enquanto o relator do processo, João Santana, negou.

Por 2 votos a 1, o empresário teve a prisão preventiva revogada e responderá pelo crime de agressão e violência doméstica em liberdade. A ação foi julgada pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Desde que a prisão preventiva do suspeito foi decretada, ele não foi mais encontrado e ficou foragido por quase cinco meses.

Os advogados de defesa do Lúcio André Genésio já tinha solicitado pedido de habeas corpus, sendo que o primeiro foi negado na 3ª Vara Criminal de São Luís pelo juiz Clésio Cunha e o segundo na Comarca da cidade de Pinheiro, pelo juiz Lúcio Fernandes Soares. O empresário contratou um outro advogado de Brasília e entrou novamente com um pedido de HC contra essas decisões.

A Justiça do Maranhão acatou a denúncia do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) contra Lúcio André Silva Soares. Enquanto tentavam uma reaproximação como casal, que tem um filho juntos, Lúcio teve uma violenta crise de ciúmes. Eles saiam de um bar na Lagoa da Jansen quando Lúcio exigiu verificar as redes sociais e começou a agredir a vítima. Durante todo o caminho, até o condomínio da vítima, o agressor teria lhe infligindo agressões com socos e cotoveladas, além de ameaçar verbalmente matar Ludmila. Ao chegar ao local onde ela mora, ele ainda teria ameaçado matá-la, mas os gritos de socorro chamaram a atenção de vizinhos, que o renderam até a chegada da polícia.

Lúcio Genésio já havia agredido a advogada em outras ocasiões. Em uma das vezes, ela estava grávida do único filho do casal. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas ainda não foi preso. No dia da agressão, ele havia sido preso, mas conseguiu ser solto após pagar fiança de mais de R$ 4 mil.

Desde o acontecimento, Ludmila tem se manifestado em prol da proteção das mulheres em casos de violência e pedido uma resolução para o seu caso.  Hoje, após a decisão da justiça,  Ludmila questionou o resultado da ação. “Eu gostaria de vim aqui parabenizar o Tribunal de Justiça do Maranhão, por entender o risco que uma vítima de violência doméstica passa, pelo terror de permanecer em risco, mas não, eu não posso parabenizar os Desembargadores Bayma e Melo pelos votos proferidos nessa manhã”, escreveu.

Advogada desabafa sobre a decisão em rede social.

Em depoimento publicado por meio de rede social, em dezembro do ano passado, a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva confessou que ainda sentia medo. “A realidade é bem diferente, o meu agressor continua foragido, torrando dinheiro com advogados atrás de um HC (Habeas Corpus) favorável, que permita que eu continue em risco, um HC que rasgue a Lei Maria da Penha, que permita que outras mulheres não confiem no nosso judiciário para terem coragem de denunciar. (…) Eu continuo sem condições de voltar a trabalhar, sem clima de natal ou de ano novo. Apenas aguardando todo o desenrolar dessa triste história”.

2 Comnetários

  1. Só no Brasil que a prisão de um cara que não foi preso é revogada kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk acho que a “justiça” tava era com vergonha do preso solto nunca ser preso então resolveram relaxar a prisão do cara que nunca foi preso entenderam? Kkkkkkkkk eu também não.

  2. POBRE DOS POBRES

    O meu comentário está direcionado para a grave crise de ética e moral que se vive no País:

    Direito de pobre no Brasil é ficção. Estado de direito para os pobres e hipossuficientes é puro academicismo e pieguismo dos que se beneficiam com as filigranas jurídicas, no caso, os ricos e poderosos que cometem crimes, para os quais prisão é como cesariana -não tem sofrimento – não passa de engodo para justificar a propalada igualdade de direitos. No Brasil, a IMPUNIDADE, A HIPOCRISIA e a CORRUPÇÃO estão na base das causas das desigualdades sociais, violência, péssimos serviços de saúde,educação, infraestrutura e a falta de outros bens coletivos. É um País tomado por corporações e confrarias que se organizaram para saquearem o Estado em detrimento dos contribuintes, trabalhadores e das classes menos favorecidas. Tudo isso, com aquiescência dos três poderes da República, especialmente, pela cúpula do Judiciário.

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