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Flávio Dino protesta e lamenta a morte da vereadora Marielle Franco

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), na noite desta quarta-feira (14/03), provocou reações indignadas e muita tristeza.

Durante toda esta quinta-feira aconteceram manifestações de movimentos sociais e da classe política pedindo justiça e clamando por paz. O governador Flávio Dino (PC do B) se pronunciou através das redes sociais.

No Twitter, o Governador escreveu: “Três absurdos cumulativos: 1) O bárbaro assassinato da vereadora Marielle e do Anderson; 2) A situação gravíssima e anômala que contextualiza o crime; e 3) Pessoas que comemoram uma morte e pretendem dar “lição” aos defensores dos direitos humanos”.

A vereadora, cuja atuação foi marcada pela defesa dos direitos humanos e contra abusos policiais, foi executada no centro do Rio de Janeiro depois de participar de uma roda de conversa denominada “Mulheres Negras Movendo Estruturas”.

Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Fernanda Chaves, assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços e sobreviveu ao atentado.

Cria da Maré

Marielle se apresentava como “cria da Maré” e foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016, com 46.502 votos. Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), teve dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”.

Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do deputado Marcelo Freixo.

No domingo (11), Marielle denunciou uma ação de PMs do 41º BPM (Irajá) na Favela de Acari. Segundo ela, moradores reclamaram da truculência dos policiais durante a abordagem a moradores. Ela compartilhou uma publicação em que comenta que os rapazes foram jogados em um valão. De acordo com moradores, no último sábado (10), os PMs invadiram casas, fotografaram suas identidades e aterrorizaram populares no entorno.