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Geral

EMA virou “CRTL-C+CTRL-V” da blogosfera sarneysista

O jornal O Estado do Maranhão vive tempos difíceis e entrou numa decadência sem fim.

Sem as milionárias verbas publicitárias do Palácio dos Leões e com a consequente redução no quadro de funcionários, o “pasquim” virou uma cópia fiel da blogosfera sarneyzista, aderindo ao fenômeno do “CTRL-C+CTRL-V”.

A página política desta quarta-feira (02) pesca todas as matérias, ipsis litteris, dos blogs oposicionistas armados em uma cruzada contra a gestão de Flávio Dino (PCdoB).

Obviamente que a internet pelo seu poder de velocidade tem mais agilidade em pautar os jornais, mas na atual situação do EMA, nem mesmo o rigor jornalístico é levado a sério pelo veículo.

Prova disso é a série de barrigadas, expressão jornalística para definir uma informação errada, cometidas recentemente pelo matinal, o que já causou demissões, constrangimentos, retratações judiciais e erratas no roda pé ao longo das páginas. O maior exemplo é a coluna Estado Maior, um simples resumo sem conteúdo novo ou opinativo.

A crise na Gráfica Escolar é real, tanto que o empresário Fernando Sarney colocou a disposição para ser arrendado ao valor de R$ 150 mil mensais, ainda assim não surgiram interessados. O jornal só não foi fechado pela insistência do ex-presidente José Sarney em publicar sua coluna surrada na edição de domingo.

O folhetim da oligarquia chegou a ser um dos maiores da região Nordeste e pioneiro em imprimir todas as páginas coloridas. A realidade de hoje é outra, A cada ano diminui a tiragem, as assinaturas não cobrem os gastos de impressão e a venda a avulsa é irrisória.

Um dos motivos que explica tal decadência, além do advento da internet, é sem dúvida o conteúdo pragmático e o descaso com a apuração dos fatos, reclamação diária dos assinantes. O leitor assíduo do jornal percebe essa dificuldade e por isso tem perdido o interesse.

O último que cancelar a assinatura que apague a luz.