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Destrinchando o engodo de Roberto Rocha

O senador Roberto Rocha, em uma entrevista nesta manhã ao blog do Marcos Deça, justificou suas últimas ações na tentativa de se tornar presidente estadual do PSB. O desabafo de Roberto acontece depois que o presidente da legenda, Luciano Leitoa, fez uma espécie de convocação para que no próximo encontro do partido o senador apresente suas razões para estar articulando uma intervenção dentro do partido.

A situação causou um desconforto, ainda mais porque Luciano destacou que o PSB nunca apostou em um projeto pessoal, e ao que parece, e ficou bem claro para o prefeito de Timon, as ações de Roberto tem como plano de fundo uma candidatura de governador em 2018.

Foram cinco perguntas e cinco respostas incoerentes, o que não surpreende quem conhece Roberto verdadeiramente como Flávio Dino, Zé Reinaldo, Marcelo Tavares, Vidigal e Edivaldo Holanda Júnior.

Roberto Rocha justificou sua tentativa de intervenção por que o prefeito Luciano Leitoa estaria focado em sua reeleição. “Entendo que o prefeito Luciano, por estar focado em sua reeleição e nas complexidades da gestão de seu município, não tem tido condições para dar o seu melhor para o crescimento partidário”. Ora, quando foi candidato a vice-prefeito de São Luís Roberto controlava o diretório municipal, quando foi candidato ao Senado também controlava o partido na capital e continua até hoje. Isso parece mais desculpa do que convicção.

O senador alega também que não se trata de um ato antidemocrático, e o “partido precisa avaliar que caminhos tomar nos estados”. Vale lembrar que Luciano foi eleito presidente do partido até 2017, de forma democrática, através de voto dos filiados ao partido, não comentou qualquer ato que desabonasse sua conduta, conseguiu eleger um SENADOR durante seu mandato, a legenda faz parte do Governo do Estado e mantém um número considerável de prefeitos. Prova de que o PSB cresce no Maranhão.

“Asa de avião” ainda não foge ao seu apelido e exercita toda a sua arrogância ao afirmar que a ida do PSB na coligação do governador Flávio Dino deve-se a ele, “tive muitas conversas com Eduardo Campos para convencê-lo que para o Maranhão o apoio à candidatura de Flávio seria muito importante”. O PSB esta ao lado do governador desde a sua eleição a deputado federal em 2006, se manteve em 2010 assim como em 2014 e agora Roberto quer se autointitular “o grande articulador político”. Roberto deve sua eleição a Flávio Dino em todos os sentidos, tanto é que ele aparecia atrás de Gastão Vieira nas pesquisas eleitorais e a sua diferença para o candidato do PMDB foi menor que a de Flávio para Lobão Filho. Na verdade Roberto tentou atrapalhar a coligação com o PSB, já que o verdadeiro candidato ao Senado era Zé Reinaldo e agindo por de baixo dos panos, como faz agora, bateu o pé até ser o candidato.

Por fim, ao querer explicar a filiação de Ildon Marques ao PSB, Roberto diz que “o convite ao ex-prefeito, é parte da estratégia de crescimento do PSB”. Isso já foi explicado aqui no blog, nada tem haver com crescimento do partido e sim com o seu projeto de sair candidato ao governo em 2018 em condições de vitória e para isso planeja controlar os dois principais colégios eleitorais do Maranhão; com Ildon Marques em Imperatriz e Eliziane em São Luís. O principal empecilho é justamente o presidente estadual da sigla, Luciano Leitoa, que é totalmente contra.

Roberto pode até falar que tem respeito e admiração por Luciano, mas a verdade é que a família Leitoa tem sido uma pedra no sapato em seu plano maquiavélico e até hoje o ex-deputado Chico Leitoa não engoliu a interferência do senador que acabou com a candidatura do seu aliado Zé Reinaldo.