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Roseana Sarney mostra que articulação contra Dilma foi uma espécie de vingança

Em entrevista nessa terça-feira (19), a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) confirmou aquilo que o blog já tinha dito alguns dias atrás. Ela e a presidente Dilma nunca possuíram qualquer tipo de relação amigável e isso foi determinante para o posicionamento das duas nessa crise do impeachment.

A ex-governadora explicou porque decidiu pedir votos a favor do afastamento da presidente, mesmo que ela e o pai foram durante anos aliados do ex-presidente Lula e do PT.  Segundo Roseana ela atendeu a um pedido da executiva nacional do PMDB.  “Segui a orientação do meu partido o PMDB. Trabalhei porque tenho convicção de que o país vai melhorar. Deus ilumine o presidente para que ele possa fazer nosso povo feliz! ”, afirmou.

Roseana deixou clara a sua insatisfação com a presidente, que ao contrário de Lula, nunca teve uma grande relação com a família Sarney. Prova disso, foi à varredura que Dilma fez no setor de energia, historicamente comandado por José Sarney. Foram retirados diretores da Eletrobrás, da Eletronorte e por fim Edison Lobão do Ministério das Minas e Energia.

“Ela escolheu o seu lado, portanto me deixou à vontade para eu me posicionar”, ao se referir pela preferência de Dilma por Flávio Dino no Maranhão.

A indicação de Flávio Dino para a presidência da Embratur no primeiro mandato da presidente, em 2010, foi um sinal de que essa aliança do PT com o grupo Sarney poderia desmoronar durante o seu governo.

A ex-governadora agora permanece em Brasília para tentar convencer os senadores João Alberto, Edison Lobão e o próprio Roberto Rocha a votarem a favor do impeachment e assim consolidar sua vingança contra Dilma.