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Grupo Sarney tenta constranger judiciário maranhense pela 2ª vez

TJ-MABlog do Garrone

O grupo Sarney tenta de todas as formas constranger o juiz João Rocha pela decisão sobre um direito de resposta contra o jornal O Estado do Maranhão. Além de terem taxado a decisão do juiz de censura, tentam intimidar o juiz ameaçando com uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Esta é a segunda vez que um membro do judiciário maranhense é alvo de uma tentativa de constrangimento pelo aparato de comunicação ligado ao grupo Sarney.

Em abril deste ano, o juiz Clésio Coelho Cunha foi alvo do bombardeio. Um comentário no Facebook sobre o governador Flávio Dino e a presidente Dilma Rousseff foi utilizada em blogs ligados ao grupo Sarney para por em dúvida o fato do magistrado ter que apreciar recurso contra a licitação de Oscips realizada este ano pelo governo do Estado. O juiz Clésio Cunha chegou a excluir a conta da rede social.

Na tentativa mais recente de constrangimento, contra o juiz João Rocha, o jornal noticiou que representou contra o juiz por ele ser irmão de Almicar Rocha, que trabalha na administração estadual. Mesmo sem apresentar embasamento jurídico sobre qualquer restrição em relação ao caso, o jornal afirma que o juiz não poderia ter julgado o caso.

O uso do jornal O Estado do Maranhão para tentar desqualificar o juiz começou ainda na quarta-feira, quando o jornal taxou na capa da edição que a decisão judicial era uma censura, no editorial ainda se referiram ao direito de resposta como uma mordaça, em uma clara demonstração de subverter os fatos, uma vez que em nenhum momento a decisão impede o jornal de fazer reportagens sobre o assunto.

Se referir a um pedido de resposta como censura contrasta com o significado do termo, que teve seu uso marcado no período ditatorial por impedir a referência dos meios de comunicação a determinados fatos.

Exemplo de quando o termo foi empregado com sentido similar ao significado ocorreu em 2009, quando o jornal O Estado de S. Paulo, e seu portal o Estadão, foram impedidos de publicar informações sobre José Sarney e Fernando Sarney, um dos sócios do jornal O Estado do Maranhão, nas investigações da Operação Barrica.