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Rafael Silva presta esclarecimento sobre acusação de agressão contra a ex-namorada

FB_IMG_1429279812099-1Recentemente foi publicado um documento intitulado “Carta Aberta à Sociedade Maranhense” acusando o advogado popular, Rafael Silva, de violência contra mulher e, também, fazendo duras criticas ao sistema de judiciário maranhense, acusando-o de lentidão.

O conteúdo da carta chegou a gerar pautas para blogs ligados à decadente oligarquia Sarney, após o deputado estadual César Pires ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa para levar a acusação e pedir que a Comissão de Direitos Humanos da Alema chamasse este para prestar esclarecimentos àquela casa.

Em tempo, cabe registrar que o parlamentar nunca antes, na história do Maranhão, havia se envolvido em qualquer luta em defesa das mulheres e há alguns anos é protagonista de um conflito agrário no município de Codó, onde Rafael, através da Comissão Pastoral da Terra, faz a defesa da comunidade quilombola que estaria ameaçada por Pires.

O fato é que, até onde se sabe, César Pires não deu encaminhamento ao requerimento. O militante, contudo, se sentiu na obrigação de prestar os esclarecimentos necessários à sociedade maranhense, segundo revelou em contato com o Marrapá na manhã desta quinta-feira (16), em que escreveu:

A “Carta Aberta à Sociedade Maranhense” foi posta em circulação nas mídias e redes sociais, instigando comentários diversos. É, notadamente, uma Carta guiada pelo desejo de destruição.

Aprendi com as crianças do residencial Menino Gabriel (antigo “Bob Kennedy”, em Paço do Lumiar) que atos de vingança e destruição são rápidos, de grande poderio, mas jamais são movidos por ideais éticos ou de justiça. Aquelas crianças que brincavam sobre os escombros de suas casas (que haviam sido derrubadas em operação de reintegração de posse no dia anterior), me deram a generosa lição que o tempo da construção é mais demorado, mas que ele apenas nos fortalece quando a solidariedade forja a argamassa coletiva de nossos sonhos.

Peço aos que visualizarem essa matéria que tenham a delicadeza de ler a “Carta Pública de Defesa”, por mim redigida, que vai anexa. Ela vai acompanhada de documentos comprobatórios do que afirmo. Respondo assim aos termos da “Carta Aberta à Sociedade Maranhense” porque ela ofende tudo em que acredito como defensor de direitos humanos. Ela nada constrói.

Quem ler a “Carta Pública de Defesa” até o final tirará suas próprias conclusões.

Após esse gesto de defesa, retorno ao conjunto das lutas populares, como sempre fiz. Nelas convivo com homens e mulheres que têm a força de estender as mãos a quem precisa e, ainda assim, nunca perdem a delicadeza de lutar.

Essa é a vida que escolhi para mim.

Rafael Silva, São Luís-MA, abril de 2015